Friday, December 24, 2004

an approach to happiness

Hoje eh dia de natal em casa com alguns amiguinhos, ainda nao sabemos direito quais. A baderna, na verdade, ja comecou, ao notarmos que convidamos uma galera e nao temos prato, talheres, compos, nada. Amanha vamos todos (eu, Bobby, Fru,.Nickao) pra casa do tio John e dia 26/12 eh o chamado “boxing day”, em que os precos despencam na cidade toda. Dia 26 tb eh dia de arrumar mala pra Paris! Dia 27/12 Grah e Lili chegam do Brasil e no mesmo dia partimos no Eurostar rumo aa Cidade da Luz.

No momento estou no trabalho sem fazer nada pq eh dia 24/12 e as camaras todas obviamente estao fechadas, mas ingles eh metodico pra porra e querem que eu fique. Por mim ta sussa. Estou ganhando para escrever e-mails e conversar com meus coleguinhas. O escritorio estah vazio e eu ganhei uma varinha de condao da Tatyana, a ucraniana que senta ao meu lado. Ela veio com uma fantasia de anjinho e tem um monte de gente de papai noel pelo escritorio. Aqui Natal eh coisa seria. Alguem, por exemplo, deixou uma caixa de tortinhas com uma mensagem: “Please, take one! It’s Xmas!” E eh claro que eu took one.

E em algumas horas estarei de ferias e nem acredito. Minha vida ta muito boa. Muito mesmo. Afora minha tireoide gritando e meu joelho apodrecendo. Tudo sumariamente ignorado ateh minha volta das ferias.

Sobre minha tireoide, acho que vou ter que ver isso quando voltar de Paris… O pior de tudo eh que agora o meu joelho ta fodidamente fodido. Nao sei o que rola. Mas nao to mais vindo aa peh pro trabalho por causa disso!=( Se nao melhorar ateh eu voltar pra Londres, tb vou ter que ver isso. Um saco…

O fofo velho tem ocupado mais espaco na minha cabeca. O fofo novo tem me irritado por sua porteza (capacidade de ser porta), e o lance de ter namorada impressionantemente me brochou. Eu, que sempre me derreto pelos comprometidos. Mas o fofo velho eh fofo demais. Ontem me chega um cartao de natal pelo correio. Todo desajeitado e lindo. Me parece que ALGUEM vai aprender portugues…

Feliz natal para quem eh de natal! Feliz ano novo se eu nao conseguir postar ateh a volta! Espero que os desejos de todos se realizem. Como os meus se realizaram, e estao se realizando, e irao se realizar. Porque eu quero.

Tuesday, December 21, 2004

mea maxima culpa

Ta. Dessa vez confesso que exagerei na demora. Nao era para ser assim. Era para eu sempre poder escrever nem que fosse meia duzia de palavras mal-acabadas. O problema eh que nao consigo escrever meia duzia, ainda mais mal-acabada. Comecei a escrever no meu notebook, parei no meio, em breve quero retomar. Mas nao sei se eh publicavel, ainda preciso avaliar.

E nesse pequeno tempo de ausencia tanta, mas taaaanta coisa aconteceu que tenho certeza de que vou deixar para tras detalhes importantes. Esse eh o problema de nao atualizar o blog. Ou voce fica com a consciencia pesada por passar voando sobre assuntos importantes, ou voce fica horas escrevendo um post atualizado e completo que ninguem vai ler porque nao ha saco.

Vou tentar dar um apanhado geral. Finalmente mudei de setor. Agora estou no "big room" e o trabalho no marketing eh bem mais dinamico. Nao vou dizer que encontrei a paixao da minha vida nessa nova funcao, mas eh way better que meu antigo posto. Tenho mais responsabilidade e um ambiente de trabalho mais caloroso, o que ajuda bastante.

Fui aa Christmas Party da empresa e nao me lembro de ter me divertido tanto em Londres. No final, fui dormir na casa de um colega. Eu e mais dois colegas. E o saldo foi: dormi com um mas queria o outro. E o outro, diga-se, eh o dono da casa em que dormi com o um. E o um eh uma graca, um fofo, um querido, eh o gatinho que trabalhava do meu lado. Mas nao. E o novo gatinho trabalha onde? Onde? No marketing. Comigo. Ah, sim, e tem namorada.

E o antigo gatinho passou o fim de semana comigo e eu continuo gostando da presenca dele e tal, e as meninas tambem gostaram dele e a parede tambem gostou dele e as formigas e o sol e a arvore. Foda-se. Eu tambem gostei dele. Gostei. E ainda gosto para uma ou outra, vezenquando.

Fim de semana passado foi mais light. Bobby fogueteira nao parou em casa. Soh deu eu e Frubinha no cinema. Sabado para ver Diario de Bridget Jones 2 (que para espanto geral da blogsofera eu a-do-rei) - alias, se voces prestarem atencao no cenario, a Bridget mora perto da minha casa! Domingo foi a vez de Mala Educacion. Almodovar, neam? Nao preciso comentar. Voces sabem de tudo, tudo.

Depois rodamos atras de DVDs e fiquei estressada numa loja do Soho em que um cara me vendeu um DVD sem o CD dentro e nao queria me devolver o dinheiro. Enfim. Devolveu. Mas fiquei estressada.

Ja nesse fim de semana, aniversario de Frubinha, fizemos as vontades da princesa! Sexta ela me encontrou no Goose do lado do trabalho, onde estava rolando happy hour e despedida do Chris, o gatinho, recem-demitido da empresa.

De la, o Chris foi conosco para casa, onde sinto ser desnecessario entrar em meandros. Acordamos devidamente tarde e resolvemos patinar no gelo. O Chris veio junto. Chegamos na Somerset House e tava lindo, lindo, mas cheio, cheio. Eeeeu desencanei, e voces? Eles todos desencanaram. Ficamos por ali um pouco, vendo a rapaziada se arrebentar no gelo, e fomos para um pub, onde descobri que o problema de coceguinha do Chris pode ser um agravante para eventuais reincidencias. Ele eh pior que minha Piu. Da uns pulos, sofre mesmo, coitado. E ja tinha notado isso em situacoes de timbre mais intimo.

Saimos do pub com uma festa para ir em Hackney. Obviamente eu ja nao tinha mais necessidade de sair novamente. Bodeei. As meninas foram e voltaram cinco minutos depois. Bodearam no meio do caminho, chegando no metro.

Sabado tomando cha e falando merda. Poderia ser melhor? Domingo fui nadar, depois passeamos no outro lado do Tamisa (oposto ao lado em que moro) e sentamos para um cafezinho cl-cl*. Na volta paramos no mercado e comemoramos o niver da Fru em grande estilo: estrogonofe de camarao feito por Bobbynha. Saimos de casa atrasaderrimas para a comemoracao do niver da Fru no Oneill's, no Soho. A banda do Kiko, amigo da Bobby, estava tocando. Foi bem legal. Mas fiquei pouco porque dia seguinte seria recomeco do batente e eh foda. Foi foda de qualquer jeito, mas ca estou. Contando os dias para minha ida a Paris. Faltam cinco.

*cl-cl = manifestacao de necessidade e/ou vontade de demonstrar simplicidade com coisas caras.

Thursday, December 09, 2004

uma casa muuuito engracada

Aih, mano, a casa caiu. Na verdade estah caindo. Aos poucos. Acho que o dono da casa conseguiu economizar bastaaaante dinheiro quando resolveu reforma-la. Aos poucos tudo estah quebrando.

Primeiro foi o exaustor. Do dia para a noite ele resolveu simplesmente nao ligar mais. E como a cozinha eh americana voces imaginam que nao eh exatamente agradavel o cheiro de comida empesteando a casa toda.

Depois caiu a porta de um dos armarios da cozinha. Por sinal na minha mao. Fui abrir e, poft, caiu. Ha quem me chame de Monica, mas a culpa nao foi minha. A porta ja estava podre e eu so fui a infeliz vetora do incidente.

E tem os copos que quebram quando os estamos lavando, talheres que desmontam, abridor de garrafa que quebra bem no nosso housewarming, e a porcaria do abridor de latas que eh cheio dos nheco-nhecos e, abrir a lata que eh bom, claro que nao.

Nossa maquina de lavar roupa eh brasileira. Ela samba. Samba e vai andando para frente. Juro. Ateh que uma hora nao da para fechar a portinha (porque ela fica dentro de um armario) e eh aquela palhacada para conseguir empurrar a Globeleza de volta. Mas adotei a tecnica que minha irma adota para empurrar a escrivaninha dela. Bunda no chao e coice na sambista. Funciona. Mas irrita.

Maquina de lavar prato? Ahn? O que seria? Desencanamos dela faz teeempo. Talvez porque uncle John nos disse que gastariamos uns £70 com o conserto. Talvez porque o homem para quem ligamos nao retornou mais. Talvez porque a maquina gasta muita agua e energia. Talvez pela somatoria de tudo.

Uma de nossas DUAS janelas emperrou. Depois conseguimos dar um jeito, jeitinho, neam? Mas neguinho tem que pensar bastante se ha necessidade de mexer nela.

As lampadas, uma a uma, estao queimando. Numa velocidade comemoravel para a industria. Sao daquelas luzes caras. Acho que menos da metade esta acendendo no momento. Pelo menos economizamos energia. Eh triste.

Tem tambem o aquecedor que fica perto do nosso (meu e da Bobby) quarto. Voce tem que mima-lo, apertar varias vezes um botao, tentar de jeitos diferentes, ateh ele resolver ligar.

A TV ta la soh para DVD mesmo, porque o cabo da antena coletiva estah meio podre e nenhum dos 04 canais pega direito.

Ah! Tem tambem a geladeira e o freezer, que apita quando ficamos mais de x segundos com a porta aberta. Eh um metodo de economizar, claro, ja que quando esquecemos a portinhola aberta soa um alarme (tipo um passarinho histerico). O problema eh que a "tolerancia" eh bem baixa. Muitas vezes a gavetinha do freezer emperra e nao da tempo de desemperrar antes dos apitos.

E tem o sofa tambem, do qual tem saido um cano preto pela (des)costura honestamente indecifravel para minha cabeca loira.

Por fim, o chao do banheiro eh bem dodgy. Varios barulhos estranhos apontam que dentro de poucas semanas todos cairemos num poco sem fim. Alice no pais das porcarias.

Eh engracado. Sei que vou lembrar de outros detalhes do genero depois. Eu realmente acredito que a casa estah aos poucos se desfazendo. Um metodo sutil e ingles de nos expulsar de seus ares. Mas, quer saber? Precisa de muito mais. Adoro essas idiossincrasias inanimadas. A casa nao sabe eh que nos somos brasileiras. Nos apegamos facilmente e, apesar de nao consertarmos nada, remendamos tudo. Ateh quando cair de vez.

Wednesday, December 08, 2004

meio ano

Essa noite sonhei com minha irma. Ela vinha para ca de surpresa e eu nao desagarrava dela. Percebam que nao foi tanto um sonho quanto uma profecia. Vai ser exatamente assim. La vinha e eu e ela dividiamos a mesma cama de solteiro, e a Bobby estava no quarto tambem e apesar do aperto eu estava incontornavelmente feliz. Vai ser assim quando ela chegar. Soh mais um pouquinho. Seis ou sete meses.

E ja estou na marca dos seis meses. Seis meses que vos deixei (aos que estao longe, claro). Engracado que me bateu uma nostalgia diferente. Nostalgia do meu primeiro mes aqui, que foi doloroso pela saudade, mas encantador por todos os outros fatores que voces devem ter acompanhado no comeco deste blog. Inclusive, comecei a por umas fotos antigas, dos primeiros meses, no meu fotoblog.

Mas que venham os proximos seis.

Albergue reservado em Paris. Falta apenas comprar as passagens de trem, o que farei neste fim de semana. Passarei o reveillon na em grande estilo com as queridas Lili e Grah, do dia 27/12 ao dia 3/1. Depois volto aa labuta, se deus quiser.

Dias frios e calmos por aqui. Hoje minha chefe anuncou a “demisao em massa” de todos os meus coleguinhas que nao tiveram a mesma sorte que eu. Fiquei triste por um ou dois. O resto era vagabundo mesmo. Verdade. To pra ver povo mais enrolador que os britanicos. Conhecem todos os sites de inutilidades do mundo, buscam deus e o mundo no Google (um veio perguntar o que eh “Observatory da Impress”, ou seja, o filhadaputa ficou me googleando), qualquer pretexto engatam numa conversa profunda acerca de assuntos realmente vazios. O resultado esta ai. Nao sei se sou energica demais, mas no lugar de minha chefe, muita gente ja teria perigado nessa empresa.

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Cortar o cabelo virou questao elementar de sobrevivencia. Seis meses de madeixas intactas me deixou com uma mistura de cabelos ridicula. Vou tentar apenas cortar. Se ficar muito PAM, faco relaxamento. Mas estou querendo deixa-lo crescer au naturel. Vai que meu cabelo mudou e eu nem percebi?

Ah! Comprei uma QUE SAI NA AGUA tinta preta. A ordem invertida da frase foi proposital, para babae e babai nao morrerem do coracao. Eh uma bisnaguinha para pintar o cabelo e que sai na primeira lavada. Quero soh ver como fico de cabelo bem escuro. Se ficar legal, estou pensando em pintar. Nao de preto, mas de castanho escuro. Pode ficar interessante.

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Ontem fui nadar. Ao sair de casa, falei para a Fru: “vou dar uma soltadinha, coisa pouca, volto em uma hora”. Acontece que cheguei na piscina e tinha um mano se achando. Todo musculoso, altao, dando virada olimpica. E uma vez competidora, sempre competidora. Nao aguentei. Tive que humilhar a crianca. Ah, lado negro que nao me deixa. Por que humilhar o guri na frente dos amigos? Nao adianta, nao me contenho. E ontem na piscina tambem achei um brinco liiindo no vestiario. Logicamente me pus a procurar desesperadamente pelo outro par. Revistei todas as cabininhas e nada. EU ja via a pedrinha azul brilhando na minha orelha. Mas nao achei. Cheguei na recepcao e, com a cara mais santa do mundo, entreguei o brinco: “someone might come looking for it…” A recepcionista agradeceu e me admirou. E eu fiz cara de admiravel. Sou uma vaca brasileira, mesmo.

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Coracao vazio eh uma merda. Alguem num raio de 50km para ocupar a vaga?

Saturday, December 04, 2004

ou pra que eh que serve uma cancao como essa?

Nao ha antidepressivo que resista a Adriana Calcanhotto. Mas, serio, eh uma coisa assim simples e poetica. Nao eh aquela depre devastadora. Eh a do tipo inspirador. Estou aqui ouvindo que nada mais importa, nem mesmo os poetas, depois de ter voce. E de repente perdi a urgencia de fazer tudo na hora certa e como manda a boa conduta. Entao eh isso. Aquela depre leve e ideal para nao levar a serio nada que seja tao pequeno que caiba num dia. Uma depre saudavel e necessaria.

Estou aqui de maio esperando a hora em que finalmente vou me convencer de que nao vai dar tempo de nadar antes de ir para East Dulwich, onde vou ver uma casa para a Graca e a Lili morarem. Depois disso devo encontrar a Eri e rolarah um cafezinho necessario, provavelmente em Portobello. Depois eu nao sei, mas tem muitas coisas que quero fazer. Quero lavar minha calca social e COLA-LA (sim, isso, nao sei costurar, todas elas estouraram na b****a, aquela maravilha, e comprei um negocio perfeito, que eh tipo uma cola para roupas descosturadas, e preciso faze-lo urgentemente porque o traje da festa de natal da companhia eh esporte fino. "Smart" como eles chamam). Amanha talvez role um almoco brasileiro com um pessoal. Don't know yet. feijoada nao eh muito minha praia.

E escrevi um pouco ontem. Nao tanto quanto queria, nem do jeito que queria. Desenferrujar-me-ei. Aguardem.

Friday, December 03, 2004

fast as you can

Continuo um tanto quanto fodida, sem tempo, mal paga (ta, nem tanto). Mas preciso contar para voces que ganhei, sim, ganhei, £150 (mais de $700) porque meu Yearbook na empresa foi considerado o segundo melhor. Isso porque a terceira colocada foi a filha da minha chefe. Ceeerto. 150 pilas que vao para a caixinha. Provavelmente pagam minha viagem de fim de ano que finalmente se definiu: Paris. Vou encontrar com a Grah e a Lili na cidade da luz (porque chavao eh bom e eu gosto). Vou. Quer dizer, primeiro o albergue tem que me responder o e-mail. Tem que ver se ainda ha lugar. Se nao tiver? Nao sei. Talvez acabe indo para a Madeira sozinha. Talvez va para algum outro lugar que me de na telha. Uma coisa eh certa: aqui eu nao fico. Porque trabalhei muito pesado nos ultimos meses para nao me dar o deleite de viajar.

Ultimamente ando nostalgica. Reli uns textos que escrevi e nem lembrava. Reli e-mails que recebia logo que cheguei aqui e eles eram lindos. Nao que agora nao estejam mais. Mas eles tinham um desespero bonito. Aquele desespero do nao poder tocar mas poder sentir. E a necessidade de sentir ja que nao da para tocar. E isso vinha de todos os lados. Com o tempo isso foi minguando e, como eh natural, apenas as pessoas que realmente importam permanecem em contato constante, quase diario. Mas agora eh que eu percebi que nao sao soh as pessoas que importam que sao importantes. As superfluas tambem sao fundamentais. Ou para onde vou olhar quando muito disso aqui nao fizer mais sentido? Para o superfluo. Muito do que eu lembro eh superfluo.

Aiai. Ta foda. Hoje eh sexta-feira e nao tenho perspectivas de fazer nada alem de ir para casa e ler e escrever muito, muito. Aquela loucura de se encharcar de suor. Palavras suadas. Mas agora estou no trabalho e tenho que segurar, segurar, segurar.

Outro dia eu volto.

o eterno retorno

KKK

01.12.2004 Escolas separadas serão providenciadas para crianças brancas e de cor, e nenhuma criança de qualquer cor poderá freqüentar uma escola destinada à outra raça.

O artigo faz parte da Constituição do Alabama. É meramente simbólico, já que faz 50 anos que é Washington considerou a segregação inconstitucional em todo o país.

Agora em novembro, foi promovido um plebiscito para abolir este e outros trechos que remetiam ao passado racista.

O povo de Alabama votou para manter o texto como está. Foi quase empate, por um fio que não foram tirados os parágrafos. Mas ficou tudo igual. via Meme first.

Peguei a noticia no weblog do no minimo.

Afinal, Nietzsche estava correto.

Tuesday, November 30, 2004

bright mind

E aqui estou novamente, ainda arrotando o almoco e escrevendo freneticamente para aproveitar os 22 minutos que me faltam para voltar aa enxada. Voces que me conhecem sabe o quanto me irrita nao poder extravasar minhas palavras. Mas, sim, estou escrevendo e devo aproveitar o tempo porque agora ja faltam apenas 21 minutos.

O fim de semana em Brighton foi delicioso. Quase perfeito. Aqula casinha lindamente simples e empoeirada, em Ovingdean, chega a me emocionar. Tantas historias, cada cantinho da casa parece ter seus segredos, omitidos naquela sabedoria serena dos idosos. Aquele sorriso meigo e sabio, que esconde algo e que deixa escondido mesmo, porque eh assim que tem que ser.

Pudera, faz 30 anos que aquela casa pertence ao tio Hans, meu tio avo, que comemorou ontem 94 aninhos. A plenos pulmoes, porque ele apagou a vela e eu vi. E com uma cabeca impressionante. Todas as condecoracoes e premios que ele ja ganhou na vida ainda sao insuficientes para refletir o brilho vivido que ele traz nos olhos. O brilho de quem aproveitou cada segundo desses 94 anos para realmente mudar alguma coisa. O brilho transparente dos que fazem, nao dos que fingem. Os que fingem, essa grande maioria na qual me incluo, nunca trarao esse brilho tao verdadeiro nos olhos. Brilho de vitoria independentemente do quao reconhecida pelos outros ela foi. Tio Hans foi um desses. Chairman da ONU, uma paulada de livros publicados sobre economia em paises subdesenvolvidos (quando falar em "paises subdesenvolvidos" nao era o pecado moral que eh hoje), morou em paises estapafurdios (dois anos na Etiopia, just to mention one), indicacao ao Nobel da Economia... Ah, claro, tambem foi condecorado pela rainha e eh Sir aqui.

E a casa dele cisma em sustentar um ar de que o que realmente importou estah alem disso tudo. De que isso foi consequencia apenas de uma mente bem-usadamente brilhante. Porque de nada adianta apenas o brilho se ele for pro lado errado.

Depois de um sabado perfeito ao lado dos queridos Nickao e Frufru, em que passeamos na praia, fomos para o pier, almocamos fish & chips, visitamos o Pavilion (casa de praia da familia real ridiculamente grande e rica e intimidadora e bela e brega) e terminamos num bom e velho pub, o domingo foi aquele dia familia. Acordei cedo, fiquei preenchendo o rascunho do meu application form para o mestrado, e logo chegou Elaine, a senhoura simpatica que ateh hoje nao sei bem o que faz. Ela eh uma especie de empregada-agragada da familia.

Ela trouxe um batalhao de coisas, faixa de Happy Birthday, bolo enfeitado, velas etc. Mais adiante chegou o tio Hans com a Odile, viuva do filho do tio Hans. O velhinho veio segurando sua bengala, de chapeuzinho, bem devagar, olhando para o topo da escada de vez em quando, onde eu o esperava para dar um abraco. Naquela hora vi meu avo. A mesma expressao, o mesmo chapeu, ateh a mesma bengala. Tudo igual ("mas ele eh mais bonito", diria meu avo).

Mais adiante chegaram Lucia e Joanna, uma surpresa deliciosa. Sao netas do tio Hans; logo, minhas primas em algum grau. Eu achei que nao me daria muito bem com elas, nem sei bem porque. Aquelas coisas de crianca que vai conhecer amiguinho novo e fica ressabiado. Elas sao uns amores, e ja combinamos de montar um time de triatlo. O Singer Team. Eu nado, Jo pedala e Lucia corre. Elas sao assim tipo eu, gostam dessas doideiras. A Lucia, por exemplo, passou dois anos viajando o mundo de bicicleta, desde Paquistao, Turquia, India, Nova Zelandia, ateh coast-to-coast nos EUA. E a Jo decidiu que vai ser courrier. Ha dez anos ela pedala entregando encomendas em Londres. E ama. As duas ja correram maratona juntas vestidas de nao-entendi-o-que, mas pareceu engracado. Foram expulsas e soh puderam voltar a competir agora.

Uma familia normal.

Foi uma delicia me sentir mais perto de outro lado da familia tambem. Ateh agora, meu contato havia sido quase todo com o lado Blandy. Aos poucos vou descobrindo o quanto o lado Singer eh forte em mim. De alguma forma, em alguma sombra do olhar, achei que pareco um pouco com a Lucia. Foi estranho.

Mas a ideia do Singer Team brilha. Vamos levar adiante.

O almoco estava delicioso. Soh verduras e paes, porque Jo e Lucia sao vegan.

Depois muito, muito papo. Em parte regado pelo delicioso vinho do porto Blandy, de que tive de bebericar um teco, afinal estavamos celebrando e eu havia trazido o vinho. Tudo devidamente registrado nesta fotinha de Frufru.

E eu sei que tinha muita coisa acontecendo no mundo naquela hora. Mas para mim, eu estava satisfeita em pensar que era soh aquilo mesmo. Serenidade. Fim de semana revigorante para enfrentar mais uma semana pauleira.

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Ai, mais dois minutos.

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Pena que logo na segunda-feira, ontem mesmo, sofri uma decepcao. Daquelas pequenas e grandes ao mesmo tempo. Aquelas little things that kill. Mas xaprala. Ninguem mandou nascer sensivel e atravessar pessoas com o olhar e compreender o que eu nunca deveria precisar saber.

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Reveillon possivelmente mudando de rumos. Vamos ver. Essa historia ta comecando a me encher a paciencia. Capaz de pegar minha trouxa e ir sozinha para onde bem entender. E voces sabem que eu me divertiria, nao sabem?

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Acabou. Triiiiimmmmmmm, fim de recreio.

mural

Pessoinhas que estao com a ideia de jerico de vir para Londres no final do ano, tem um ape disponivel do dia... Bom, vou colar e postar a mensagem da minha amada Bobby. Eh ela quem ta organizando. O lugar eh show.

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Tem um flat bem bacana de um amigo, que estara disponivel do dia 18/12 a 09/01. O ap. tem um quarto grandao, sala e cozinha idem, DVD e CD player, entre outras amenidades. Fica perto de Russel Square e ele quer por volta de 400 pilas. Se alguem souber de algum louco que esteja vindo a Londres nesta epoca do ano...
beijinhos agradecidos em voces todos.

A very nice flat will be available from the 18th of december to the 9th of january. Massive bedroom, living room and kitchen. DVD and CD Player amongst other amenities.
£400 for the whole period, bills included. Please let me know in case you have this crazy mate of yours willing to come to London by this time of the year. The flat is near Russel Square tube station. Cheers!


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Quem quer vir me ver poe o dedo a-li, que ja vai fe-char. Um, dois...

Thursday, November 25, 2004

da serie "you bitch..."

Preciso montar a serie "cuzonices em Londres". Tenho me superado. Outro dia estavamos tentando explicar pros nossos amiguinhos do Times o que eh a interjeicao "opa!", que aqui se fala "oi!". Ai virei para eles, seria, e disse que se ele quisesse parecer realmente cool, tinha que falar "opa-lala". Eu sustentaria minha cuzonice ad eternum se Fruba e Bobby nao tivessem caido na gargalhada.

I don't wanna come back down from this cloud

Yes, 'cause it's taken me all this time to find out what I REALLY need. Nao digo que tenho tudo o que quero hoje, mas, hoje, gosto de tudo o que tenho. Gosto do que sou hoje, 25 de novembro. Amanha nao sei, sou uma gangorra ambulante, y'all know that. Mas hoje estah tudo perfeito.

Trabalhando muito? Sim. Mas recebendo o merecido.

Saudades de todos? Sim. Muitas. Mas lido cada vez melhor com isso.

Homens? Sim. Obrigada. Tem novidade... A serem reveladas para very, VERY important people. Adianto que ontem sai do trabalho aas 6pm e soh cheguei em casa aas 9pm.

Perspectivas de curto prazo? Sim. Amanha vou para Brighton com Fruba e Nickao, para o aniversario do meu tio avo.

E medio prazo? Sim. Comeco do ano que vem, se deus quiser, consigo entrar no mestrado que tanto quero - Literatura e Modernidade na London Metropolitan University.

Longo prazo? Nao. Esse eu odeio porque sempre me trai, entao finjo que nao existe. Minha vida se restringe aas perspectivas do proximo meio ano.

Vejam que nova Biba eu virei. Hoje, planejo meio ano; antes, planejava meia vida. E percebi que no final, das duas maneiras chego no mesmo lugar. Mas, hoje, sem sofrer tanto.

Qualquer diferenca em relacao aa minha vida aqui e no Brasil eh mero precipicio.

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Outra boa nova: quem me acompanha de outros carnavais (leia-se blogs) sabe que meu carro foi roubado em 2002 no estacionamento de um bar na Vila Olimpia. Pois o caso finalmente andou. Gracas a meu otimo advogado e aa Bathathonilda, minha testemunha, e aa propria causa que eh indiscutivelmente a meu favor, foi um sucesso. Logo sai o julgamento em primeira instancia - o que nao significa muita coisa porque os bastards devem recorrer. Mas o que importa eh que ha 99.98% de ser a meu favor. Resta esperar (anos? Ai.).

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Eh amada ou nao eh, essa minha irma?

Furo n'água

Hoje é o terceiro dia seguido que consigo fazer natação. Já estou sentindo a técnica e o ritmo voltando. Já até entrei naquelas de não deixar os outros me passarem (obviamente uma mania herdada pelo meu querido pai). Hoje, em seguida, resolvi fazer aula de hidro na turma da minha mãe. O que são aquelas senhorinhas espivetadas falando "Uhu!"? E o que é minha mãe jogando água na minha cara e me corrigindo (só eu fazendo o exercício errado)? Não é muito fofo?

Outro dia estava comentando com a Bobby que minha Piuzinha deve vir em julho. Ela ficou toda empolgada, porque eu falo tanto, mas taaaanto da minha ruivinha que ela ja a ama sem conhece-la. Ficamos planejando a disposicao dos colchoes e a farra. Eu quero eh que meu sono se exploda. Serio mesmo. Ainda mais se eu nanar do lado da minha Piu.

Wednesday, November 24, 2004

corra, Biba, corra

Tah foda, meus caros. Muito trabalho, pouco tempo para as coisas que realmente importam: bagunca. Virei da noite pro dia uma mulher daquelas que anda em linha reta, maxilar duro, soh falta a pastinha de couro na mao.

E hoje foi um marco. Hoje, aas 7:15h, hora em que saio de casa para vir trabalhar, levei um susto: escuro. Tudo escuro. Juro para voces que ateh ontem estava claro, e hoje escuro. Mesma hora, mesma cidade, mesmo trajeto, mesmo humor. Escuro. Foi clareando aa medida que caminhava meus 45 minutos. Mas o que importa eh que de repente eu entro e saio do trabalho e estah escuro. Me falaram que seria assim, mas eu ainda nao tinha realmente passado pela experiencia. Me assustei, mas nem foi tao ruim assim. Minha vida tem estado muito boa ultimamente para ser estragada por um simples sol (heh!).

E por ora eh soh porque preciso trabalhar.

Monday, November 22, 2004

colheita

Aos que torcem por mim: orgulhem-se.

Aos que nao: invejem-se.

Fui promovida. A partir de 13/12, quando fecho o meu trabalho na area de pesquisa, passo a fazer parte da equipe de marketing. Estou muito, muito feliz. E menos cega para poder fazer planos.

Plantei e reguei. Nada mais natural que colher. Quentinho bom no peito, apesar do frio la fora.

Saturday, November 20, 2004

o que fazer em caso de frio

Ligue o Messenger. E deixe-se inundar.

vc é foda viu. vc tem muitas coisas que busco na vida. tipo eternidade. é, vc será eterna, não sabia?

fotos

Pessoal, as fotos mais fantasticas do meu fotoblog acabam se ser uploadadas. entrem e deem uma olhada no que a Fruba fez com Notting Hill.

Tuesday, November 16, 2004

cinco meses

Ja se foram cinco meses. Cinco meses que parecem ter voado e parado no tempo ao mesmo tempo. Parece que foi ontem a despedida aterrorizante aa qual achei que nao fosse sobreviver. Parece que foi ontem que deixei a promessa de um amor tranquilo para tras. Que deixei Juona-babai-babae, trio que mais amo na face da Terra. Que deixei Fruba sabendo reencontra-la em alguns meses. Que deixei a Thatha, o Putao, a natacao, putz, a natacao. Tudo bem que tem piscina aqui, mas nada que se compare com A natacao no Brasil. Treino de verdade, tecnico carrasco e amado pegando no peh. Caimbras alegres. O proto-orgasmo da exaustao fisica.

Deixei a Ligia e sua panela. O milagre que eh poder acordar sem despertador. Deixei meus avos, velhinhos tao velhinhos que ameixa jah eh pouco. Deixei a terapia, a piscina no predio, as idas ao Extra depois de nadar, as visitas fortuitas aa loja azul. O biscoito de polvilho de toda quarta. E o requeijao, de que pensei que sentiria muito mais falta na verdade.

Ao mesmo tempo, parece uma eternidade ter me separado de pessoas tao queridas. Parecem anos que conheco a Bobby. E o Ernesto. E uncle John e Rols e Paige. E muitos mais. Parece que sou antiga aqui na empresa. Parece que aprendi a nao sentir meus ossos para ignorar o frio.

Sei como funciona quase tudo. Sei atravessar a rua. Sei dos costumes e descostumes. Sei tirar proveito disso. E, apesar de ja terem se passado cinco meses, essa cidade grande e fria ainda tem o poder de me encantar. Soh saio daqui quando devora-la. E quando por ela for devorada. Inundada. Ateh voltar a sentir os ossos e a dor e a alegria de ser sozinha e feliz, independente e carente. Os paradoxos que estao sempre por tras da cortina da minha vida. Cabe a mim descortina-los pelo simples prazer de desobnubilar. Porque nao ha nada que eu possa fazer.

Ultimamente tenho estado angustiada. Aquela velha historia que desencadeia nossas crises aos 12 anos. E para mim nunca passou. Angustiada porque nunca dah para saber como seria a vida se tudo fosse diferente, se houvesse algum imprevisto. Morro de medo de historias como as minhas, sem imprevistos. Eu pude escolher sem ser impedida por forcas maiores. Eu escolhi um caminho e nunca vou saber se eh o certo - nao, nao, na verdade eu o tracei, e soh caminhando eh que ele virou caminho. Mas Frost aih embaixo ha de concordar comigo que o caminho que escolhi foi o menos caminhado. Agora estou esperando a diferenca.


THE ROAD NOT TAKEN

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood and I -
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


--ROBERT FROST

Friday, November 12, 2004

tres dias

Essa semana tenho tentado fazer varias coisas e nao tenho conseguido. A primeira delas foi nadar. Passei meio mal a semana inteira, provavelmente porque a pilula anticoncepcional que comecei a tomar aqui eh diferente da que eu tomava no Brasil, cujo estoque durou ateh o fim de semana passado. Nao sei se eh mais forte ou se eh efeito colateral por eu ter tomado tres pilulas em seguida na segunda para compensar os dias forcadamente pulados, mas soh agora estou me adaptando.

A segunda foi participar de um momento tipicamente ingles, a comemoracao do Remembrance Day, que foi ontem. Aas 6pm teria uma apresentacao de avioes que jogariam milhoes de poppys (umas florzinhas de plastico que representam a data). Eu e mais uma cacetada de gente na Millenium Bridge, estranhamente em silencio (no Brasil em cinco minutos comecaria uma roda de samba e viraria festa popular, aqui eu conversava aos sussurros com meu amigo romeno do trabalho que foi comigo). E la se foram centenas, senao milhares de pessoas para cima daquela ponte que, se voce nao conhece, procure ver foto – parece que vai cair se mais de cinco pessoas resolvem cruzar ao mesmo tempo. Remembrance Day, registre-se, eh o dia dedicado aa memoria dos mortos ingleses na 1a. Guerra Mundial.

A terceira tem sido bom que eu nao faca. Esse orkut, vou te contar, me tira do serio. Ja me proporcionou coisas maravilhosas, mas tambem que tem o dom de te fazer saber o que voce nao quer saber… Puta merda. Fico me segurando para nao escrever o que me sobe aas ventas, viu?

E a ultima foi ontem. Tentei entrevistar meu tio para o artigo que estou fazendo e nao rolou. Tentarei novamente no domingo, sobrinha mala que sou.

***

Planos: hoje preciso nadar muito. Por varios motivos. Preciso extravasar. Tudo indica que a balada rolara debaixo d’agua. Antes disso, entrevista com o desparafusado Timur para meu artiguete pro OI.

Amanha eh dia de ver babai pela primeira vez via webcam. Vai ser emocionante. Depois vou a Camdem Town encontrar a turma do barulho do Flat 1, 26 Cannon Street Road (vulgo minha casa), e a noite eh uma incognita. Talvez o Robin ligue, talvez as meninas tenham alguma ideia, talvez vamos ter que inventar na hora e talvez eu bodeie.

Domingo tem almocinho dos Blandy na casa do uncle John. Depois de meses vou rever os fofos do Rols e da Paige, meus primos preferidos (porque a Paige ja virou minha prima, querendo ou nao).

Em algum momento terei de achar tempo pro artiguete pro OI que estou escrevendo, pra minhas nadadas, pra reposicao semanal do sono ridiculo que tenho sentido… Acho que eh isso.

***

Decidi o presente que vou me dar. Um fan heater. Nao sei qual a traducao disso no Brasil, mas seria algo como um ventilador que esquenta e que voce pluga em qualquer tomada. Tem um desses no escritorio, que eu divido com a polaca folgada, e sinto que preciso de um desses no meu quarto, ja que ontem tive espasmos de frio debaixo do edredon, antes de esquentar para dormir. Tortura, nunca mais!

Thursday, November 11, 2004

fotos

Queridos, novas fotinhas aqui. E visitem diariamente porque tem novas fotos todos os dias!

Wednesday, November 10, 2004

um pouco de mim que voce nao deve saber

Apesar de tudo, me julgo uma pessoa normal.

Odeio desenho animado e quando era pequena nao comia brigadeiro, soh cajuzinho. Hoje como brigadeiro (soh para deixar os cajuzinhos para criancas como eu, neam?).

A musica do "elefante incomoda muita gente" me dah falta de ar. Varias coisas triviais, alias, me dao falta de ar.

Tenho horror a ser interrompida, mas ja consigo lidar melhor com isso. Odeio repetir tudo duas vezes.

Adoro nao poder ir numa balada (putz, meu, desculpa, nao posso!).

Nao sou grande fan de museus (ooooooooohhhhh), mas amo cinema e, principalmente, literatura. Teatro nao me apraz tanto tampouco, mas eh melhor que museu.

Gosto de banana em todas as comidas.

Odeio pessoas que lembram detalhes. Odeio esquecer.

Adoro dar presentes mas prefiro receber. Adoro ser ajudada, mas prefiro ajudar (para nao ter dividas a quitar).

Adoro bolo e odeio ovo. Adoro ouvir "bolho" em vez de "bolo".

Adoro que leiam o que escrevi; odeio quando me pedem para ler algo que escreveram.

Adoro cheiro de gasolina e de cola de sapateiro.

Odeio gente se pendurando em mim; adoro quem se apoia e me apoia ao mesmo tempo.

Odeio cobrancas, insistencias e gente que grita. Adoro musica gritada.

Gosto do mar mais que da terra. Amo nadar mas nao sou fan de cooper. Tenho medo de pedalar na rua. Nao confio em meu equilibrio. E gosto de tudo que envolva bola. Ou bolas.

Adoro malicia bem aplicada. Odeio ouvir piadas (as vezes me dao falta de ar tambem).

Nao sou anjo de ninguem, nem diabo. Sou apenas anjavel e diabavel.

Respiro mal, mas nado maratonas. Tenho ataques de panico, mas me considero corajosa.

Amo aprender sozinha; odeio aprendizado forcado.

Concentro-me com muita facilidade. Irrito-me tambem.

Tenho uma facilidade raras vezes vistas para aprender linguas. Tenho dificuldades igualmente monstras para desenhar.

Ballet e boneca nao marcaram minha infancia. Carimbol e natacao, sim. Quebrei a clavicula aos nove brincando de duro-ou-mole-americano no predio. Minha mae achou que fosse soh um mal jeito e me fez levantar o braco com toda a forca para "por no lugar".

Queria odiar menos, mas eh dificil.

Odeio ir ao banco e adoro voltar.

Descobri ha pouco o amor doce. Aquele que nao parece causar danos tao grandes ao te abandonar, mas cuja dor fica e fica e nao passa nunca, nunca mesmo, impressionante, ateh ter a pessoa novamente. Descobri que amo o amor doce e odeio o atirado. Antes era o contrario.

Sinto falta de um teclado com acentos; nao sinto tanta falta quanto deveria de muitas coisas (e pessoas). Descobri que meu amor por lugares eh muito forte. Mas que jamais superarah meu amor por pessoas. Ufa, ainda bem.

Amo viajar, mas amo tambem voltar. Odeio despedidas e adoro surpresas. Adoro fazer mala, mas odeio desfazer (geralmente faco um bolao e meto tudo na roupa-suja).

arfa, arfa, arafat...

...E morre logo, porra.