Sei que estou em falta com meus amados leitores, mas vocês precisam entender. Por quê? Ora, porque isso aqui é meu e eu escrevo quando quero.
Fim de semana novamente a mil. Sexta me despedi do Times com a esperança deum dia voltar, já que meu editor pediu meu celular porque “podemos realmente precisar de você no futuro”. Nessa noite, fui ao teatro com Auriol e Jane, ver Anything Goes. Muito, muito bom. Cheguei em casa e mal entrei, já saí. Fui com Rols e Kelsye, uma amiga dele de Filadélfia muito gente boa, que tem o curioso hábito de procurar comida nos lixos das ruas (sim, procurar e *comer*), para a casa do Jamie, amigo do Rols. Puta casa legal em West Hampstead.
Sábado acordei cedo, ainda com o jet lag do Times. Aproveitei para passear com John, Jane e Biggles (o pretexto do passeio) em Hampstead Heath. Andando para cá e para lá, vendo Biggles rosnar para os esquilos, eis que cruza uma mulher madura e meio disfarçada. Era a Emma Thompson e seu segurança. Emma (Emminha) mora em Hampstead e costuma passear nesse parque. Não é bucólico? É.
À tarde encontrei a Sophia, finalmente. Fomos ao St. James’s Park, outra das jóias de Londres. Após virem cobrar um pound por cada cadeira em que estávamos sentadas, levantamo-nos indignadas e fomos ao Hyde Park, encontrar amigos brazucas. De lá para um inevitável pub em South Kesington, e deste para casa.
Domingo, dia de festa da rua (???) que, olha só que coincidência tragicômica, seria na casa dos Blandy. Dezessete senhoras, senhores e seus respectivos pirralhos (netos, desconfio) azucrinando pela casa. Não me incomodei, a comida estava uma delícia e eu logo fiquei a fuxicar com a Kelsye, que, como eu, não fazia a menor idéia de como se comportar num evento como este.
A festa ainda nem tinha acabado quando resolvi tirar minha merecida soneca pós-balada da terceira idade. E a balada na minha cama ainda nem tinha começado quando o Rols foi bater à porta me chamando para um irrecusável passeio à Speaker’s Corner. Era agora ou nunca (tá, exagero, mas eu tava louca pra ver isso). E valeu a pena. Muito. Foi divertidíssimo ver todo mundo gritando, se xingando, mas pelo menos prestando atenção à idéia alheia. No Brasil algo assim jamais faria sucesso por falta de público interessado em ouvir o que o cidadão comum tem para dizer, mesmo que seja merda e que deva ser contestado (o que acontece de fato na Speaker’s Corner, o lance não é unilateral).
De lá, fomos eu, Rols, Kylsie - e um fim de brownie que ela achou no banco do ônibus (não adianta pedir para ela parar, aparentemente é incontrolável) e comia com prazer genuíno, bem maior que o que sentiria se tivesse comprado o brownie – a Stockwell, bairro também conhecido como Little Portugal, assistir à final da Eurocopa. Foi triste. Portugal merecia o título, apesar de que nem sei se jogou bem ou não porque tinha tanta gente que achei melhor ficar falando com a Fruba ao telefone (siiiiim, minha foFRUra me ligou!) e depois conversando com quem mais estivesse achando, tal como eu, que a relação custo benefício (benefício = assistir ao jogo; custo = ter um ataque de pânico e não consegui sair do meio da multidão) não era muito atraente e ficasse na rua. Lá, conforme combinado, encontrei com a Adri (aquela do avião, sabem? Não lembro se contei aqui ou não). Foi delicioso e ainda saí com a esperança de um trabalho sussa de catering (garçonete em festas) que pode me render uma grana extra em fins de semana.
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