Acabou a primeira metade de 2005 e, com o fim, minha esperança de que esse ano não será um fiasco completo, afinal ainda temos meio ano pela frente para fazê-lo um semi-fiasco: é só tudo dar certo a partir de HOJE. Já que até hoje, convenhamos, conto nos dedos de uma mão as coisas boas que me acontecerm. 2004 foi ridiculamente bom. vai ver é isso. Alguém reclamou lá em cima que era meio mancada me deixar tão feliz. Aí deu no que deu: fechei os seis primeiros meses do ano em grande classe: eu e o Chris terminamos.
Já era esperado, claro, vide post abaixo, vide antigos posts, vide minha vida. Mas o fim de um namoro é sempre um fim. O Chris esteve comigo durante a metade do tempo em que estou na Inglaterra. E eu o conheci apenas dois meses após ter aqui me ancorado. Ele é importante. É especial. Uma das três pessoas que me fazem ou fizeram não desistir de tudo e voltar.
Mas nosso tempo passou. Na verdade, passou do ponto do passou. Mais um pouco e a gente nem se olharia mais na cara. Foi um término civilizado. Mãos agarradas, olhos nos olhos, umas e outras lagriminhas saindo dos olhos nos olhos. Alívio. A certeza, para ele, de que é só um tempo e que provavelmente vamos voltar. A certeza, para mim, de que é o fim definitivo.
Mas ele não precisa saber.
Fechei o primeiro semestre com mais uma perda. Nesses seis meses perdi meu avô, perdi meu emprego, perdi meu namorado, perdi dinheiro e, finalmente, me perdi. Fiquei meio abirutada no meio de campo. Mas depois me achei um pouco. Sempre vão faltar alguns parafusos porque sou um quebra-cabeça infinito. Tive momentos de serenidade. A viagem com babãe para a Espanha foi, sem dúvida, o cume de minha felicidade nesses tempos difíceis.
E hoje é dia primeiro de julho e eu não quero sentar para ver o resto do ano me foder. Hoje dormi como há muitas semanas não conseguia. 10 horas de sono sem parar. Acordei depois de sonhos estranhos. Pesadelos, as usual. Mas o sono em si foi bom. Tenho um freela dos muito bem apessoados para fazer na sexta-feira que vem, de intérprete num evento bem dos chiques. Dei meu valor, £30 por hora. Acabo de pegar a resposta: valor aceito.
Também recebi telefonema do meu chefe na academia em que trabalho aos fins de semana e ele quer me pôr em mais shifts a partir dessa semana.
Amanhã devo ver pelo menos um dos gatinhos, o Certinho. Finalmente, se deus for mesmo pai, dessa vez rola.
E ainda há chances de ver o Malandro. Sob o pretexto dele deixar o CV dele na academia em que trabalho. Vai ser bom entrar nos olhos dele de novo.
Sem falar na vinda eminente de babái, que está me deixando bastante apreensiva. Não parei de voltar na sala do meu manager na St George's para lembrá-lo que farei small shifts nas próximas duas semanas, e no shift at all nas duas seguintes.
Foi-se o primeiro dia da melhor metade de ano que posso ter, já que foi-se a pior metade que já passei as well. Tenho que acreditar em algo nessa vida, nem que seja na matemática.
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Minha pessoa favorita criou uma comunidade no Orkut para moi! Se estiverem no embalo, vão lá.
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