Monday, April 26, 2010

a simple girl

E à medida que o tempo passa eu me surpreendo com a falta que faz não ter o que fazer. Foram-se os dias de olhar pela janela, e com eles a inspiração que muitos viram nascer e morrer em cada texto aqui. Muitas vezes acompanhado de lágrimas que vocês, longe, muito longe, nem podiam imaginar - e justamente por isso eu deixava as lágrimas cairem.

O problema é que se não estou metida em afazeres complexo, estou sem fazer nada em uma cabeça cheia de pensamentos complexos. Desnecessariamente complexos.

Tenho que agradecer tudo o que me ensinou a pensar. Mas também tenho que xingar. Não fosse esse tudo, eu seria um ser capaz de meditar. Não sou. E não me venham dizer que é questão de treino. Porque eu não sei e nunca saberei o significado de qualquer treino para ser menos.

Off I go. Depois de novo país, novo emprego, nova casa, novos gatos e novamente novo emprego, estou encarando outros novos que estão no horizonte. Talvez longe do meu alcance, mas não longe de vista, que é o que importa. Sabendo para onde navegar, tudo fica mais fácil.

E ao mesmo tempo em que tudo é novo, são partes de um ciclo que tema em voltar.

Estou feliz. Não pensem que não. Eu só queria que a felicidade fosse um pouco mais simples e menos suscetível a repentes de angústia.

Yes, I can. All I have to do is be a simple kinda girl.

Monday, April 05, 2010

novos ares

Minha intenção era escrever bem mais que uma vez por mês, mas anda complicado. Mudei de emprego. Na verdade, amanhã será meu segundo dia. Continuo bem apreensiva pois migrei para a concorrência. Claro que o cargo e o salário são bem melhores. Agora terei pelo menos 3 pessoas trabalhando para mim. Um desafio que almejava mas sabia que, onde estava, não viria tão cedo...

E aí recebi a proposta de uma diretora que saiu da empresa em que eu trabalhava e foi para esta outra. Além da questão financeira e da subida na carreira, o trabalho fica walking distance de casa e no mesmo quarteirão em que trabalha meu patinho. Não poderia ser melhor. quase um milagre em se tratando de São Paulo.

Muitas mudanças mesmo. Além disso, estou voltando a nadar esta semana. Agora é oficial. Está tudo pago e registrado. Também comprei uma bike e com ela pretendo ir à natação, que fica em Moema. Voltarei a treinar na 4Fit, com o mesmo técnico que me fazia suar mais de 5 anos atrás, mas ainda é cedo para me meter nessas de travessia. Tem que ser natural, e tem que ser com vontade. Por enquanto, só quero saber de dar minhas atravessadas na piscina mesmo.

Como vêem, resolvi dar um up em minha vida em vários sentidos. Trabalhar perto de casa me dá um pouco mais de tempo. Na verdade me dará mais de 1h por dia segundo meus cálculos. Aí vem a questão de que vou começar a me mexer mais, e voltar a fazer outras coisas de que gosto, e a vida está ficando mais brasileira mesmo, exato 1 ano após minha chegada em solo tupiniquim.

And yet, estou ainda tristonha de ter deixado algumas amigas especiais em meu antigo trabalho. Gabi e Tati passaram a fazer parte da minha vida de uma forma que achei que não fosse possível mais. Achei que amizades profundas assim a gente tem até os 22 e depois disso são só amizades de conveniência. Estava redondamente enganada. Elas fazem uma falta absurda no meu cotidiano, e não faz nem uma semana que saí daquele escritório.

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Sobre mamãe, ela está ótima. Ainda fazendo baterias de exames para ver se está tudo no passado, e logo mais deve começar uma quimioterapia. Chatinho, sim, mas há que se encarar e depois pronto, acabou-se. Ela vai tirar de letra, tenho certeza. Obrigada a todos pelos pensamentos positivos que, tenho certeza, ajudaram e estão ajudando.

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Meus gatos andam mais fofos do que nunca. Maya continua delicada yet bagaceira. Julio, um lorde inglês mas por vezes encarna atletas de salto em altura quando quer fisgar seu ratinho de pelúcia. Morro de fofura desses dois e tenho ímpetos de metê-los em minha bolsa antes de ir para o trabalho.

Vê-se:












To sweeten up your Monday...

Sunday, March 07, 2010

still here

Acho que não tem um dia que passa sem que eu me lembre deste blog e na pena que dá vê-lo tão pouco atualizado enquanto há tanto, tanto a dizer.

Os mais próximos já sabem, os que me seguem nos twitters e facebooks da vida, também. Minha mãe teve um câncer retirado do intestino na semana passada. Um susto do caralho, mas já apaziguado pelo resultado da tomografia: nada de metástase. Na quarta-feira ela foi operada para a remoção do tumor que media já 6cm. Amanhã teremos o resultado anátimo-patológico e saberemos se ela precisará de tratamento pós-cirurgia, meaning quimio ou radioterapia. A torcida, claro, é para que não precise, mas que se vier, que matemos no peito e marquemos logo um gol. Mesmo porque, sem metástase o tratamento é a pior opção possível. E convenhamos que é uma pior opção maravilhosa perto do que pode ser um câncer.

Mas enfim, o mal já passou, está longe da minha mãe e em breve retornaremos à programação normal.

Enquanto isso sigo. Trabalhando cuidando do apê cuidando dos gatos amando meu gato-mor procurando os amigos e tentando não me enfiar nos convenientes casulos escrevendo pouco reclamando muito. Viu? Nada mudou.


Eu hoje - nada mudou.


Monday, February 01, 2010

quero colo

Apesar de ser agora uma provedora oficial de colo a dois amados gatos, a Maya e o Julio, estou eu precisando de colo para tomar grandes decisões.

Além disso, for wht it's worth, preciso de dinheiro também. Mais que de colo. Aliás, dinheiro é uma espécie racional de colo. É um aconchego financeiro, cafuné de bolso. Eu preciso, e você?

Thursday, January 07, 2010

o que falta

Ano novo, vida velha. Êeee, mais uma virada em que nada muda, a não ser o número de cheques rasgados.

Tá ok, estou sendo cínica demais, talvez. Mas sério, odeio essa expectativa toda que se põe num ano novo. Era 2009, agora é 2010 e pronto, apenas amanheceu mais uma vez após a noite, e apenas uma noite vai suceder mais um dia and so on and so forth. Mas neguinho insiste em fazer balanços e promessas que não duram um mês, quanto mais um ano. Balanço é para o ser mais chato do universo: o contador.

O que foi bom foi sair dessa roleta assassina que é a rotina. Férias nas praias com amigos de longe que, se por um lado foram fantásticas (apesar das 12h no trânsito de volta) também me deixaram melancólica em relação a várias coisas. Ao trabalho, ao que espero de mais um ano (maldita expectativa, já estava na hora de eu aprender a let it go), e ao fato de eu ainda não estar decidida se estou feliz morando em São Paulo, embora eu esteja fazendo todos os esforços possíveis para aqui fincar meu pé.

Ou talvez seja tudo por causa do aumento da dosagem do meu remédio de cérebro.

Ou talvez não.

Pode ser meramente lucidez. A verdade, eu bem sei, é que preciso achar um centro em mim, e não nos outros, ou nos lugares, ou nas coisas, ou nas datas especiais. E no entanto todas as contingências me chacoalham tal qual um tuk-tuk desgovernado. E o meu centro vai parar novamente em algum lugar fora de mim, muitas vezes longe do meu alcance.

Ah, que saco, ser eu. Que saco ter que digitar de olhos fechados para tentar ver o que tem dentro de cada palavra. Que saco dormir e acordar a mesma, cada dia uma, cada dia uma angústia.

O nome do post é o nome que dei à planilha em que fiz a lista do que falta comprar para a casa nova. Mal sabendo que o que falta mesmo não se compra, e nem tem a ver com a casa nova. Falta uma rede de balanço para meu estômago. Faltam almofadas ao redor do meu coração. Um ventilador para meu cérebro e um chuveiro para minha alma suja.

Enfim, é isso. Segunda-feira completo 30 anos. Parabéns para mim.

E muitas felicidades também.

(Mas talvez seja tudo por causa do aumento da dosagem do meu remédio de cérebro. )
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(Mas talvez não.)

Thursday, December 10, 2009

e blah blah blah

Foi o que entendi da reunião de hoje à tarde. Tudo irá mudar, dizem os grandes aqui da empresa. A partir do ano que vem, tudo irá mudar. Todos os processos e todas as operações e todos os costumes e sistemas de medida de sucesso. Tudo ficará melhor e todos ganharão mais dinheiro. Todo esforço será recompensado e toda o suor bem aplicado.

Blah Blah Blah.

Eu não acredito em corporativismo, asim como não acredito em quase nada em que não se toca. Cheguei a duvidar do amor até, e entendi que só não o posso tocar porque ele acontece, quimicamente, na minha cabeça. Ele existe, mas não é tudo aquilo que as músicas piegas pregam. É bem mais palpável, controlável e mensurável. Mas não se mistura amor com corporativismo. Sacanagem com o amor.

Aí eu vejo a pessoa ao meu lado no trabalho falando sobre A Fazenda e o tema corporativismo fica estranhamente interessante.

Chega. Passei pra falar que o azedume não passou e que continuo desesperançosa com a raça humana e que se pudesse votava sim para o fim do mundo em 2012.

Amanhã hei de pegar a chave da casa nova e tudo há de ficar mais colorido. Hei de voltar a me divertir com a vida, acompanhada do homem mais perfeito do Brasil: o meu.

Monday, December 07, 2009

unthought known

O rosto um pouco mais duro, fica difícil, assim, sorrir. Pelo menos naturalmente. Nada concreto mudou. Aliás, tudo o que é concreto já está endurecido demais para mudar. Tipo meu rosto. Mas vamos lá, continuar insistindo, que é o que se pode fazer. Sempre insistir e resistir, ou jogar tudo pra cima e deixar que a inércia leve para todo o sempre. Quisera eu ser capaz!

Continuo pensando em tudo o que preciso fazer e não tenho tempo, em tudo que preciso comprar e não tenho dinheiro, e tudo aquilo que sei que me faz feliz, mas não tenho coragem.

E enquanto isso vou resistindo à inércia de um rosto endurecido e sorrio. Para você e para o taxista. Para você e para a minha chefe. Para você e para o meu palestrante. Até o concreto secar. Até que para rasgar um sorriso seja preciso rachar o concreto. Até que o esforço me juntem lágrimas nos olhos e não valha mais a pena fingir. Até que.

Não era para ser tão difícil, querer apenas envelhecer, devagarinho. Sem muita coisa a mais, nem a menos. Apenas eu, assim, envelhecendo devagarinho do lado dele. Aos poucos uma coisa vai, outra chega e nós ali, juntando ruguinhas e um pouco de pó e nada mais. Absolutamente nada mais. Uma voz rouca dizendo que me ama, outra voz rouca dizendo também te amo, e dedos entrelaçados, a mão mais quente esquentando a mais fria, e a mais fria esfriando a mais quente, e fez-se a felicidade.

Eu sei que há, em algum lugar no centro do meu coração, essa serenidade que cobiço. Ela só não responde quando eu chamo.

Before I disappear
Whisper in my ear
Give me something to echo
In my unknown futures ear

**

Em tempo, sem alarde.

Nada demais. TPM + Tensão pré-evento + irritação no trabalh + segunda-feira + chuva. Normal.

Saturday, November 21, 2009

quente demais

É sempre a mesma desculpa que uso para não fazer nada e reclamar da vida. Quente demais. Na verdade, não é desculpa. é fato. quando está muito quente até desisto de letras maiúsculas. cada passo é um pouco demais e não vale lá muito a pena.

Realmente não nasci para o calor, biologicamente falando. Tenho ascendência alemã, inglesa, russa e húngara. Tá, tá, sou brasileira de coração etc. Mas o que importa nessas horas é minha composição genética. Sou bem branca e bem calorenta. E cá estou, em terreno de mulatas que sambam com a mesma facilidade com que comem.

Enfim. Este post não ia ser sobre isso e acabou sendo. Ia, na verdade, comentar o quanto eu e meu NOIVO (estranho) já avançamos, e o quanto, ao mesmo tempo, ainda falta. Que cada decisão precisa ser devida e chatamente planilhada, que não vou, por um bom tempo, me dar ao luxo de comprar aquela bolsa que custa um pouco mais que aquela outra e é tão mais bonita. Escolhas! 2010 será um ano difícil, eu sei, mas difícil ou não, será nosso. Isso já o faz vale demais.

E quando digo nosso, sempre pode ser de alguénzinho que ainda nem está por aqui. Quem sabe? Nossa Senhora da Planilha sabe.

Wednesday, November 04, 2009

one sweet day

Amanheceu céu azul. Não havia tempo a perder. Fomos ao Horto Florestal e, entre cachoeiras, relembramos Laos, Camboja, Tailândia. Esperamos que algumas borboletas pousassem sobre nossos joelhos enquanto comíamos o sanduichinho feito horas antes. Fizemos promessas de sermos pessoas melhores - uma daquelas promessas que fazemos quando estamos bem e queremos retribuir o mundo. Depois passou.

Continuamos passeando, pelo centro de Capivari, pelo Véu da Noiva, a cachoeira mais ou menos mais para menos de Campos do Jordão.

E cansamos. Voltamos para nosso apê, fizemos um pouco de hora e fomos ao ofurô. Havíamos marcado para 19h e 15 minutos antes estávamos lá. O ofurô estava quente, a fumaça saindo da água o fazia ainda mais lindo. Apesar do clima, estava quente demais para mim, mas eu precisava ficar lá, observando aquele rosto e pensando, meu deus, que bom que ele é meu. E a noite foi caindo. A luz das velas foi ficando mais forte e o que já estava romântico ficou insuportavelmente apaixonante. Até que não aguentamos mais e nos rendemos. Aconteceu. Aquele rosto lindo me pediu para ser não apenas sua mulher, mas também sua esposa.

Minhas lágrimas responderam de pronto.

Monday, October 26, 2009

Apartamento comprado. Metade do pânico se foi, a outra metade será abrandada com o passar do tempo (leia-se pagamento das dívidas). Entramos, oficialmente, em entressafra indefinida. Nosso cálculo: um ano de pindaíba. Mas estamos sorrindo, for there ain't no greater fortune que ter a própria casa. Lindinha. Nossa oficialmente a partir de 6 de dezembro. Talvez antes.

E tenho escrito pouco porque tenho feito muita coisa pouco, menos trabalhar. E como é trabalhando que se sana dívidas, hei que priorizar. A não ser que passem a me pagar para escrever aqui. Aí, senta que vamos conversar.

Mas não é o caso.

Então sorry, venho aqui de vez em quando, meio triste de ver o número de visitas caindo e a falta de fé dos leitores. Mas meu coração imbecil me lembra deste blog todos os dias e grita baixinho, ei, é isso que importa, não seja monga. E eu finjo que não ouço e sigo monga todos os dias.

Um fiozinho ainda acreditando que vai dar tudo certo como há muitos anos previ.

Wednesday, September 30, 2009

Dreaming permits each and every one of us to be quietly and safely insane every night of our lives.
- William Dement

Tuesday, September 29, 2009

enfim

Os dados est?o lan?ados.

Quem quer me levar?

Monday, September 28, 2009

E Honduras, hein?!

Estou alheia mesmo, sem tempo nem saco nem cabe?a nem inspira??o. O trabalho tem me drenado bastante, assim como a busca por apartamento e as preocupa??es corriqueiras que fazem a vida passar sem a gente perceber.

E voc?s, tudo bem?

Estou dando aulas de ingl?s ap?s o trabalho. Tem sido um desafio grande. Nunca dei aula antes e, juro, nunca fiz aula de ingl?s. But I'm getting by. J? estou com 5 alunas de forma que minhas noites durante a semana est?o quase todas tomadas.

Estou, assim, tentando descobrir alguma habilidade escondida e, mais importante, alguma paix?o nunca dantes revelada. Ser? que existe?

Fico por aqui com uma frase do Kurt Vonnegut: Maturity is a bitter disappointment for which no remedy exists, unless laughter can be said to remedy anything.

Monday, August 31, 2009

crawling back

O Brasil é um ótimo país quando se está longe dele. Foi a conclusão a que cheguei depois de 5 meses de volta. Meio que esqueci por quê eu queria tanto voltar ao Brasil, e meio que lembrei porque saí. O que não significa que estou louca para ir embora, de jeito nenhum. Ajeitei minha vida e continuo ajeitando, um pouco todo dia. Maior prova disso é que estou prestes a comprar meu apartamento, junto com o Alê. Mas isso não impede nem vai impedir que as coisas mudem no futuro. Já diz o senso comum que para sempre é tempo demais e sou a primeira a concordar.

No momento curto a angústia de não ter tempo para o que realmente importa. Reclamo de barriga cheia e odeio muito segundas-feiras, daí o profundo lamento mesmo tanto tempo depois de ter escrito pela última vez. A Grande Angústia, na verdade, se deve à conclusão de que não existe, de verdade, um lugar para mim. Any place is better. Me sentia uma outsider em Londres e me sinto uma outsider em São Paulo. E não tenho condições de sair pesquisando mundo afora o lugar que poderei chamar de meu, mesmo porque ele pode perfeitamente não existir.

O problema é eu insistir no erro de que a felicidade está fora de mim. O tal lugar está dentro, mas ainda não o encontrei nesse mundo labiríntico que é minha cabeça. Não encontrei e, após 29 anos, meio que cansei de procurar. De repente eu sem querer tropeço nele, no botãozinho? Um dia qualquer que eu resolver passear em vez de dormir a tarde toda? Quem sabe um dia.

Enquanto isso, estou aqui. Completando 4 meses num trabalho I’m not too sure about, ainda morando com a mãe, sem tempo para coisas de que gosto, dormindo demais nos fins de semana e pensando qual outra vida eu poderia estar vivendo e não estou por falta de coragem. E tentando prever quanto tempo vai levar para a bomba-relógio explodir e eu, mais uma vez, começar tudo de novo.

Thursday, July 30, 2009

ai, vida

Alguém, por favor, me pega na mão e leva? Alguém que saiba mais que eu e ache que saiba mais que eu. Alguém que entende as merdas que eu faço e decide por mim que não posso mais fazê-las.

A verdade é que nunca cumpri bem o papel de carente insegura, porque simplesmente não é bem o meu papel. Mas que dá vontade de ter uma figura acima te conduzindo para o Bem, ah dá.
Eu ouço o que me falam. Eu só nem sempre acredito. É assim que deveria ser, mas sendo assim, fica difícil se deixar levar. Ai, vida. Chega de pensar por hoje. Hora de ir na fisio e pensar em nada além de exercitar meu pezinho e ouvir as histórias adolescentes da fisioterapeuta e os dramas maiores que os meus dos outros pacientes. Music to my ears.

Thursday, July 23, 2009

para todos entenderem porque eu twitto mais do que blogo

Trabalho das 9h às 18h, daí tenho fisioterapia. Otop of that tenho que procurar apartamento. On top of that tenho que resolver coisinhas quando sobra tempo. And above all, vocês já sabem, tenho sono.

Convenhamos, o twitter supre melhor minha necessidade de escrever telegraficamente. Mas vamos lá, que eu não sou de deixar meus filhos mais antigos de lado.

Friday, July 10, 2009

meia hora

Que eu estou feliz, que as coisas estão aos poucos se ajeitando, que tenho perto de mim amados, disso eu sei. Mas tem alguma coisa que nunca volta pro lugar. E acho que não é um desarranjo só meu. É de todo mundo que optou por uma vida de saudade. Uma vida com laços lá e cá e uma vontade de criar novos laços acolá, onde ainda não há nada, mas sei que há de haver, e é isso que me mantém regularmente inquieta. Tem algo além do que conheço que eu não conheço. E eu quero me testar cada vez mais. Eu preciso me testar sempre. Eu preciso tentar os limites para me sentir centrada. Eu preciso gritar para entender o silêncio.

Nada mudou. Foram 5 anos fora. Foram muitas lições aprendidas. Foram 3 meses na Ásia. Foi muito bom, mas não foi o suficiente. Nunca vai ser suficiente. Minhas histórias e angústias não têm fim, e eu sabia disso quando comecei todas elas. Agora tebto adormecer no mesmo lar que adormecia antes, e tenho medo de acordar querendo estar em outro lugar. Querendo fugir de novo de coisas que me acompanham sempre, sempre. Eu sei, e mesmo assim não consigo fazer diferente.

Eu toparia, por exemplo, ir para a Coréia do Sul. Poucas coisas eu não toparia. Eu toparia qualquer coisa que não está acontecendo comigo, justamente porque não está acontecendo comigo.

Mas daí chega um email qualquer confirmando presença no meu evento. Ou dá vontade de tomar café. Ou o esmalte começa a sair. Ou toca o celular e é meu amor.

Aí tenho, quando muito, meia hora de trégua.

E começa tudo outra vez.

Saturday, July 04, 2009

restless soul

Diz que a blogosfera está esvaziando. Todo mundo debandando pro Twitter e pro facebook e pro orkut. Fiquei meio com pena da blogosfera. Eu, que estou aqui há 8 anos. Senti meio como se deixasse o primogênito de lado para brincar com os caçulas.

Então, de cabeça baixa e pedindo desculpas, resolvi aparecer.

Só não sei quanto tempo meus guilty feelings durarão.

Mas isso pouco importa. Ninguém me paga pra escrever, ninguém pode reclamar.

Lá se vão mais de 3 meses de Brasil. Acreditem, ainda me sinto desajustada aqui. Dizem que é normal. Eu não acho normal. Porque tenho a sensação de que adotei essa inquietude para sempre. An unrestful soul.

Como estão vocês, me contem? Eu estou bem. Continuo gostando do trabalho, continuo na casa da mãe, continuo tentando emagrecer, continuo prometendo a mim mesma voltar a nadar, continuo a reclamar de um cansaço que jamais vai embora.

Sunday, June 14, 2009

ainda aqui

Sei que faz tempo, que sumi sem explicar. Mas não há muito o que explicar. A vida anda cheia de acontecimentos, os dias com bem menos de 24 horas e eu com pouca inspiração, na verdade. Esse negócio de trabalhar em escritório faz isso com a gente. Não estou reclamando - muito pelo contrário, continuo curtindo bastante o meu novo emprego - mas que dá pouca vazão para criatividade, isso - e qualquer emprego de escritório que eu conheço - dá.

Sem muitas novidades. O dia dos namorados foi delicioso e romântico pacas. Ficamos por aqui, curtindo ter a casa só para nós. Jantamos a luz de vela e tomamos pinot noir, o primeiro vinho que achei OK.

Dia seguinte fomos para Campinas e já estamos de volta. Tudo rapidinho, mas delicioso.

E esta semana, se deus quiser, trará mais boas novas. Torçam!

Depois eu volto e conto mais.

Friday, May 22, 2009

solving mode

Algumas coisas que resolvi:

* Preciso emagrecer

* Estou gostando bastante do meu trabalho

* Estou me adaptando rápido depois do susto inicial

* Vou ver qual é o problema do meu pé esquerdo que dói desde a topada do direito, na Tailândia

* Adoro o pessoal do Nordeste. Eles conversam sem pressa e ainda falam devagarinho. Dá tempo de anotar tudo nas entrevistas

* Estou feliz, acho. Bem feliz.