Ontem foi o aniversário de 1 aninho do Léo. Eu tive aquele ímpeto que me acompanha há muito tempo: o ímpeto de não fazer nada. Mas sucumbi aos pedidos do meu marido, e foi bom ter sucumbido. Uma delícia vê-lo em seu quartinho cheio de crianças brincando junto, um roubando brinquedo do outro. E quando a festa terminou e pus meu filho pra dormir, fiquei pensando que é inacreditável isso tudo que estou vivendo. Que parece uma outra vida aquela pré-filho. Cantei parabéns pro meu bebê, mas senti que cantava para mim. Há um ano eu morri e renasci. O processo foi doloroso e lindo, desesperador e doce. Ainda há luto em mim, mas há mais vida. Dentro e fora do peito.
Sunday, December 22, 2013
Friday, December 13, 2013
quase um ano
Difícil dizer quem mudou mais nesse ano, eu ou você, meu filho.
Você era aquele serzinho que não respondia a nada que não fosse desagradável. Só sabia chorar (e eu sei que foi um bebê bonzinho mesmo assim). E o tempo passou e com um mês você sorriu. E depois disso, mais dois meses e gargalhou. E logo virou uma pessoinha mais decifrável e extremamente agradável, feliz e tranquilo. Aí foi passando o tempo e foi crescendo sua curiosidade e sua estatura. Seu peso quase triplicou e sua altura aumentou em 50%. Seu sorriso se encheu de dentes e a careca, bem, a careca continua bem aparente, mas os fiozinhos dourados começam a cobrir sua cabecinha linda.
Eu passei pelo período mais difícil da minha vida, o ano mais difícil. Fui a um poço tão profundo que jamais imaginei existir lugar tão desesperador. Vi as horas se arrastarem enquanto o mundo me dizia que elas passavam rápido. Me senti um ET e mais sozinha do que nunca. E neste mesmo ano, devagar, consegui florescer, e virar mãe. E perceber a doçura que é ser a pessoa mais importante na vida de alguém para sempre. E a dor imensurável que é o mais curto dos choros, e a alegria descontrolada que é uma gargalhada de bebê. Tudo absurdamente extremado. Ainda não me acostumei com essa montanha russa, confesso. Acho que vai mais um tempinho. Mas o que importa é que agora eu sei que vale a pena. Só de imaginar meu filho dormindo, ou brincando, rindo ou chorando, eu já sinto fisicamente as reações químicas acontecendo em mim. Aquele chavão de virar bicho, enfim, é verdade.
Então acho que foi isso, meu filhinho: em um ano, de bicho você virou gente. Eu, de gente virei bicho. E em algum lugar no meio do caminho a gente se encontrou. E foi aí que eu entendi tudo o que poderia entender. E que tudo mais que eu não entendesse, é porque realmente não tinha como. E que vou ter que me acostumar com essa coisa de não entender porque agora vai fazer parte da minha vida. E isso dói mas faz crescer. Quase tanto quanto meu amor por você, meu titico.
Você era aquele serzinho que não respondia a nada que não fosse desagradável. Só sabia chorar (e eu sei que foi um bebê bonzinho mesmo assim). E o tempo passou e com um mês você sorriu. E depois disso, mais dois meses e gargalhou. E logo virou uma pessoinha mais decifrável e extremamente agradável, feliz e tranquilo. Aí foi passando o tempo e foi crescendo sua curiosidade e sua estatura. Seu peso quase triplicou e sua altura aumentou em 50%. Seu sorriso se encheu de dentes e a careca, bem, a careca continua bem aparente, mas os fiozinhos dourados começam a cobrir sua cabecinha linda.
Eu passei pelo período mais difícil da minha vida, o ano mais difícil. Fui a um poço tão profundo que jamais imaginei existir lugar tão desesperador. Vi as horas se arrastarem enquanto o mundo me dizia que elas passavam rápido. Me senti um ET e mais sozinha do que nunca. E neste mesmo ano, devagar, consegui florescer, e virar mãe. E perceber a doçura que é ser a pessoa mais importante na vida de alguém para sempre. E a dor imensurável que é o mais curto dos choros, e a alegria descontrolada que é uma gargalhada de bebê. Tudo absurdamente extremado. Ainda não me acostumei com essa montanha russa, confesso. Acho que vai mais um tempinho. Mas o que importa é que agora eu sei que vale a pena. Só de imaginar meu filho dormindo, ou brincando, rindo ou chorando, eu já sinto fisicamente as reações químicas acontecendo em mim. Aquele chavão de virar bicho, enfim, é verdade.
Então acho que foi isso, meu filhinho: em um ano, de bicho você virou gente. Eu, de gente virei bicho. E em algum lugar no meio do caminho a gente se encontrou. E foi aí que eu entendi tudo o que poderia entender. E que tudo mais que eu não entendesse, é porque realmente não tinha como. E que vou ter que me acostumar com essa coisa de não entender porque agora vai fazer parte da minha vida. E isso dói mas faz crescer. Quase tanto quanto meu amor por você, meu titico.
Thursday, March 21, 2013
3 meses e 1 dia
Não sei nem por onde começar.
Sei que meu filho é um anjo. E Depressão Pós Parto é uma merda sem tamanho.
Ainda estou pensando na ideia de montar um novo blog para inaugurar essa nova fase da minha vida. A verdade é que ando sem vontade de escrever e de fazer qualquer outra coisa. Again, DPP é uma merda sem tamanho.
Mas estou de longe melhor do que no início. Ainda flerto com o que não devia, mas agora o extremo é menos extremo.
Por ora, deus me livre passar por isso tudo de novo com outro filho.
Nunca pensei que seria assim. Mas vamos em frente que a vida mudou e sobrou bem menos espaço pros meus choramingos agora que tenho que consolar o choramingo do meu filho.
Tentarei voltar mais vezes.
Sei que meu filho é um anjo. E Depressão Pós Parto é uma merda sem tamanho.
Ainda estou pensando na ideia de montar um novo blog para inaugurar essa nova fase da minha vida. A verdade é que ando sem vontade de escrever e de fazer qualquer outra coisa. Again, DPP é uma merda sem tamanho.
Mas estou de longe melhor do que no início. Ainda flerto com o que não devia, mas agora o extremo é menos extremo.
Por ora, deus me livre passar por isso tudo de novo com outro filho.
Nunca pensei que seria assim. Mas vamos em frente que a vida mudou e sobrou bem menos espaço pros meus choramingos agora que tenho que consolar o choramingo do meu filho.
Tentarei voltar mais vezes.
Tuesday, December 18, 2012
40 semanas
Que finalmente chegaram.
E eu vim escrever realmente sem a intenção de conseguir escrever qualquer coisa que preste. Não estou inspirada. Estou ansiosa, mas daquela ansiedade que não inspira, apenas faz feliz. E ansiedade que inspira de verdade é daquelas negativas em geral.
Não achei que chegaria tão longe na gestação, mas estou aqui, com 40 semanas de gravidez e sem poder esperar mais. E meu bebê virá e será the end of the world as we know it.
Ficarei sem graça, monotemática, cheirarei a leite azedo e não prestarei atenção nas conversas porque estarei sempre prestando atenção nele. O cabelo ficará desgrenhado, o sovaco e a virilha e as pernas cabeludas, e brigarei com todos a minha volta porque não estou medicada e estarei privada de sono e feia. Talvez eu chore diariamente, preciso considerar essa possibilidade. A depressão pós-parto sempre me assustou, e agora estou prestes a encará-la - ou não.
Olho agora para a prateleira cheia de livros que paira acima da minha cabeça, quase todos ainda não lidos. Quando será que conseguirei ler de novo? E escrever? É tão difícil como falam? Vou poder fazer algum exercício? Preciso muito de exercício! E os seriados, como não ver Dexter ou The Walking Dead? Acima de tudo, e o meu marido? Quem serei eu para ele, e ele para mim? Afinal, it's the end of our world as we know it.
E mesmo com tantas renúncias, uma felicidade iminente. Quando bate o desespero penso na sua carinha, no seu corpinho quente, num risinho banguela que vou conhecer e amar. E tudo melhora. Mas depois volto a pensar em tudo que pode dar errado e a quais erros eu sobreviveria e a quais não. E daí me lembro que tenho pessoas a minha volta que irão me ajudar, que não preciso ter tanto medo do cansaço. O sexo vai voltar, as possibilidades de sair e encontrar pessoas também. Inclusive conhecer novas pessoas, sim, vai acontecer. É a minha chance de recuperar a fé em novas amizades, algo que, de verdade, não consegui explorar desde que voltei de Londres. As poucas amizades que fiz se mostraram frágeis e superficiais, e na hora de esperar pelo parto, longas e angustiantes horas em que não tenho muito fôlego para fazer nada, estou sozinha. Realmente sozinha.
De fato, estar sozinha nunca foi um problema. O problema é agora precisar de companhia. Nunca precisei (embora as vezes quisesse). Que venham então os próximos dias, semanas e meses, os mais intensos de minha vida. Que mudem minha rotina e me tirem dessa órbita a que não escolhi. Que me mostre outros mundos que não este que chega ao fim.
See you on the other side!
E eu vim escrever realmente sem a intenção de conseguir escrever qualquer coisa que preste. Não estou inspirada. Estou ansiosa, mas daquela ansiedade que não inspira, apenas faz feliz. E ansiedade que inspira de verdade é daquelas negativas em geral.
Não achei que chegaria tão longe na gestação, mas estou aqui, com 40 semanas de gravidez e sem poder esperar mais. E meu bebê virá e será the end of the world as we know it.
Ficarei sem graça, monotemática, cheirarei a leite azedo e não prestarei atenção nas conversas porque estarei sempre prestando atenção nele. O cabelo ficará desgrenhado, o sovaco e a virilha e as pernas cabeludas, e brigarei com todos a minha volta porque não estou medicada e estarei privada de sono e feia. Talvez eu chore diariamente, preciso considerar essa possibilidade. A depressão pós-parto sempre me assustou, e agora estou prestes a encará-la - ou não.
Olho agora para a prateleira cheia de livros que paira acima da minha cabeça, quase todos ainda não lidos. Quando será que conseguirei ler de novo? E escrever? É tão difícil como falam? Vou poder fazer algum exercício? Preciso muito de exercício! E os seriados, como não ver Dexter ou The Walking Dead? Acima de tudo, e o meu marido? Quem serei eu para ele, e ele para mim? Afinal, it's the end of our world as we know it.
E mesmo com tantas renúncias, uma felicidade iminente. Quando bate o desespero penso na sua carinha, no seu corpinho quente, num risinho banguela que vou conhecer e amar. E tudo melhora. Mas depois volto a pensar em tudo que pode dar errado e a quais erros eu sobreviveria e a quais não. E daí me lembro que tenho pessoas a minha volta que irão me ajudar, que não preciso ter tanto medo do cansaço. O sexo vai voltar, as possibilidades de sair e encontrar pessoas também. Inclusive conhecer novas pessoas, sim, vai acontecer. É a minha chance de recuperar a fé em novas amizades, algo que, de verdade, não consegui explorar desde que voltei de Londres. As poucas amizades que fiz se mostraram frágeis e superficiais, e na hora de esperar pelo parto, longas e angustiantes horas em que não tenho muito fôlego para fazer nada, estou sozinha. Realmente sozinha.
De fato, estar sozinha nunca foi um problema. O problema é agora precisar de companhia. Nunca precisei (embora as vezes quisesse). Que venham então os próximos dias, semanas e meses, os mais intensos de minha vida. Que mudem minha rotina e me tirem dessa órbita a que não escolhi. Que me mostre outros mundos que não este que chega ao fim.
See you on the other side!
Tuesday, October 09, 2012
30 semanas
30 semanas carregando meu feijão, que agora pesa 1.5kg e me lembra, aos chutes e pontapés, que está lá, e quase chegando aqui.
E vou ficando cada vez mais emotiva e estranhamente lembrando dos meus tempos de blogagem diária. Acho que eu era mais feliz quando as coisas aconteciam comigo e imediatamente eu jé as vias em forma de post. Agora é diferente. As coisas acontecem e em seguida são substituidas por outras coisas que acontecem e não dá tempo de digerir. Elas apenas se sucedem rapidamente e eu dou sorte quando consigo apenas observá-las.
Mas agora, na reta final - deve ser a ocitocina - estou conseguindo demorar um pouco as coisas. Pensar em como vai ser cada pormenor, e desvalorizar coisas grandes, imensas, que podem e devem ser desvalorizadas. Meu deus, como dei atenção a pequenezas nos últimos tempos! Como fui deixar isso acontecer? Como permiti me perder desse jeito? Fiz o que sempre critiquei nos outros: sucumbi. A massa me levou de certa forma, e eu me deixei levar, claro. Porque só vai quem quer.
Mas tudo tem volta nessa vida, nada precisa ser pra sempre. E eis-me aqui pensando com muito mais afinco na música que ninará meu filho do que no projeto que vai me dar mais dinheiro. E é certo pensar assim, é colorido, é leve, é doce. É certo e simples como o parto dos felinos.
É claro que penso em muito mais coisas e paranóias do que cabe em uma cabeça. Mas sei colocar um filtro e focar no que realmente importa, naquele túnel, e naquela pessoinha que vai sair dele e de repente arrastar minha vida junto.
Que seja assim, estou prontinha para ser arrastada. Amor e sangue me transbordando dos olhos e estamina para cair e levantar quantas vezes forem necessárias, contanto que na frente esteja ele, meu leãozinho, me arrastando vida adentro.
E vou ficando cada vez mais emotiva e estranhamente lembrando dos meus tempos de blogagem diária. Acho que eu era mais feliz quando as coisas aconteciam comigo e imediatamente eu jé as vias em forma de post. Agora é diferente. As coisas acontecem e em seguida são substituidas por outras coisas que acontecem e não dá tempo de digerir. Elas apenas se sucedem rapidamente e eu dou sorte quando consigo apenas observá-las.
Mas agora, na reta final - deve ser a ocitocina - estou conseguindo demorar um pouco as coisas. Pensar em como vai ser cada pormenor, e desvalorizar coisas grandes, imensas, que podem e devem ser desvalorizadas. Meu deus, como dei atenção a pequenezas nos últimos tempos! Como fui deixar isso acontecer? Como permiti me perder desse jeito? Fiz o que sempre critiquei nos outros: sucumbi. A massa me levou de certa forma, e eu me deixei levar, claro. Porque só vai quem quer.
Mas tudo tem volta nessa vida, nada precisa ser pra sempre. E eis-me aqui pensando com muito mais afinco na música que ninará meu filho do que no projeto que vai me dar mais dinheiro. E é certo pensar assim, é colorido, é leve, é doce. É certo e simples como o parto dos felinos.
É claro que penso em muito mais coisas e paranóias do que cabe em uma cabeça. Mas sei colocar um filtro e focar no que realmente importa, naquele túnel, e naquela pessoinha que vai sair dele e de repente arrastar minha vida junto.
Que seja assim, estou prontinha para ser arrastada. Amor e sangue me transbordando dos olhos e estamina para cair e levantar quantas vezes forem necessárias, contanto que na frente esteja ele, meu leãozinho, me arrastando vida adentro.
Saturday, August 25, 2012
funny times
Olha que se a senha do Gmail não fosse a mesma do blogger era capaz que eu não conseguisse mais entrar aqui.
Mas entrei, voltei, não sei se para ficar ou não. Muita coisa aconteceu neste ano, muita coisa boa, algumas ruins também, como é digno de qualquer ano. O que eu não sabia era que seria um ano de acontecimentos tão grandiosos e que com isso a certeza de que 2013 vai ser igualmente importante, e assim serão vários anos por vir.
Escrevo do sofá e vejo no chão o vômito com que minha gata acaba de me presentear. Incrivelmente a preguiça me vence e deixo a sujeira lá até terminar de escrever. Não há por que correr, a sujeira já foi feita, e o cheiro não chega em mim. Eu vou limpar, mas quando eu quiser. Como tem que ser. Com o vômito da gata e com tudo, ou quase.
São tempos esquisitos. Quase engraçados. Não chove faz muito tempo, a nitidez das coisas quase cega. Ao mesmo tempo por dentro está tudo embaçado. Um turbilhão de pensamentos, de sentimentos, me impede de distinguir o que está acontecendo do que acho que está acontecendo, duas coisas completamente distintas, infelizmente. Questiono meus pensamentos mais racionais, e acho razões para qualquer sentimento desgovernado também. E todo mundo entende, é incrível! Todos os olhos se viram para mim, e nenhum é de desprezo. Alguns de preocupação, outros de inspiração, com certeza muitos de inveja, e isso não é imaginário! É real. Consigo pegar, ver, cheirar. Tem que ser real. E o silêncio que se segue após cada olhar, é ensurdecedor e difícil de interpretar. Algumas vezes quente, outras morbidamente gelado. Sinto-me perto de algumas pessoas como se estivesse dentro de um caixão. Vejam só a ironia!
Por vezes me pergunto se a dose de remédio está adequada. Muito alta? Talvez muito baixa, dadas as circunstâncias. Deixo que cuidem de mim. Não me sinto capaz disso agora. Claro que me sinto vulnerável, mas não é este o centro de minhas preocupações. A órbita está girando em torno de outro planeta, um planeta que não conheço, e é essa minha preocupação. Entender esse planeta e saber que eu, querendo ou não, involuntariamente giro também em torno dele. Para sempre.
Ainda não sei o nome, mas acho que chegamos finalmente em Leonardo. Ele chega em dezembro e a vida mudará para sempre. Estou louca pra conhecer o que será de todos os próximos tempos.
Transbordando de amor e hormônios,
Bia.
Mas entrei, voltei, não sei se para ficar ou não. Muita coisa aconteceu neste ano, muita coisa boa, algumas ruins também, como é digno de qualquer ano. O que eu não sabia era que seria um ano de acontecimentos tão grandiosos e que com isso a certeza de que 2013 vai ser igualmente importante, e assim serão vários anos por vir.
Escrevo do sofá e vejo no chão o vômito com que minha gata acaba de me presentear. Incrivelmente a preguiça me vence e deixo a sujeira lá até terminar de escrever. Não há por que correr, a sujeira já foi feita, e o cheiro não chega em mim. Eu vou limpar, mas quando eu quiser. Como tem que ser. Com o vômito da gata e com tudo, ou quase.
São tempos esquisitos. Quase engraçados. Não chove faz muito tempo, a nitidez das coisas quase cega. Ao mesmo tempo por dentro está tudo embaçado. Um turbilhão de pensamentos, de sentimentos, me impede de distinguir o que está acontecendo do que acho que está acontecendo, duas coisas completamente distintas, infelizmente. Questiono meus pensamentos mais racionais, e acho razões para qualquer sentimento desgovernado também. E todo mundo entende, é incrível! Todos os olhos se viram para mim, e nenhum é de desprezo. Alguns de preocupação, outros de inspiração, com certeza muitos de inveja, e isso não é imaginário! É real. Consigo pegar, ver, cheirar. Tem que ser real. E o silêncio que se segue após cada olhar, é ensurdecedor e difícil de interpretar. Algumas vezes quente, outras morbidamente gelado. Sinto-me perto de algumas pessoas como se estivesse dentro de um caixão. Vejam só a ironia!
Por vezes me pergunto se a dose de remédio está adequada. Muito alta? Talvez muito baixa, dadas as circunstâncias. Deixo que cuidem de mim. Não me sinto capaz disso agora. Claro que me sinto vulnerável, mas não é este o centro de minhas preocupações. A órbita está girando em torno de outro planeta, um planeta que não conheço, e é essa minha preocupação. Entender esse planeta e saber que eu, querendo ou não, involuntariamente giro também em torno dele. Para sempre.
Ainda não sei o nome, mas acho que chegamos finalmente em Leonardo. Ele chega em dezembro e a vida mudará para sempre. Estou louca pra conhecer o que será de todos os próximos tempos.
Transbordando de amor e hormônios,
Bia.
Monday, January 09, 2012
lendo demais, escrevendo de menos
Entrei numa daquelas fases insuportáveis em que quase tudo é menos legal que ler. Aí resolvi tomar vergonha na cara e escrever também, porque não adianta a teoria. Nunca adiantou a teoria, pelo menos ela sozinha. Nunca aprendi nada de verdade que não tive a oportunidade de por na prática.
Dizem que sou esse tipo de pessoa, a "Activator", capaz de tornar qualquer plano em execução, que inclusive anseia em colocar em prática as ideias. Mas isso sou eu de terninho, e eu de terninho não interessa aqui. Perco a espontaneidade e até - o horror - a autenticidade.
É por isso que meus textos andam todos *médios*. O que mais odeio, o médio. Prefiro textos pífios que serão lembrados por isso.
***
Não tenho lá muito conteúdo para postar. Claro que há muito acontecendo na minha vida, mas não sei se estou a fim de dividir com vocês. Aqui acabo ficando na superfície mesmo, contando causos e os diz-que da vida. Porque é real de mais. Vocês sabem, e muitos conhecem, a primeira pessoa do singular.
Vou é começar mais um blog. Só preciso matar essa preguiça.
Ou não, e então finalmente dar vazão a tudo em algum livro, aquele que sempre prometo que vai sair e cada vez arranjo uma desculpa diferente para não fazê-lo.
Friday, December 30, 2011
Testando
Último post do ano, testando postar do meu iphone. Um saco digitar aqui, mas quebra o galho. Escrever mais em 2012? Espero, não prometo.
See you on the other side!
See you on the other side!
Thursday, December 29, 2011
2012, seu lindo
Vamos concordar que 2011 foi uma bosta? Apesar de alguns momentos lindos (casamento, lua-de-mel, adocao da Nina e da Penny), o ano como um todo foi bastante cagado. Concordam? Alem de mim eh isso que ouco de todos por ai. Entao eh isso, expectativas todas em cima de 2012, e ele que se vire para nos satisfazer.
E nao me venham com aquelas de "voce-que-faz-seu-ano" porque nao eh bem assim, nao eh sempre assim. Acreditem.
Vou ali entao, passar o ano novo jogando cartas como uma senhora, no sitio da Fru, pertinho de Sao Paulo, rodeada de animais, como deve ser.
E curtir o resto dessa semana de ferias que passou way too fast... Mas ainda vai dar tempo de fazer planos para 2012. Vai sim; preciso de planos, bem mais que promessas.
E nao me venham com aquelas de "voce-que-faz-seu-ano" porque nao eh bem assim, nao eh sempre assim. Acreditem.
Vou ali entao, passar o ano novo jogando cartas como uma senhora, no sitio da Fru, pertinho de Sao Paulo, rodeada de animais, como deve ser.
E curtir o resto dessa semana de ferias que passou way too fast... Mas ainda vai dar tempo de fazer planos para 2012. Vai sim; preciso de planos, bem mais que promessas.
Saturday, December 03, 2011
eu escrevi ontem
Mas sumiram com meu post, nao posso fazer nada.
E o final do ano hein?! E a Copa, hein?!
E o final do ano hein?! E a Copa, hein?!
Wednesday, October 12, 2011
Algumas verdades
Tudo o que fazemos, fazemos contra
Inércia é ficar parado e definhar
O que achamos dos outros costuma ser
O que na verdade somos
Quem não gosta de você hoje
Continuará não gostando amanhã
Quem gosta de você hoje
Não necessariamente gostará amanhã
A grande tragédia hoje
Em seis meses estará esquecida
Assim como a grande alegria
Mas as marcas desta são mais rasas
Dor é muito mais intenso que alegria
Tristeza, muito mais duradoura que felicidade
Derrota é liberdade
Falhar é primo de ser feliz
Saturday, October 08, 2011
nowadays
Tres gatas pulguentas. Help.
***
Em busca de um novo hobby. Sugestoes?
***
Sentindo que eu poderia ser uma pessoa muito, mas muito melhor. Podia na verdade enxergar menos e assim ter menos o que julgar. E que mudar eh diferente de melhorar.
***
Escrevendo sem acentos de novo. Querendo cobrar um MacBook e vender minhas velharias eletronicas. Tendo dificuldades de digitar hoje.
***
Para nao passar o mes das criancas em branco: Engravidar eh ridiculamente dificil, e quem disser o contrario leva voadora no peito. Me da uma integral para resolver mas nao me peca pra engravidar.
***
Saio ou nao saio de novo do Brasil? A verdade eh que odeio o pais, mas temos as familias. Que fazer?
***
Alguem alem de mim torce pela chegada do fim de semana e quando ele chega voce se pergunta "e dai?"? Isso eh depressao?
***
Tentando descobrir um app para escrever posts no blog, em tempos de mais internet no celular que no computador. Alguem recomenda algum? tentei uns que nao deram certo.
***
Em busca de um novo hobby. Sugestoes?
***
Sentindo que eu poderia ser uma pessoa muito, mas muito melhor. Podia na verdade enxergar menos e assim ter menos o que julgar. E que mudar eh diferente de melhorar.
***
Escrevendo sem acentos de novo. Querendo cobrar um MacBook e vender minhas velharias eletronicas. Tendo dificuldades de digitar hoje.
***
Para nao passar o mes das criancas em branco: Engravidar eh ridiculamente dificil, e quem disser o contrario leva voadora no peito. Me da uma integral para resolver mas nao me peca pra engravidar.
***
Saio ou nao saio de novo do Brasil? A verdade eh que odeio o pais, mas temos as familias. Que fazer?
***
Alguem alem de mim torce pela chegada do fim de semana e quando ele chega voce se pergunta "e dai?"? Isso eh depressao?
***
Tentando descobrir um app para escrever posts no blog, em tempos de mais internet no celular que no computador. Alguem recomenda algum? tentei uns que nao deram certo.
Monday, September 05, 2011
ainda nao
Ainda nao foi o fim. Sempre soube que uma hora a coceira voltaria, por mais intenso que fosse o mundo corporativo. Nunca deixaria morrer aquilo que nao me deixou morrer.
Apenas deixei adormecido. E pode ser que fique adormecido por mais um tempo. Foda, quando escrever ja nao eh mais a prioridade, embora dia sim dia nao fique aquele gosto ruim na boca de deicar pra tras o que realmente importa.
Seria bom se fosse tudo assim, em que o ponto final nunca eh mesmo final. Evitaria qualquer tipo de saudade por antecipacao. Ficaria apenas a saudade verdadeira e leve, e nao a desesperada.
Um dia eu aprendo a acreditar no que escrevo e terapia nao serah mais necessario.
Apenas deixei adormecido. E pode ser que fique adormecido por mais um tempo. Foda, quando escrever ja nao eh mais a prioridade, embora dia sim dia nao fique aquele gosto ruim na boca de deicar pra tras o que realmente importa.
Seria bom se fosse tudo assim, em que o ponto final nunca eh mesmo final. Evitaria qualquer tipo de saudade por antecipacao. Ficaria apenas a saudade verdadeira e leve, e nao a desesperada.
Um dia eu aprendo a acreditar no que escrevo e terapia nao serah mais necessario.
Monday, March 14, 2011
enough of me
This precise time and right here
Are not going anywhere
I've had enough of new todays
For once I'd like to go another way
I speak my last words and then
Remember it may never end
All that I've won I have lost
Each passing moment cuts me off
Well, I don't like to waste a chance but they're overflowing
What I don't do will get done by somebody
When I was five I saw some plants ungrowing
Whether seen forwards or back they'd keep going
They'd keep going
If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again
If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Once again.
Are not going anywhere
I've had enough of new todays
For once I'd like to go another way
I speak my last words and then
Remember it may never end
All that I've won I have lost
Each passing moment cuts me off
Well, I don't like to waste a chance but they're overflowing
What I don't do will get done by somebody
When I was five I saw some plants ungrowing
Whether seen forwards or back they'd keep going
They'd keep going
If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again
If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Once again.
John Frusciante apunhalando.
Thursday, January 27, 2011
as melhores noites
Chegar em casa após um dia cheio de trabalho. Largar a bolsa para abraçar minha buñuela o mais rápido possível senão eu morro. Estender a rede na varanda e pentear minha buñuela, também conhecida como Maya. No fog arroxeado do twilight, um ou outro raio no céu. Ligar o iPod no som e começar a cozinhar. Esperar o marido chegar suado de esporte. Receber mil beijinhos de amor e gratidão. Servir e me servir. E depois não ligar a TV, nem acender as luzes, nem fechar as janelas. Deixar que a brisa da noite limpe minhas dobras sujas, meus meandros de isopor - ou algo ainda mais leve e espaçoso -, meus recalques de bosta seca - ou algo ainda mais abrasivo e desprezível.
Terminar de cozinhar e beber um golinho de Madeira, e fazer careta pois não gosto do gosto, mas gosto da lembrança que o Madeira me traz. E lembrar que esse ano, disseram por aí, será meu grande ano. E lembrar que estou colhendo, além de semear. E lembrar que preciso jogar os ombros mais para traz e endireitar a pisada, para ficar ainda mais feliz. E que preciso emagrecer, mas sem neuras, e que preciso juntar dinheiro, mas sem neuras, e que preciso aprender a dormir menos, ou a sentir menos sono. E que preciso ver menos TV e ouvir mais música e ler mais livros, mas sem neuras. E talvez eu fosse um pouco mais feliz se tentasse entender mais as pessoas e suas limitações, além de conseguir não enxergar defeitos que a todo custo estão tentando ser escondidos.
Até a saudade que sinto de Londres me faz feliz. Lembro da saudade que tinha do Brasil, principalmente da minha família. E como é bom saber que eles estão a poucos quilômetros. E como é bom ter Londres para lembrar.
Já faz quase 1 mês que o ano começou, mas para mim, realmente, só está começando agora.
Faz 2 meses que meu gatinho mais amado morreu. A verdade é que ainda penso nele todo dia, mas nem todos me levam às lágrimas, só os dias mais sensíveis, como hoje.
Faz pouco tempo que fiz aniversário e pela primeira vez em muito tempo, as pessoas fodas que realmente importam me ligaram. Todas elas. Aquelas que eu escolheria para salvar de uma catástrofe. Foi bom. Tenho poucos amigos. Bem poucos. Mas, damn, eles são os melhores e para eles tento ser sempre a melhor (que posso, anyway).
Faz calor demais, mas a brisa deixa tudo meio sexy, meio perdido, meio calmo e meio doce.
Para ficar perfeito, só faltou chover.
Terminar de cozinhar e beber um golinho de Madeira, e fazer careta pois não gosto do gosto, mas gosto da lembrança que o Madeira me traz. E lembrar que esse ano, disseram por aí, será meu grande ano. E lembrar que estou colhendo, além de semear. E lembrar que preciso jogar os ombros mais para traz e endireitar a pisada, para ficar ainda mais feliz. E que preciso emagrecer, mas sem neuras, e que preciso juntar dinheiro, mas sem neuras, e que preciso aprender a dormir menos, ou a sentir menos sono. E que preciso ver menos TV e ouvir mais música e ler mais livros, mas sem neuras. E talvez eu fosse um pouco mais feliz se tentasse entender mais as pessoas e suas limitações, além de conseguir não enxergar defeitos que a todo custo estão tentando ser escondidos.
Até a saudade que sinto de Londres me faz feliz. Lembro da saudade que tinha do Brasil, principalmente da minha família. E como é bom saber que eles estão a poucos quilômetros. E como é bom ter Londres para lembrar.
Já faz quase 1 mês que o ano começou, mas para mim, realmente, só está começando agora.
Faz 2 meses que meu gatinho mais amado morreu. A verdade é que ainda penso nele todo dia, mas nem todos me levam às lágrimas, só os dias mais sensíveis, como hoje.
Faz pouco tempo que fiz aniversário e pela primeira vez em muito tempo, as pessoas fodas que realmente importam me ligaram. Todas elas. Aquelas que eu escolheria para salvar de uma catástrofe. Foi bom. Tenho poucos amigos. Bem poucos. Mas, damn, eles são os melhores e para eles tento ser sempre a melhor (que posso, anyway).
Faz calor demais, mas a brisa deixa tudo meio sexy, meio perdido, meio calmo e meio doce.
Para ficar perfeito, só faltou chover.
Sunday, December 12, 2010
my kitty
Acabei nao mencionando aqui, mas meu post purr, purr, purr meio que dava a entender. Meu gatinho Juju morreu. Ele tinha apenas 1 ano e 1 mes de idade. Uma doenca horrorosa, Peritonite Infecciosa Felina, super mortal, super contagiosa, uma daquelas doencas escrtotas que me faz duvidar da existencia de deus.
E ele se foi. Ja nao andava, nao comia, nao ia sozinho no banheiro. Apenas miava fininho, era uma navalha no meu pescoco. E resolvemos tira-lo dessa dor. Ja que nao a morte era inevitavel, uma questao de dias segundo a veterinaria, resolvemos manda-lo para um lugar melhor. Seja onde for, sabemos que a dor acabou, e com ela a navalha na minha garganta. Apenas o coracao eh que parece ter se condensado ao tamanho de um briquete. Eu nao sabia que coracao conseguia ficar tao pequeno a ponto de ser possivel perde-lo dentro do meu corpo.
E os dias passaram, e fui chorando menos a cada dia, ateh que hoje, choro apenas quando lembro demais, quando vejo algumas de suas mais especiais fotos, quando vejo sua irmazinha, Maya, miando desesperadamente por companhia. O tempo ha de curar a todos, mas aquele serzinho vai continuar vivendo e ronronando dentro de mim. Sorte a minha.
E ele se foi. Ja nao andava, nao comia, nao ia sozinho no banheiro. Apenas miava fininho, era uma navalha no meu pescoco. E resolvemos tira-lo dessa dor. Ja que nao a morte era inevitavel, uma questao de dias segundo a veterinaria, resolvemos manda-lo para um lugar melhor. Seja onde for, sabemos que a dor acabou, e com ela a navalha na minha garganta. Apenas o coracao eh que parece ter se condensado ao tamanho de um briquete. Eu nao sabia que coracao conseguia ficar tao pequeno a ponto de ser possivel perde-lo dentro do meu corpo.
E os dias passaram, e fui chorando menos a cada dia, ateh que hoje, choro apenas quando lembro demais, quando vejo algumas de suas mais especiais fotos, quando vejo sua irmazinha, Maya, miando desesperadamente por companhia. O tempo ha de curar a todos, mas aquele serzinho vai continuar vivendo e ronronando dentro de mim. Sorte a minha.
Tuesday, November 30, 2010
Monday, November 29, 2010
o efeito Rio
Mas olha, já fazia 8 anos que eu não punha os pés naquela terra e, impressionante, nada muda. As mesmas sensações, os mesmos calores (pouco meteorológicos, diga-se), a mesma estupefação diante daquela cidade.
Jamais moraria no Rio. Por causa do calor, da violência e da malandragem, não nessa ordem. E, principalmente, porque simplesmente não ia prestar. É sensual demais para mim; chega a incomodar. Me comporto de forma estranha, sei lá, é algo naquela brisa dionísica. É algo na malemolência interna, no conforto das sombras, nas cores de Tarsila.
Escrevi sobre o Rio muitos anos atrás em algum lugar, e publiquei, mas não acho mais. Vai ver não é para ser achado. E chega de revirar.
(Pois é, um post do Rio que não fala da recente onda de violência na cidade. Incrível, não? Mas simplesmente não foi a minha experiência, embora estivesse lá na hora mais complicada.)
Jamais moraria no Rio. Por causa do calor, da violência e da malandragem, não nessa ordem. E, principalmente, porque simplesmente não ia prestar. É sensual demais para mim; chega a incomodar. Me comporto de forma estranha, sei lá, é algo naquela brisa dionísica. É algo na malemolência interna, no conforto das sombras, nas cores de Tarsila.
Escrevi sobre o Rio muitos anos atrás em algum lugar, e publiquei, mas não acho mais. Vai ver não é para ser achado. E chega de revirar.
(Pois é, um post do Rio que não fala da recente onda de violência na cidade. Incrível, não? Mas simplesmente não foi a minha experiência, embora estivesse lá na hora mais complicada.)
Thursday, November 18, 2010
purr purr purr
Algumas dedilhadas nas notas mais agudas de um piano ja me fazem chorar. Qualquer apelo desses, que se aproximem de um miado. Onde estao aqueles olhinhos lindos e assustados? Aquela necessidade absurda de ganhar carinho? Aquele brilho hipnotizador?
Me sinto a mae mais relapsa do mundo. Ja se foram suas 6 vidas e eu nem vi passar. Agora a setima parece estar chegando ao fim. Mal posso acreditar. E mal posso acreditar que havia tanto amor dentro de mim para um serzinho tao indiferente ao mundo. Amor eh assim mesmo, incondicional. E acredito muito no ultimo abraco que ele me deu. Eh a ele que me apegarei quando a saudade apertar.
Que o restinho do que falta de voce receba o meu amor e que este te preencha por completo, para que mais nada em voce cause dor, ateh que nada mais cause.
Me sinto a mae mais relapsa do mundo. Ja se foram suas 6 vidas e eu nem vi passar. Agora a setima parece estar chegando ao fim. Mal posso acreditar. E mal posso acreditar que havia tanto amor dentro de mim para um serzinho tao indiferente ao mundo. Amor eh assim mesmo, incondicional. E acredito muito no ultimo abraco que ele me deu. Eh a ele que me apegarei quando a saudade apertar.
Que o restinho do que falta de voce receba o meu amor e que este te preencha por completo, para que mais nada em voce cause dor, ateh que nada mais cause.
Tuesday, November 02, 2010
Julio
Olha, ateh pensei em montar um blog soh de gatos, tamanha minha obsessao em entender o que tem meu amor. O Juju estah ha duas semanas muito esquisito. Vomitou duas vezes, teve febre duas vezes, estah letargico, quando a Maya tenta brincar com ele ele da uma patada na cara dela, se isola (passa horas debaixo da cama, ai meu coracao), tem tido uns espasminhos pela espinha tambem. Come pouco, bebe quase nada.
O problema eh que hemograma, urina, raio x e ultrassom nao indicam NA-DA.
Alguem me ajuda?
Assinado, mae desesperada.
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