Friday, September 21, 2007

Injustificável, eu sei.

Mas then again, quem disse que preciso me justificar?

Thursday, September 06, 2007

a senha do inbox dele - ou o passaporte para a merda


Aí um dia eu tive a oportunidade de ver a senha dele. Ele tapou meus olhos, mas eu vi por entre seus dedos. E eu tentei não decorar mas não consegui. E daí fui dormir, e quando acordar quis ter esquecido, mas não esqueci.

A senha. A senha do email. Descobrir senha é hoje o que ouvir na extensão do telefone era há 20 anos e o que procurar marcas de batom, arranhões ou perfumes pouco familiares eram há 30.

E eu “sem querer” memorizei. E fiquei com aquela informação pesando. Eu poderia ler todos os emails dele. Eu poderia escarafunchar cada mensagem enviada, cada mensagem recebida. Eu podia. A Verdade vem dos emails. As maiores Verdades do século 21 foram descobertas fuxicando emails alheios. E justo eu, curiosa, curiosíssima, mas orgulhosa demais para perguntar qualquer coisa, com aquela maldita informação preciosa.

Hoje está tudo bem, mas vai que um dia me bate aquela insegurançazinha, aquele deseperinho, aquele vaziozinho tão mulherzinha? Aí posso recorrer ao poço da Verdade, o inbox dele. Sim, posso! Posso descobrir coisas e passar horas me divertindo ou me flagelando. Até inventar eu posso, sob o pretexto de poder inferir. E ele nunca vai saber.

Mas eu vou. Vou sempre saber. Vou sempre hesitar. Vou sempre desconfiar. Por mais que não queira. E odeio não poder controlar sentimentos tão reptícios. Odeio saber que eles vão estar sempre a espreita.

E num impulso de boa índole, de quem quer que as coisas realmente funcionem, falei assim que lembrei que não havia esquecido: “eu memorizei sua senha”. Ele só acreditou quando eu falei. Franziu a testa meio bravo, mas acho que foi puro reflexo. É chato se sentir desmascarado mesmo quando nada aconteceu. Foi uma desmascarização em potencial. Mas eu fiz o que era certo, o que era direito. E eu sei que no fundo fiz um gesto respeitoso e respeitável.

Ele mudou a senha e eu continuo confortavelmente longe do que nem meu é.

Porque é assim: relacionamento tem sempre milhares de pontos prontos para encrespar, milhares de começos de fins. É muito fácil se deixar seduzir – quem não faria a festa com a senha de email do amado? Mas há conseqüências. Sempre há. E eu não estou a fim de encrespar linhas tão lisas. Com orgulho eu afastei um dos muitos começos de fins que assombram os relacionamentos.

Fui daquele melhor tipo de medroso: o que tem medo de foder com o que está muito, muito bom.

Tuesday, September 04, 2007

filtros

Bem ela não está. Leucemia galopante (que termo, que termo). E quando eu perguntei inocentemente se eu ainda a veria, mamãe respondeu: imagino que não, mas eu entendi: óbvio que não. E aí doeu um pouquinho porque aquela história de que para sempre é tempo demais é clichê mas é verdade. De qualquer maneira, guardo uma foto dela no meu celular. E quando aperta eu dou zoom na foto, ora nos olhinhos quae fechados de tanta ruga, ora na boca cheia de linhas mas com um digno batom, ora na orelhinha que carregou tantos brincos, ora na cabecinha branca e cuidada por fora, desgastada por dentro. Minha vó. Ela ainda não se foi, mas já aperta a saudade e a garganta e o estômago. Afinal, é quase aritmético que não vou mais a ver.

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Contagem regressiva para minha mudança. É domingo, minha gente, é domingo!

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Sobre o post anterior, parem de perguntar, please. Se quisesse falar eu falava. Passou e não me abalou. Só na hora. Agora estou de novo inalterada no caminho que escolhi. Nunca acreditei em uruca anyway.

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Semana agitada. Ontem fui ver a casa nova mais uma vez, eu e Byrifoy queríamos rever detalhes importantes. É, de fato, uma casa pequena. Terei que deixar coisas pelo caminho. Estou me desfazendo de tranqueiras com um sorriso de orelha a orelha. É bom precisar de menos.

Hoje depois do trabalho, talvez, vou encontrar a Carol, amiga da PUC que veio passar uma semana em Londres. Amanhã é dia de horas de papo com a amada Bobby. Faz ridículos meses que não nos vemos. Quinta eu queria já estar com o contrato da casa assinado, idealmente, para parar de panicar. Nada assinado e em teoria nos mudamos no domingo.

Sexta e sábado – empacotar, empacotar.

Domingo – mudar. E soltar uma grande e merecida bufada ao final do dia.

Thursday, August 30, 2007

sai, uruca!

E a saudade?

“Bia, a única novidade é a saudade. Principalmente saudade de vc nas travessias.
Vc estava nadando muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito...lembra! Prova de 10Km...não é
para qualquer um!”

Saudade do meu técnico brigando comigo. Quando ele manda um email como o acima dói ainda mais. Ele não é de elogiar o certo, ele é de xingar o errado. Assim fico ainda mais longe daquela realidade.

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Talvez eu mude esse fim de semana, talvez não. Talvez eu vá acampar em Kent, talvez não. Consegui o microondas, vou buscar na sexta. Falta pouco para tudo mudar. Estou feliz.

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Incrível como tem gente que simplesmente não suporta ver os outros felizes quando estão infelizes. Eu tive o azar de ter uma pessoa dessas tão próxima de mim. Mas fica um conselho: não rola. Já era. Desista. Não gaste sua pouca energia. Tô feliz e forte e além do ponto em que suas pequenices sejam capazes de estragar. É bem maior que você, a minha felicidade. No máximo solto umas fumacinhas de raiva e depois lembro do quanto estou bem, e do quanto você está fodida, e aí a raiva vira pena.

E de novo, de novo você perdeu. Porque se continuar querendo cultivar intrigas, você jamais vai sair da merda, e vai sempre perder, e as merdas que você cultiva hoje vão voltar para te afundar porque você ainda não aprendeu a superá-las, então está fadada a repeti-las. Você é meio burra. E você me cansou. Eu tentei ajudar, agora pouco me importa se a merda te tapa os olhos. Você já não me interessa. Por favor, fique longe de mim e do que é meu. Espalhe sua infelicidade e frustrações, suas faltas de orgasmos e sorrisos, com os pobres coitados que vão ter que te aturar. Eu só terei que agûentar esse veneno por pouco tempo.

Que pena que você virou esse monstro.

A verdade é que fui cabeça-dura – eu devia ter ouvido as pessoas ao meu redor.

Tuesday, August 28, 2007

empty sobbing

E cá estou, mais uma vez, tentando recuperar o tempo perdido. Não vou entrar em detalhes porque em detalhes só se entra quando se escreve todo dia, então não tenho mais esse direito, não agora.

O dia de me mudar para a casa nova parece galopar na minha direção. Eu acho ótimo. Quero mudar logo, me estabelecer logo e parar de, ridícula e injustamente, sentir saudade dele no meio da noite.

Esse fim de semana arrecadamos umas panelas ótimas. Acho que de principal só falta mesmo o microondas.

Ontem foi a festa de dissolução da casa do Byrifoy. Triste e feliz. Eu, bem mais feliz que triste. Mas, claro, vou sentir saudade de chegar lá com saudades. Tem nada não. Guardo as saudades para outras pessoas e situações. Não me faltam aparatos.

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Minha vó tá mal. Não sei quão mal, mas na idade dela qualquer malzinho já assusta. Foi internada ontem no hospital. Fiquei sabendo no meio da festa na casa do Byrifoy. Estragou, confesso. Fui embora porque não tava mais sendo simpática. Aos que sentiram falta do meu beijinho de tchau (e lêem esse blog quase bissexto), ei-lo aqui, smack, e fiquem contentes.

Parece que ela melhorou um pouco hoje. Princípio de pneumonia nunca é bom. É tão ruim estar longe... Me sinto por fora, meio desolada, mas pelo menos não me sinto sozinha.

Saturday, August 18, 2007

oi

Calma. Não tá fácil arranjar tempo. Na verdade, verdade mesmo, falta inspiração. Como já disse, tem mais coisa acontecendo fora do que dentro, então, pela primeira vez em muito tempo, preciso cuidar de fora e o de dentro vai ter que esperar.

Os highlights são os seguintes:

* Byrifoy e eu achamos casa. Vamos morar em Pimlico, bairro ótimo e central. Mudamos dia 9 no máximo. Não vejo a hora.

* O trabalho novo é bem legal. Bem mais puxado, o que acho ótimo. Ainda não me entrosei muito com o pessoal, mas aqui é assim mesmo. Até te chamarem pra tomar um café em casa pode contar pelo menos um ano.

* Estou pensando em passar esse fim de ano aqui e ir pro Brasil só no começo do ano que vem. A ver.

* Adoro sábado de manhã.

Friday, August 10, 2007

home and away

Tá. Eu sei que bati o recorde. Foda-se. Não tenho tido tempo e nem vontade de escrever. Talvez porque esteja num dos raros momentos em que tem mais coisa acontecendo fora do que dentro de mim.

Trabalho novo. Estou me assentando aos poucos. Curtindo. Ainda sou aquela menina nova, sem amigos, estrangeira, mas foda-se. Sempre foi assim e nunca foi um problema. O trabalho em si está bem legal. Bem mais que o antigo. Claro que o antigo era cheio de pessoas que eu conhecia e de quem gostava. Mas é uma questão de tempo, I know. Aqui, ainda mais que no Brasil, amizade leva muito tempo. E mesmo assim, depois de anos, a intimidade ainda é superficial. Ou é brasileiro que é muito intrometido. Ou um pouco de cada, o que é mais sensato.

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Vou mudar de casa. Resolvemos nas últimas semanas. E “resolvemos” não envolve minhas flatmates, e sim eu e o Byrifoy. Resolvemos tentar morar juntos. Haha, coitado.

Brincadeira.

Sou muito legal e cordata.
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Estamos naquela insanidade de ver casas, ver termos, pensar em todas as possibilidades e limitações, e lá vou eu para minha sétima residência em Londres.

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No mais, o sol brilha e minha mente está quieta sob o cafuné doce da Fluoxetina, minha amante preferida – eu vou embora e ela me recebe de braços abertos quando volto.

Esse fim de semana, além de ver casas, vou ciceronear a Déa, que vem de Paris cheia de bicos passar o fim de semana comigo. A primeira vez que a vejo em mais de três anos. O tempo muda de significado quando se mora fora do Brasil. Ficar sem ver alguém por três anos equivale a três meses quando se está perto. Pensando assim, pelo menos, minha vida fica menos absurda.

E chega. Acho que enferrujei.

Sunday, July 29, 2007

let me be me

Rápido que realmente a vida anda corrida. Se eu não corer também sou engolida. Voltei de Berlim e Amsterdã. Minha irmã voltou pro Brasil. Eu voltei para minha vida aqui. Amanhã começa o trabalho novo e é por isso que está tudo igual e tudo diferente ao mesmo tempo. Diferente, nem preciso explicar; igual, nem preciso explicar.

Ansiosa pra porra. Fluoxetinada novamente, mas ainda assim ansiosa. Levando susto com penas que caem pelo ar na minha frente. Me coçando sem ter coceira. Comendo unha e respirando daquele jeito que algumas pessoas reconhecem já de longe (né, mirrrrmã?).

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E ando apaixonada. Minha paixão vem em ciclos, mas cada vez que ela aperta mais, ela fica mais madura e evolui, evolui. E eu me sinto uma menina com coração de senhora e depois de segundos me sinto senhora com coração de menina. Só não me sinto e sou a mesma coisa. Nunca fui dessas de fazer sentido, nunca vou ser, você nunca vai imaginar exatamente o que se passa na minha cabeça e nem qual a frase seguinte que vou falar. Mas hoje, hoje você soube exatamente quando me abraçar, e me fazer carinho com o pé, e me dizer que está tudo bem, que vai dar tudo certo, e que de uma certa forma, só minha, eu sei ser adorável. E isso bastou. Minha ansiedade continua altíssima, mas agora disputa espaço com meu amor. Um amor que me surpreende todo dia. Eu, de todas as pessoas. Eu, que nunca soube o que era a vida sem ironia. Eu, que nunca sorria meu sorriso mais verdadeiro para homem algum que não fosse meu pai.

Brigada, meu amor.

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Amei Berlim, amei Amsterdã, acho que ouso dizer para desespero e indignação de alguns que gostei mais de Berlim que de Amsterdã. Mas talvez isso seja porque peguei tempo bom em Berlim, e porque lá tem mais coisa pra fazer, e porque tenha muito turista em Amsterdã, e muita turminha de jovens maconheiros querendo pegar mulher. Nada mais enervante, como bem sabem.

Quem sabe um dia desses eu conto como foi a saga da ida no aeroporto. Nunca fiquei tão perto de perder um vôo em toda a minha vida. Mas agora não. Tenho que descansar, relaxar, adormecer docemente porque amanhã será um dia cheio de emoções para esse coração idiota que ainda acelera pelas causas erradas.

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Ouvindo Nina, sempre Nina. Ultimamente como um mantra. Let it be me.

Saturday, July 21, 2007

rapidao

De Berlin. Isso aqui eh foda. Indo pra Amsterdam amanha. ACM morreu e eu quero comemorar. Brasil eh um teco mais leve a partir de hoje. Saudade, como sempre, porque saudade eh sempre metade. Mas adorando. Vendo o tempo voar. Cai da bicicleta duas veyes. A primeira foi culpa da minha irma, que jogou o pneu da bicilceta dela na minha frente. "Parabens, Joana, demorou mas voce conseguiu!", disse eu ainda no chao. A segunda foi culpa minha mesmo. Mas nada demais, nada dramatico. Aquelas quedinhas paradas de quem nao alcanca o chao, sabe? Nao machuca nada alem do ego (porque sao quedas pateticas e lentas, muito lentas, sempre).

Ansiosa para comecar o novo trabalho, mas querendo que as ferias durem meses. Calor. Voltei a tomar a Fluoxetina porque nao tava dando. Mas eu tentei. E foi dificil mas reconheci que tive que voltar. Isso eh ainda mais dificil do que parar de tomar, acreditem. E chega, porque devidamente medicada tenho sono na hora certa e sorrio nas horas de sorrir e sinto frio e calor na medida certa. Sou equilibrada e nao lato para pessoas na rua. Me amo um pouquinho mais que na semana passada, quando ainda nao tinha voltado a tomar remedio.

E eh isso. La se vao 100 euros no trem de amanha. Ha que valer a pena. Fluoxetina, hurray!

Wednesday, July 11, 2007

spinning

Fim de semana foda, muito foda. Foda mesmo. Desculpem, mas foi muito bom. Interiormente bom.

Sexta fui pra Brixton, num café com música brasileira ao vivo que fica dentro de um cinema, o Ritzy. Fomos eu, Tania – a pankeka louca –, o Dani e a irmã dele.

De lá fomos para um outro lugar cujo nome me escapa. Fiquei pouco porque queria ver meu Byrifoy. Cheguei lá, recebi jantar e carinho e dormi no meio de Animals, stand-up comedy do Ricky Gervais que, pelos cinco minutos iniciais, parecia ótima. Mais uma vez, culpa do travesseiro, que vem com um delicioso cafuné embutido.

Sábado, dia lindo. Sol. Me and ma’boy pegamos nossas bikes (bom, ele pegou a do Bruno) e fomos até Battersea Park. Sentamos num banquinho e ficamos vendo a pagoda budista e o Tâmisa e um ao outro, e falamos do futuro e de sonhos e de loucuras que estávamos ou não dispostos a fazer. Eu poderia estar ali com vinte ou 80 anos. Teria sido bom em qualquer época. Voltamos para a casa do Byrifoy para pegar a moto e ir almoçar no Nando’s, uma cadeia de restaurantes portuguesa que faz, entre outras coisas, frangos. Bons frangos.

Domingo teve almoço na casa do uncle John. Byrifoy foi conhecer um pedacinho da minha família inglesa. Foi uma delícia. Matei saudade do meu tio, da Biggles e da outrora dona Bruxa, que agora está um doce, confortavelmente longe de mim.

Voltamos para casa, assistimos mais um filme, Lady in the Water, que eu já tinha visto no cinema mas achava que não. Minha cara.

E aí chegou a segunda. Não fui trabalhar - inventei que estava doente - para pegar minha irmã no aeroporto.

Aí depois eu conto.

Thursday, July 05, 2007

free and cycling

Tá. Vamos lá.

Final de semana em Bristol foi muito bom. Mas não de todo proveitoso, na minha humirde. Não sei se porque o tempo estava uma bosta ou se porque nossos anfitriões não estavam muito a fim de fazer programas de turista, ou se porque realmente não há muito o que fazer em Bristol.

E Bath, poxa, Bath. Vou ter que voltar porque não valeu. Quer dizer, claro que valeu, fui no SPA termal com o Byrifoy e Broo+Ma e foi um tanto idílico. Piscinas aquecidas no teto do SPA (veja foto ao lado), vista para o bucólico e medieval. Mas faltou ver a cidade. Ver e andar. Queria ter visto os banhos romanos, as ruínas, a cidadezinha em si, o rio se tem rio, o castelo se tem castelo, os detalhes que sempre têm. Enfim, fui a Bath mas não fui. Na verdade fui ao SPA de Bath e só. Valeu cada minuto e cada centavo. Mas preciso voltar.

E dormi mal, como um todo.

Mas mesmo assim valeu. Viagens em condições adversas com pessoas, er, desadversas não têm como dar errado.

Resumão: chegamos sexta de noitinha, fomos para a night de Bristol. Tem muitos lugares pra se sair à noite em Bristol porque a cidade tem acho que duas universidades grandes. Fomos ali para a beira do rio, onde tem uma congregação de baladas e, naturalmente, bêbados, gente brigando etc etc. Byrifoy e eu resolvemos jantar num restaurante que é um barco no rio. Adoramos. Íamos para a balada X mas não rolou porque era gay e custava £5, fomos para a balada Y e não entramos porque o Ma brigou com o segurança da porta e porque também custava £5. Quando chegamos na balada W eu já estava bem cansada e o lugar era lotado e não pagava nada para entrar. E eu não entraria nem que para tal me pagassem. Voltamos para casa. Sabadão, íamos passear mas só chovia, só chovia, e ninguém se animou muito (acho que só eu, mas como não teria nenhum cúmplice, desencanei). Só saímos de casa lá pelas 3 da tarde para ir num churrasco que foi legal mas, again, durou tempo demais – pelo menos para um churrasco em que você não conhece ninguém a não ser seu namorado. Chegamos em casa de madrugada. Capotamos. Dia seguinte, manhã completamente perdida, tarde no SPA como já contei, e volta para Londres.

Fim de semana gostoso, sim, mas mais uma vez constatei: gente, como Londres é abençoada! Happy to be here.

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Outro resumão, agora do que se passou durante uma hora no fim da tarde da última quinta-feira:

- chego em Vauxhall, estação de trem em que desço para pegar minha bicicleta e pedalar até minha casa, e constato com aquela cara idiota que minha bicicleta foi roubadda. Queria entender como já que o lock que eu uso era considerado ultra-super-max-hiper-platinum-secure. Enfim, foi-se a magrela de que eu nem gostava tanto.

- saindo de Vauxhall (a pé, claro), um cara na rua empurrando/batendo numa mulher e gritando: “Eu sofri abusos quando tiha seis anos, você está entendendo???”. Ai, mundo. Fiquei ali parada, querendo fazer algo porque o cara estava descontrolado. Ia chamar a polícia quando ele virou as costas para ela e ela então correu atrás dele. Aí achei que o assunto não era mais da minha conta. Mesmo assim, avisei o guardinha da estação que um cara “agressivo” estava agredindo uma mulher na rua.

- chego em casa, uma pessoa oferece uma bicicleta no Freecycle. Mando email contanto que a minha acaba de ser roubada. A pessoa então me responde que não só me dará a bicicleta como virá entregar em casa (!!!) junto com uma caixa de potinhos de geléia (???) – eu sei, não perguntem, eu também não sei.

- falo com a Cá, que acabou de dar à luz a Manu. Aquela vozinha tão familiar, carregada de emoção. Eu já tava mole, amoleci de vez.

- me despeço da Carol, flatmate queridíssima, que está deixando a Graceland e Londres e Inglaterra para passar três meses na França.

Tudo isso em uma hora. Não sou eu que sou estranha com emoções. São as emoções que acontecem todas desproporcional e desconcatenadamente na minha vida.

By the way, a bicicleta é velhinha e provavelmente não vou usar. Ontem comprei minha bicicleta nova. Vou manter a velhinha pra minha irmã usar enquanto estiver aqui, se ela quiser. Depois disso, está up for grabs. Quem quiser um bike velhinha e básica mas funcionando, põe o dedo aqui que já vai fechar.

Minha bicicleta nova é essa aqui, ó:



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Momento de grandes definições na minha cabeça. Friozinho no peito, quentinho no coração. Antíteses sinestésicas, que é para eu testar se essa história de pânico realmente não existe mais.

Ah! Parei a fluoxetina. De vez.

Wednesday, July 04, 2007

Thursday, June 28, 2007

obsessões do Bem

Agora vou falar um pouco das minhas últimas obsessões. Uma delas se chama Freecycle. Freecycle é uma rede de listas de discussão. Você entra na sua lista local e enconta milhares de pessoas querendo se livrar de coisas, outras querendo, outras levando o que é oferecido, outras dando o que é pedido. E é lindo. Posso dizer com a maior sinceridade que dar é tão bom quanto receber. Estou me desfazendo de coisas que não uso e sei que vão para pessoas que realmente precisam e darão alguma utilidade. Por outro lado, já fui premiada com algumas doações ótimas. Coisas que eu compraria e que me foram dadas, tipo um aquecedor elétrico, um ferro de passar, um colchão de ar para visitar (né Djones?).

Eu recomendo, muito, para quem quer se livrar ou para quem precisa de algo e tá sem grana. Freecycle.org. Tem no mundo inteiro, mas no Brasil ainda é pequeno. Acho que só tem no Rio, Sampa e, se não me engano, Porto Alegre. De qualquer forma, vale a pena entrar no grupo, ler as instruções, e reciclar de graça.

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Pronto, passando o discursinho Madre Teresa (mas levem a sério, Freecycle é mó legal e vira uma obsessãozinha do bem), outra obsessão é o meu joelho, que dói mais a cada semana.

Not much I can do. Já fui em medico, fisioterapeuta, o escambau e a resposta é sempre a mesma, que eu preciso fazer Pilates e/ou RPG. Quem sabe seja hora de então fazer Pilates de fato. Largar a mão de ser teimosa.

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Ontem fui ver o show do David Cross. Quem não o conhece, entre no Youtube e digite David Cross. E abra qualquer vídeo que aparecer. Ele é ótimo. A melhor stand-up comedy desde Seinfeld. Aliás, melhor ainda, vou facilitar. Vejam o vídeo abaixo.



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Amanhã vou pra Bristol, visitar a Broo e o Má e passear com o Byrifoy. Domingo devemos passar o dia em Bath. A previsão? Oras, chuva, é claro. Mas não tô nem aí. Vai ser bom com sol ou chuva.

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Estou prestes a adquirir minha bicicleta nova. A ver.

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Post informativo, quase dissertativo, para compensar a molengueza do anterior (interior?)

Tenho esta irradiante. Estranho isso, logo quando resolvi parar de tomar a fabulosa Fluoxetina.

Monday, June 25, 2007

Manuela

Ela chegou. Meu coração partiu em mil porque eu queria estar lá. Ela chegou e o mundo fiocu um pouquinho menos difícil. Ela trouxe inocência e delicadeza. Como eu sei? Eu não sei. Eu só sinto. Eu queria saber depois de ver, de tocar. Mas talvez não precise. Talvez essa sensação de formigamento no coração seja suficiente. A pequena e abençoada Manuela chegou.

E eu chorei no trabalho vendo as fotos. Quase todas as fotos desfocadas. Quem é que consegue segurar direito uma câmera numa hora dessas? Se fosse focada seria mentirosa. Bem-vinda, Manu, ao primeiro dia da sua vida.

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Essa semana vou ver a standup comedy do David Cross. Vocês não conhecem? Não creio. Se conhecessem, estariam com vontadinha de ir também.

E fim de semana que vem vou com Byrifoy para Bristol e Bath, visitar a Bru e o Ma e tomar um banho nos spas medievais.

Ah, life is good.

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Fim de semana fui meia.
Se não fosse uma outra metade teria sido meia-boca.
Se fosse sozinha seria um copo meio-vazio.
Sendo como foi, fui meia complementada com outra metadinha.
Adorei cada riso e bocejo.
Mesmo quando estava minutos sozinha com a chuva correndo pela janela.
Tédio dividido é meio tédio.
Alegria dividida é dupla alegria.
É quase matematicamente possível ser feliz (quando já se está feliz).

Wednesday, June 20, 2007

bailarina


Tenho congelado no trabalho. O ar condicionado aqui é muito forte. Sei que no alto verão vai ser pecado reclamar. Mas sempre fui um tantinho pecadora. E reclamona.

Mas é sério. Estou com o XALE de uma amiga. Imaginem a cena... Havaianas e XALE. Tá buniiiiito, minha gente. Ê Brasilzão.

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Como estou num momento resgate, tenho tentado falar com queridos no Brasil. Ontem foi a vez da Djones via Skype. Se tudo der certo, ela vem de BsAs pra Europa e, enquanto estiver em Londres com a irmã, ficará hospedada lá em casa. Uma farra.

Depois liguei pra Milão, minha amiga de tantos anos (quase dez, quase dez, como voa!) que está para ter bebê a qualquer momento. Falei com a secretária eletrônica mas hoje recebi um email lindo dela. Vou tentar ligar de novo.

A próxima da fila (em nenhuma ordem específica, sem chiliques!) é a Frubinha, que já me alertou para possíveis novidades piscáveis. Aguarde meu telefonema, viu, sapequinha bolinho-de-carne?

O resto dos meus amigos? Então. Tenho um monte. Muitos dos quais gostaria de ligar também. Mas muitos dos quais não parecem interessados! Então, não há santo que faça milagres, também acabo perdendo interesse. Mas esses amigos sabem quem são, sabem onde me achar, sabem que vou adorar um contatinho e que vou buscar ao máximo não vomitar punições por terem sumido.

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Ontem conheci um dos melhores amigos do Byrifoy, o Tonhão. Ele e a esposa vieram passar a lua-de-mel na Europa e passaram por Londres para ir ao show do Ozzy Osbourne, que foi ontem.

E, sou boba mesmo, é uma delícia entrar assim, aos pouquinhos, na vida do loiro. I’m absolutely loving it. Talvez por isso falte a inspiração. Cadê todo o peso do mundo para eu poder amaldiçoar? Eu não sei.

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Ainda sonho com o dia de acordar e dar de cara com uma declaração de amor. Não eterno, porque há que ser real. Amor de hoje. Amor de muita carne e pouca alma. Amor de alma sem fantasias. Amor entendível, agarrável, perdível, fotografável.

Mas não é assim que funciona. Não existem declarações pedidas.

Vou continuar dançando mesmo sem música.

Monday, June 18, 2007

never quite as it seems

Sexta fui no show da Dolores O’Riordan – para os desavisados, a vocalista do Cranberries; para os perdidos, Cranberries é (era) uma banda irlandesa de rock que foi sucesso nos anos 90. Gente, eu não dava muito. Gosto de Cranberries mas nunca fui alucinada. Fui mais para acompanhar o Byrifoy e perder o medo de shows. Gente, eu adorei. Mesmo. A ponto de agora achar que posso encarar qualquer show (o que sei que não é verdade). Mas foi bom. Quase mágico. Comecei a acreditar em shows, e a não achar um absurdo gastar centenas de reais e/ou libras para sentir a vibração ao vivo (me segurando para não usar a palavra “vibe”, da série palavras-que-odeio).

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Depois de anos sem contato, uma feliz ocorrência. Um email dela que já foi uma grande amiga e que sumiu sem grandes explicações, apesar da minha nem tão assídua insistência. Um desses pequenos afastamentos que vão aumentando sem percebermos até que entrar em contato de novo não faça mas sentido. Mas ela entrou em contato e sentido nunca foi uma palavra forte no meu dicionário. Agora, depois de anos de silêncio, vamos nos encontrar. Talvez em Paris, onde ela vai passar um mês. Talvez aqui em Londres. Talvez, melhor de tudo, em algum outro lugar, onde nenhuma de nós se sinta em casa – a melhor forma de reatar uma amizade quase perdida.

Em agosto, a confirmar.

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Olha só, eu tô tentando ser menos mimada. Eu vou continuar tentando. Pode não funcionar muito, mas você vai ver, estou tentando! É que na verdade sou mimada por mim mesma. Coloco a expectativa no mesmo patamar que colocaria se fosse você em relação a mim. E aí cruzando os dados dá uma grande baderna sem sentido. Ah, mas isso você já sabe. De novo, o sentido. De novo, o estranho sentido.

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Olha, gente, eu não mordo, viu? Quem quiser falar comigo, elogiar o blog ou meu cabelo, pode vir. Eu vou achar legal (embora não acredite na parte do cabelo)

Thursday, June 14, 2007

a faxineira

Eram quase seis e eu já estava atrasada. Tinha que estar às 7pm em Wandsworth Town para assistir a uma palestra. Fui ao banheiro e, ao sair, dou de cara com uma das faxineiras do escritório. Ela não olhou para mim, só eu para ela. Novamente, não foi a cara, não foi nada que ela falou (ela não abriu a boca), mas o jeito de pegar o papel-toalha, de enfiar os braços cruzados por dentro do avental, de lavar as mãos com a planta de um dos pés recostada sobre a lateral da outra perna. Não tive dúvidas e, mesmo atrasada para pegar meu trem, tive que perguntar.

E novamente, era brasileira. Novamente aquele sorriso escancarado que me faz sentir erroneamente especial por também ser brasileira e *entender*, mesmo que nossas vidas sejam completamente diferentes. Mesmo que meu dia-a-dia tenha mais a ver com o de uma inglesa nowadays.

Mora aqui há três anos, como eu. Aliás, três anos exatos HOJE. Veio por causa da irmã. Casou com um português. Mora em Surbiton, uma região muito boa no Surrey. Trabalha de faxineira, vai de carro a todo lugar. Não me pareceu envergonhada por isso. Carioca, graduada e faxineira. Ela realmente não ligava.

Me senti pequena por ter um dia ligado de confessar que apesar de toda a minha formação, toda a minha bagagem intelectual, eu por um tempo virei salva-vidas. Eu tinha vergonha, claro. Salva-vidas não faz nada. Fica o dia inteiro sentado na cadeira olhando os outros se divertirem, vez ou outra apitando para quem se divertia inadvertidamente atrapalhando os outros. E quando não estava na piscina, estava limpando banheiros, espelhos, passando aspirador de pó na recepção, contando band-aids nas caixas de primeiros-socorros.

Mas voltando à moça, Monica, ela não quer voltar. Ela fala português com sotaque de Portugal. Ela bufou de saco-cheio quando disse que os ingleses do escritório vivem tentando cantá-la. Ela bufou, mas não desgosta. Ela bufou sorrindo.

Descrevi para ela onde no escritório fica a minha escrivaninha. E no mesmo momento me perguntei por que fui dizer isso. Que diferença faz? Talvez eu tenha pensado, num flash, que minha mesa pudesse ser uma ilhota de refúgio. Saber que uma brasileira senta ali poderia trazer qualquer coisa de familiar para um escritório tão vazio, sem rostos, apenas um ou outro zumbido de hardware que não foi desligado.

Me arrependi de falar onde sento. Achei que ela pudesse achar arrogância, já que tenho um so-called “proper job”. Aí pensei novamente que não é porque a mulher é faxineira que preciso ser cheia de dedos e cuidados, achando que sua profissão a faz mais sensível, mais suscetível a enxergar ofensas onde não há. Prepotência minha. Ela estava tranqüila. Ela nem devia desconfiar de metade do que se passava na minha cabeça estranha. Se soubesse, claro, me acharia uma louca varrida.

“Bom”, ela disse, “melhor eu agilizar aqui”. Claro, claro, eu disse. E pensei que fazia tempo desde a última vez que alguém terminou a conversa por mim. Geralmente eu termino, por falta de interesse, por falta de tempo, por falta do que falar.

Peguei o telefone dela para dar para alguém que esteja precisando de faxineira. Ela disse que adorou conversar comigo. Abriu mais um daqueles sorrisos bem brasileiros, de rir com boca, olhos, nariz e quase orelha, e antes de eu virar as costas perguntou: “Onde mesmo fica sua escrivaninha?”

Wednesday, June 13, 2007

no caso, senhor

Novo link na minha barra à esquerda.
Nocaso.org.
O site é formado por cabecinhas boas, a maioria vivendo aqui em Londres. Um dessas cabecinhas, por sinal, é loira com raízes escuras, e byrifoy.
Todo mundo lá.
Eu, por exemplo, estou sempre metendo o bedelho.
Um dia, quem sabe, estarei lá como colaboradora.
Enquanto isso atuo de PR e tendo difundir site e autores. Nas horas bem vagas(bundas).

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Ganhei um livro lindo de Dia dos Namorados. Afobada que sou e desconfortável em ganhar presentes, nem vi que tinha dedicatória.

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Ontem assisti a Notes On a Scandal. Adorei. A mulher lá, a velhota – esqueci o nome, preguiça de pesquisar, alguém que assistiu, help, plis – está espetacular como protagonista. Vale a pena ver. Babái, você vai adorar. Ao contrário do que eu pensava, não é baseado numa história real. Ainda assim, poderia bem ser.



*ah, sim, no momento em que pesquisava a imagem para colocar aqui, vi o nome da velhota. É a ótima Judi Dench.

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Arrombaram o escritório da binha bãe. Levaram um par de óculos que lhe custou 20 reais. Sério. De um escritório todo levaram só isso. Ladrões burros, incompetentes.

Arrombaram escritórios vários distribuídos em quatro andares do prédio. Levaram laptops, dinheiro, enfim. Foi uma gangue. Entre 6 e 8 infelizes.

E ainda me perguntam por que eu cansei do Brasil.

Na real, moro num dos bairros mais violentos de Londres e ainda sim estou mais segura aqui do que no Itaim Bibi, bairro em que cresci em São Paulo – o mesmo onde fica o escritório de binha bãe.

Tuesday, June 12, 2007

esmalte

Agora resolvi ser mocinha. Não sei quanto tempo vai durar. Mas comprei um kit manicure. Juro. É verdade. Meu primeiro kit manicure ever. Comprei lixa decente, acetona, base, esmalte. Aí ontem, quando fui fazer minha própria mão, lembrei que esqueci de algumas coisas, como aquela pazinha de empurrar cutícula. Também não quis me preocupar muito com cutículas. Nada de água quente, de empurrar, de tirar. Acho que estava ansiosa para pôr o esmalte logo. Ficou bom. Amador, mas bom. Vamos ver se dura.

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Hoje tenho minha segunda aula de introdução ao Budismo. Looking forward to.

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Menos de um mês pro meu furacão ruivo assolar terras britânicas. Pouco mais de um mês para sair do meu trabalho. Que ridículo, quanto mais perto fica de eu sair, mais começo a gostar do meu trabalho. Deveria ser o contrário, não?

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Ontem terminei, em meio a muitas lágrimas, The Time Travaller’s Wife. Puta merda, que livro, que livro. Escrito com o estômago e a cabeça ao mesmo tempo – coisa que não sei fazer ainda, só escrevo com o estômago. Recomendo muito. Empresto o meu depois que o Byrifoy ler. 500 e poucas páginas que parecem cento e algumas. De novo, recomendo muito.

Sunday, June 10, 2007

I want to be a good woman

Um fim de semana delicioso, apesar dos nãos da vida, tive sins que compensaram. De verdade. Vários pequenos sins (do plural de sim) compensando um Grande Não. Não achei que isso fosse possível - vários e simples e pequenos sins obnubilando um dos maiores nãos da minha pequena e fútil história -, mas é. Me senti tão leve, tão leve. Até quase me esqueci de chorar e, quando lembrei, era tarde demais, a vontade já tinha passado.

Culpa sua, que faz tudo com tanto cuidado e que sabe me fazer sorrir quando me debato no que deveria ser o mais ardido dos espinhos.

No final, como sempre, o medo é pior do que seu motivo.

Não preciso fazer muita coisa para que você esteja certo, ou faça o certo. Ao contrário de mim, você não precisa fazer muita força para fazer o bem.

De qualquer forma, vou estar aqui, cuidando, não demais, para não te irritar; mas o suficiente para me fazer quase necessária.

I want for you to be a good man.