Thursday, April 19, 2007

sobre saudade e o que ela tem de bom

Muito trabalho, meus amigos. Os dias voam, não posso reclamar. E sempre dou um jeito de arranjar umas arestas nos minutos para escrever.

Agora, por exemplo, quero escrever sobre saudade. Quero escrever também sobre amor. E quero escrever sobre incômodo. Quero escrever sobre o que *realmente interessa*. Sobre o fato de olhar para fora da janela quando o mundo acontece do lado de dentro. Quero escrever sobre o que está entalado e entalado permanecerá. Porque não é a hora, nem o local. Eu costumo ser péssima nessas coisas de hora e local. Fico ansiosa para me livrar das palavras que querem sair. Mas estou aprendendo que ansiedade pode ficar no estômago, quebrando tudo, mas nunca vai me matar. Porque se eu resolver ceder a cada tortura, vou acabar torturada mesmo cedendo. Então não faz sentido. Se é para ser torturada, que seja uma vez só, longa e sofrida, mas uma vez só.

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Byrifoy está indo para o Brasil por 17 dias. Vou ficar com saudades. Mas o lado bom é que ele também vai. E depois, tem a volta, sempre a volta. Ele ainda não foi mas já quero pensa na volta. Nada como um pouco de saudade para entender alguns vazios. Eu, na verdade, já entendi. Saudade só existe se um dia houve felicidade. As saudades serão grandes.

E chega que eu vou melar tudo.

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