Sono cão. Não tenho dormido bem. Na noite anterior foi justificável. Fui com ma’boy no show do Velvet Revolver. Nada programado – um amigo comprou dois ingressos e não pôde ir, então fomos nós, em cima da hora e na faixa, como a gente gosta.
Mas de ontem para hoje não tinha desculpa. Deitei antes das 11pm e dormi relativamente rápido, mas às 3am acordo com uma dor no estômago e ma’boy tentando vorazmente usar meu braço de travesseiro pela segunda noite seguida. Não dormi de novo antes das 4am.
Em uma semana e um dia embarco para o Brasil. Está tudo explicado. Estou eufórica com a possibilidade e meio assustada ao mesmo tempo. Não vai ser uma visita normal. Terei muita saudade para matar, claro, mas muitos problemas a resolver.
And yet, com tanta coisa para pensar, uma das que mais me recorre é que meu Lexotan deve estar vencido e não tenho como me dopar para enfrentar as 12h de vôo. Sugestões?
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No caminho para o trabalho, em plea Trafalgar Square, um acidente entre uma moto e um ônibus. O ônibus vazio. O motoqueiro estatelado no chão recebendo CPR dos paramédicos. Aquele torção na espinha que percorre e gela o corpo inteiro. Me senti quase idiota em retomar a leitura do meu livro. Mas era necessário. A imagem, no entanto, não sai da minha cabeça. O corpo inerte e completamente submisso ao paramédico cumprindo sua rotina. Às vezes odeio minha sensibilidade.
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Ouvindo muito.
I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear i'll never give in
No, I refuse
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