Monday, January 09, 2012

lendo demais, escrevendo de menos

Entrei numa daquelas fases insuportáveis em que quase tudo é menos legal que ler. Aí resolvi tomar vergonha na cara e escrever também, porque não adianta a teoria. Nunca adiantou a teoria, pelo menos ela sozinha. Nunca aprendi nada de verdade que não tive a oportunidade de por na prática. Dizem que sou esse tipo de pessoa, a "Activator", capaz de tornar qualquer plano em execução, que inclusive anseia em colocar em prática as ideias. Mas isso sou eu de terninho, e eu de terninho não interessa aqui. Perco a espontaneidade e até - o horror - a autenticidade. É por isso que meus textos andam todos *médios*. O que mais odeio, o médio. Prefiro textos pífios que serão lembrados por isso. 

*** 

 Não tenho lá muito conteúdo para postar. Claro que há muito acontecendo na minha vida, mas não sei se estou a fim de dividir com vocês. Aqui acabo ficando na superfície mesmo, contando causos e os diz-que da vida. Porque é real de mais. Vocês sabem, e muitos conhecem, a primeira pessoa do singular. Vou é começar mais um blog. Só preciso matar essa preguiça. Ou não, e então finalmente dar vazão a tudo em algum livro, aquele que sempre prometo que vai sair e cada vez arranjo uma desculpa diferente para não fazê-lo.

Friday, December 30, 2011

Testando

Último post do ano, testando postar do meu iphone. Um saco digitar aqui, mas quebra o galho. Escrever mais em 2012? Espero, não prometo.

See you on the other side!

Thursday, December 29, 2011

2012, seu lindo

Vamos concordar que 2011 foi uma bosta? Apesar de alguns momentos lindos (casamento, lua-de-mel, adocao da Nina e da Penny), o ano como um todo foi bastante cagado. Concordam? Alem de mim eh isso que ouco de todos por ai. Entao eh isso, expectativas todas em cima de 2012, e ele que se vire para nos satisfazer.

E nao me venham com aquelas de "voce-que-faz-seu-ano" porque nao eh bem assim, nao eh sempre assim. Acreditem.

Vou ali entao, passar o ano novo jogando cartas como uma senhora, no sitio da Fru, pertinho de Sao Paulo, rodeada de animais, como deve ser.

E curtir o resto dessa semana de ferias que passou way too fast... Mas ainda vai dar tempo de fazer planos para 2012. Vai sim; preciso de planos, bem mais que promessas.

Saturday, December 03, 2011

eu escrevi ontem

Mas sumiram com meu post, nao posso fazer nada.

E o final do ano hein?! E a Copa, hein?!

Wednesday, October 12, 2011

Algumas verdades

Tudo o que fazemos, fazemos contra

Inércia é ficar parado e definhar


O que achamos dos outros costuma ser

O que na verdade somos


Quem não gosta de você hoje

Continuará não gostando amanhã


Quem gosta de você hoje

Não necessariamente gostará amanhã


A grande tragédia hoje

Em seis meses estará esquecida


Assim como a grande alegria

Mas as marcas desta são mais rasas


Dor é muito mais intenso que alegria

Tristeza, muito mais duradoura que felicidade


Derrota é liberdade

Falhar é primo de ser feliz

Saturday, October 08, 2011

nowadays

Tres gatas pulguentas. Help.

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Em busca de um novo hobby. Sugestoes?

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Sentindo que eu poderia ser uma pessoa muito, mas muito melhor. Podia na verdade enxergar menos e assim ter menos o que julgar. E que mudar eh diferente de melhorar.

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Escrevendo sem acentos de novo. Querendo cobrar um MacBook e vender minhas velharias eletronicas. Tendo dificuldades de digitar hoje.

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Para nao passar o mes das criancas em branco: Engravidar eh ridiculamente dificil, e quem disser o contrario leva voadora no peito. Me da uma integral para resolver mas nao me peca pra engravidar.

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Saio ou nao saio de novo do Brasil? A verdade eh que odeio o pais, mas temos as familias. Que fazer?

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Alguem alem de mim torce pela chegada do fim de semana e quando ele chega voce se pergunta "e dai?"? Isso eh depressao?

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Tentando descobrir um app para escrever posts no blog, em tempos de mais internet no celular que no computador. Alguem recomenda algum? tentei uns que nao deram certo.

Monday, September 05, 2011

ainda nao

Ainda nao foi o fim. Sempre soube que uma hora a coceira voltaria, por mais intenso que fosse o mundo corporativo. Nunca deixaria morrer aquilo que nao me deixou morrer.

Apenas deixei adormecido. E pode ser que fique adormecido por mais um tempo. Foda, quando escrever ja nao eh mais a prioridade, embora dia sim dia nao fique aquele gosto ruim na boca de deicar pra tras o que realmente importa.

Seria bom se fosse tudo assim, em que o ponto final nunca eh mesmo final. Evitaria qualquer tipo de saudade por antecipacao. Ficaria apenas a saudade verdadeira e leve, e nao a desesperada.

Um dia eu aprendo a acreditar no que escrevo e terapia nao serah mais necessario.

Monday, March 14, 2011

enough of me

This precise time and right here
Are not going anywhere
I've had enough of new todays
For once I'd like to go another way

I speak my last words and then
Remember it may never end
All that I've won I have lost
Each passing moment cuts me off

Well, I don't like to waste a chance but they're overflowing
What I don't do will get done by somebody
When I was five I saw some plants ungrowing
Whether seen forwards or back they'd keep going
They'd keep going

If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again


If the seasons which change were all still
It's so easy to see life would fail
Whatever slips out of our hands
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Will find its way back to us once again
Once again.


John Frusciante apunhalando.

Thursday, January 27, 2011

as melhores noites

Chegar em casa após um dia cheio de trabalho. Largar a bolsa para abraçar minha buñuela o mais rápido possível senão eu morro. Estender a rede na varanda e pentear minha buñuela, também conhecida como Maya. No fog arroxeado do twilight, um ou outro raio no céu. Ligar o iPod no som e começar a cozinhar. Esperar o marido chegar suado de esporte. Receber mil beijinhos de amor e gratidão. Servir e me servir. E depois não ligar a TV, nem acender as luzes, nem fechar as janelas. Deixar que a brisa da noite limpe minhas dobras sujas, meus meandros de isopor - ou algo ainda mais leve e espaçoso -, meus recalques de bosta seca - ou algo ainda mais abrasivo e desprezível.

Terminar de cozinhar e beber um golinho de Madeira, e fazer careta pois não gosto do gosto, mas gosto da lembrança que o Madeira me traz. E lembrar que esse ano, disseram por aí, será meu grande ano. E lembrar que estou colhendo, além de semear. E lembrar que preciso jogar os ombros mais para traz e endireitar a pisada, para ficar ainda mais feliz. E que preciso emagrecer, mas sem neuras, e que preciso juntar dinheiro, mas sem neuras, e que preciso aprender a dormir menos, ou a sentir menos sono. E que preciso ver menos TV e ouvir mais música e ler mais livros, mas sem neuras. E talvez eu fosse um pouco mais feliz se tentasse entender mais as pessoas e suas limitações, além de conseguir não enxergar defeitos que a todo custo estão tentando ser escondidos.

Até a saudade que sinto de Londres me faz feliz. Lembro da saudade que tinha do Brasil, principalmente da minha família. E como é bom saber que eles estão a poucos quilômetros. E como é bom ter Londres para lembrar.

Já faz quase 1 mês que o ano começou, mas para mim, realmente, só está começando agora.

Faz 2 meses que meu gatinho mais amado morreu. A verdade é que ainda penso nele todo dia, mas nem todos me levam às lágrimas, só os dias mais sensíveis, como hoje.

Faz pouco tempo que fiz aniversário e pela primeira vez em muito tempo, as pessoas fodas que realmente importam me ligaram. Todas elas. Aquelas que eu escolheria para salvar de uma catástrofe. Foi bom. Tenho poucos amigos. Bem poucos. Mas, damn, eles são os melhores e para eles tento ser sempre a melhor (que posso, anyway).

Faz calor demais, mas a brisa deixa tudo meio sexy, meio perdido, meio calmo e meio doce.
Para ficar perfeito, só faltou chover.

Sunday, December 12, 2010

my kitty

Acabei nao mencionando aqui, mas meu post purr, purr, purr meio que dava a entender. Meu gatinho Juju morreu. Ele tinha apenas 1 ano e 1 mes de idade. Uma doenca horrorosa, Peritonite Infecciosa Felina, super mortal, super contagiosa, uma daquelas doencas escrtotas que me faz duvidar da existencia de deus.

E ele se foi. Ja nao andava, nao comia, nao ia sozinho no banheiro. Apenas miava fininho, era uma navalha no meu pescoco. E resolvemos tira-lo dessa dor. Ja que nao a morte era inevitavel, uma questao de dias segundo a veterinaria, resolvemos manda-lo para um lugar melhor. Seja onde for, sabemos que a dor acabou, e com ela a navalha na minha garganta. Apenas o coracao eh que parece ter se condensado ao tamanho de um briquete. Eu nao sabia que coracao conseguia ficar tao pequeno a ponto de ser possivel perde-lo dentro do meu corpo.

E os dias passaram, e fui chorando menos a cada dia, ateh que hoje, choro apenas quando lembro demais, quando vejo algumas de suas mais especiais fotos, quando vejo sua irmazinha, Maya, miando desesperadamente por companhia. O tempo ha de curar a todos, mas aquele serzinho vai continuar vivendo e ronronando dentro de mim. Sorte a minha.

Tuesday, November 30, 2010

achei

Mas não vou postar. Meus pais lêem essa joça. Culpem eles!

Monday, November 29, 2010

o efeito Rio

Mas olha, já fazia 8 anos que eu não punha os pés naquela terra e, impressionante, nada muda. As mesmas sensações, os mesmos calores (pouco meteorológicos, diga-se), a mesma estupefação diante daquela cidade.

Jamais moraria no Rio. Por causa do calor, da violência e da malandragem, não nessa ordem. E, principalmente, porque simplesmente não ia prestar. É sensual demais para mim; chega a incomodar. Me comporto de forma estranha, sei lá, é algo naquela brisa dionísica. É algo na malemolência interna, no conforto das sombras, nas cores de Tarsila.

Escrevi sobre o Rio muitos anos atrás em algum lugar, e publiquei, mas não acho mais. Vai ver não é para ser achado. E chega de revirar.

(Pois é, um post do Rio que não fala da recente onda de violência na cidade. Incrível, não? Mas simplesmente não foi a minha experiência, embora estivesse lá na hora mais complicada.)

Thursday, November 18, 2010

purr purr purr

Algumas dedilhadas nas notas mais agudas de um piano ja me fazem chorar. Qualquer apelo desses, que se aproximem de um miado. Onde estao aqueles olhinhos lindos e assustados? Aquela necessidade absurda de ganhar carinho? Aquele brilho hipnotizador?

Me sinto a mae mais relapsa do mundo. Ja se foram suas 6 vidas e eu nem vi passar. Agora a setima parece estar chegando ao fim. Mal posso acreditar. E mal posso acreditar que havia tanto amor dentro de mim para um serzinho tao indiferente ao mundo. Amor eh assim mesmo, incondicional. E acredito muito no ultimo abraco que ele me deu. Eh a ele que me apegarei quando a saudade apertar.

Que o restinho do que falta de voce receba o meu amor e que este te preencha por completo, para que mais nada em voce cause dor, ateh que nada mais cause.

Tuesday, November 02, 2010

Julio

Olha, ateh pensei em montar um blog soh de gatos, tamanha minha obsessao em entender o que tem meu amor. O Juju estah ha duas semanas muito esquisito. Vomitou duas vezes, teve febre duas vezes, estah letargico, quando a Maya tenta brincar com ele ele da uma patada na cara dela, se isola (passa horas debaixo da cama, ai meu coracao), tem tido uns espasminhos pela espinha tambem. Come pouco, bebe quase nada.

O problema eh que hemograma, urina, raio x e ultrassom nao indicam NA-DA.

Alguem me ajuda?

Assinado, mae desesperada.

Friday, October 22, 2010

terno e tenis

A maldita bola na garganta voltou. Alguems abe o que eh? Um noh realmente fisico na garganta, mal acho posicao pra dormir e se olho para baixo, sufoco. Se engulo, lembro.

Alguem sabe?

E enquanto isso, apesar de continuar trabalhando longas horas, estou mais calma. Bem mais calma. O tratamento de cancer de minha mae terminou, agora soh falta ela voltar a ficar de peh, o cabelinho crescer, a fome voltar, o sorriso rasgar. Tudo uma questao de tempo, e de mais alguns exames, para voltarmos aa tranquilidade de 7 meses atras.

Eu e ma'boy calculamos que ateh o final deste ano pagamos nossa divida do apartamento. Ai eh hora de pensar em trocar de carro, ajeitar algumas coisa aqui e acolah na casa, e pensar em otras cositas mas.

2010 foi o ano dos fios de cabelo brancos. Foi bem ruim nesse sentido, mas nao foi um ano ruim at all. Alias, vai acabar muito bem, tudo indica.

O terninho continua para la e para ca, mas nao vou deixar de usar tenis, that's for sure.

Tuesday, August 31, 2010

de novo?

Fico me perguntando se seria a hora de começar um novo blog. Esse aqui já tem gente demais lendo. Gente que eu não queria que estivesse, na verdade. Acabo fazendo aquilo que sempre abominei nesta blogosfera - a autocensura. E cá estou, escolhendo palavras para não chocar, pensando no outro em vez de pensar em mim, como deveria.

Mas não sei. Começar outro blog? Mesmo? Acho que agora não. Não tenho tempo para isso e sei que se for fazer um blog novo, vou me empolgar, e não estou podendo me empolgar com nada além de trabalho hoje em dia. A frase triste da minha vida, mas é verdade. Aqueles meus leitores de priscas eras mal podem acreditar, eu sei. Mas não tenho culpa. por ora, abracei o terninho. Por ora, sou mais eu em meio a planilhas. Por ora, mas sabe-se por quanto tempo mais, uso termos como "alinhar", "ROI", "alavancar" e "target" com uma frequência bem superior ao boçal mediano. Oh well, que se há de fazer? Sei que vou voltar, porque nunca deixei de ser aquela outra que vocês conhecem. Mas por enquanto vou ter que ser menos.

Vocês me perdoam? Vocês ainda estão aí?

Sunday, August 01, 2010

take a left

Queria confessar para voces que ando um pouco perdida, angustiada. Nada novo, certo? Certo. Mas a verdade eh que ando assim e sinto que nao tenho muito com quem falar sobre isso. Porque nao eh algo - pela primeira vez na historia - que eu consiga por em palavras. Eu sei que tem um monte de gente out there for me, mas nao eh essa a questao. Eh pessoal, eh interna, eh problema de umbigo. Ou talvez uma dessas angustias passageiras que vira e mexe vem me visitar. Como se eu fosse o principal ponto turistico das angustias. A Paris das aflicoes.

De resto, tudo mudando muito. Muitas espinhas no meu rosto, muito trabalho nas minhas costas mas, impressionantemente, poucas vezes estive tao completa. Me sinto valorizada como mulher, com um homem maravilhoso do lado. Me sinto valorizada como profissional, ocupando um cargo estrategico na empresa em que trabalho e sentindo genuinamente que o estou fazendo bem. So, what's wrong? Nada estah errado. Estah tudo exatamente igual. Eu, reclamando de barriga cheia. Eu, pensando como seria se vivesse outra vida, se tivesse entrado em outra curva, se resolvesse agora dar uma guinada total. E isso nao vai acontecer porque por mais que as infinitas hipoteses me atraiam, eu estou feliz com a hipotese que prevaleceu. E se uma hora eu deixar de estar, voces sabem, partirei mais uma vez de mochila nas costas, aa espreita da proxima curva que, por mais que imperfeita, seja a certa.

Sunday, June 27, 2010

yet again

Ando meio na dúvida se estou com calor ou com frio. Com a persian a baixada, fica difícil entender se a janela está aberta ou fechada. Se me tirassem a visão, tirariam tudo de mim. para mim é difícil, muito difícil apenas sentir. Por isso é difícil ficar parada, nua, sem fazer nada, sem nada para ver. Por isso a maldita da TV ligada com bem mais frequência do que merece. Esses barulhos e flashes me ajudam a esconder outras coisas, acreditem, bem mais desagradáveis que a narração do Galvão.

Por exemplo, esse fim de semana. Deitei há pouco na cama para ver se cochilava mas imagens não saiam da minha cabeça. Imagens ruins, imagens angustiantes, imagens que eu não sei de onde vieram, mesmo estando acordada. Então levantei e fui ver TV, um seriado qualquer que por 44 minutos me tirou o foco. E depois o programa acabou, e a angústia voltou, talvez mais forte, porque não são 6 da tarde de um domingo, mas 7 da noite de um domingo. E o fim de semana in-tei-ro se foi e, caralho, eu não fiz nada. Comi, trabalhei, dormi. Saí de casa duas vezes, ambas por menos de 2 horas. Não está certo. Ainda se não me incomodasse, vá lá, mas me incomoda. Chega essa hora do domingo e não sei mais se sinto calor ou frio. Perdi um pouco das cores das coisas. Descobri que meu lugar preferido é mesmo o sofá com meus gatos no colo, mas isso também me entristece. Preciso sair, preciso me apaixonar. Não tenho feito esportes - cancelei a natação porque, saindo tarde do trabalho todo dia, eu já nem ia mais. Minha vida tem se resumido a trabalho e cama. Quando sobra um tempinho, televisão.

Argh. Preciso sair. E não é só para dar uma volta. Preciso sair e criar algo novo. Já entendi que funciono assim, que fico extremamente desconfortável em me acomodar. Não se passa um ano de minha vida sem que eu me surpreenda com como era minha vida um ano antes e como as coisas mudaram. Pois bem, pois bem, é hora de me reinventar. Não sei bem como e nem por quê, mas preciso de gás, e não é voltando nas mesmas fontes que mato minha sede. Preciso de algo novo. E barato, de preferência.

Oh well, estou eu reclamando e semana que vem, nesse horário, estarei voando para NY.

Vai ver é uma dessas angústias pré-viagem. Quando eu era criança, achava aeroporto a coisa mais legal do mundo e queria trabalhar em um. Aí, quando fui para Londres, vi quão triste pode ser um aeroporto. E nunca mais apaguei essa imagem da memória.

Vou-me, yet again.

Monday, June 21, 2010

Soh um paragrafo de Tati Bernardi e ja me inspiro a escrever qualquer coisa aqui. Domingo a noite, entao, perfeito para uma melancolia inspiradora. Onde foi que eu escondi a inspiracao que antes me levantava e me adormecia?

Faz tanto tempo que nao escrevo aqui. Ai resolvo escrever e eis que o compudaro resolve apagar tudo. Eh um sinal? Meu tempo de blogosfera ja deu?

Estou com raiva e me vou.

Preciso de mais tempo para ela - foi a frase que restou do que ia postar. E quem disse que me lembro sobre o que era?

Monday, April 26, 2010

a simple girl

E à medida que o tempo passa eu me surpreendo com a falta que faz não ter o que fazer. Foram-se os dias de olhar pela janela, e com eles a inspiração que muitos viram nascer e morrer em cada texto aqui. Muitas vezes acompanhado de lágrimas que vocês, longe, muito longe, nem podiam imaginar - e justamente por isso eu deixava as lágrimas cairem.

O problema é que se não estou metida em afazeres complexo, estou sem fazer nada em uma cabeça cheia de pensamentos complexos. Desnecessariamente complexos.

Tenho que agradecer tudo o que me ensinou a pensar. Mas também tenho que xingar. Não fosse esse tudo, eu seria um ser capaz de meditar. Não sou. E não me venham dizer que é questão de treino. Porque eu não sei e nunca saberei o significado de qualquer treino para ser menos.

Off I go. Depois de novo país, novo emprego, nova casa, novos gatos e novamente novo emprego, estou encarando outros novos que estão no horizonte. Talvez longe do meu alcance, mas não longe de vista, que é o que importa. Sabendo para onde navegar, tudo fica mais fácil.

E ao mesmo tempo em que tudo é novo, são partes de um ciclo que tema em voltar.

Estou feliz. Não pensem que não. Eu só queria que a felicidade fosse um pouco mais simples e menos suscetível a repentes de angústia.

Yes, I can. All I have to do is be a simple kinda girl.