Monday, November 06, 2006

no such thing as saving love for later

Após dois dias off sick, tenho uma montanha de trabalho me esperando. E pouca disposição, já que ainda há restos de resfriado correndo por aí.

Mas vou fazendo sem pensar porque se eu convencer meu corpo de que ele pode, a cabeça vai atrás. Sempre foi assim comigo.

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O fim de semana foi bom. Quieto. Dormi muito, como precisava. Saí pouco, porque já tá frio. Fizemos uma sessão de filme em casa na sexta. O frio foi suficiente para convencer meia dúzia de marmanjos a comparecerem. Compramos pipoca e sorvete e panqueca. O filme que escolhemos, Hostel, foi uma bosta. Todo o resto foi bom.

Sábado foi dia do transporte em Londres foder com minha paciência once again. Metrô fechado, outro atrasado, ônibus parado, um carnaval, minha gente, um carnaval. Demorei mais de uma hora pra chegar em Central London. Fomos no cinema, assistir Red Road, um filme escocês que eu adorei, embora seja meio deprimente e embora eu tenha que assistir de novo quando chegar em DVD, dessa vez com legendas. O filme se passa no pior que há de Glasgow.

Domingo foi dia de fogos. Remember, remember the 5th of November etc. Fomos no Victoria Park, em Bethnal Green, assistir à queima de fogos. Viagem longa para fogos curtos e reles. Na verdade, achei a queima linda. Uns fogos que nunca tinha visto, emocionante mesmo. Só que viajamos bagarái pra chegar lá e assistir a, sei lá, 10 minutos de festa. If I had to do it all again I wouldn’t.

Em suma, aproveitei a maior parte do tempo em ótima companhia.

Mas como sou um bebezão, it’s never enough. Em Londres aprendi a ser carente. Nunca fui. Aqui sou um pouco. Não muito porque esse é um sentimento que me irrita e me intimida. Mas confesso que fiquei um pouco mais, ou ao menos aprendi a enxergar.

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Sonhei com montanhas.

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Falei com minha Piu no Skype com webcam pela primeira vez. Foi lindo. Ela estava usando o pijama que mais amo No. 2, também conhecido como Cecilinha.

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Já falei que arranjei companhia pra minha viagem? Arranjei. Uma para a parte da Alemanha, outra para parte da parte da Suíça. O que me deixa apenas duas noites on my own. Should be fun.

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Saving love for later – there’s no such thing. Aprendi isso na marra, claro. “Vou ficar aqui guardando seu amor para quando você voltar”. Frases que falamos para preencher vazios doídos. Eu fiz e você fez e eles fizeram. Todos mentimos, percebemos e ficamos quietos. Digerindo a mentira mútua.

Estava lendo o blog de uma menina cujo amado foi morar fora. E ela disse isso, que estará guardando o amor para quando ele voltar. E a vontade que tive era de dizer que não, que tá tudo errado, que ela ainda não sabe, mas isso não existe. Que, day in day out, deparo-me com alguém que acabou de descobrir a verdade, como eu uma vez descobri. Dói saber que amor não é tão forte como um dia acreditamos. Que acaba a maioria sabe depois dos 20. Mas não que acaba antes do que esperamos.

Então se um dia ela vier parar aqui, lendo este post, que seja rápido - indolor é impossível. Mas que faça sentido. Que ela não me xingue, não me odeie, não me ache uma burra generalista. Porque não estou sendo burra nem generalista. Vai ser assim.

Enfim, há várias formas de se tapar o sol com a peneira. Mas já adianto, nenhuma delas vai evitar queimaduras.

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