Thursday, July 30, 2009

ai, vida

Alguém, por favor, me pega na mão e leva? Alguém que saiba mais que eu e ache que saiba mais que eu. Alguém que entende as merdas que eu faço e decide por mim que não posso mais fazê-las.

A verdade é que nunca cumpri bem o papel de carente insegura, porque simplesmente não é bem o meu papel. Mas que dá vontade de ter uma figura acima te conduzindo para o Bem, ah dá.
Eu ouço o que me falam. Eu só nem sempre acredito. É assim que deveria ser, mas sendo assim, fica difícil se deixar levar. Ai, vida. Chega de pensar por hoje. Hora de ir na fisio e pensar em nada além de exercitar meu pezinho e ouvir as histórias adolescentes da fisioterapeuta e os dramas maiores que os meus dos outros pacientes. Music to my ears.

Thursday, July 23, 2009

para todos entenderem porque eu twitto mais do que blogo

Trabalho das 9h às 18h, daí tenho fisioterapia. Otop of that tenho que procurar apartamento. On top of that tenho que resolver coisinhas quando sobra tempo. And above all, vocês já sabem, tenho sono.

Convenhamos, o twitter supre melhor minha necessidade de escrever telegraficamente. Mas vamos lá, que eu não sou de deixar meus filhos mais antigos de lado.

Friday, July 10, 2009

meia hora

Que eu estou feliz, que as coisas estão aos poucos se ajeitando, que tenho perto de mim amados, disso eu sei. Mas tem alguma coisa que nunca volta pro lugar. E acho que não é um desarranjo só meu. É de todo mundo que optou por uma vida de saudade. Uma vida com laços lá e cá e uma vontade de criar novos laços acolá, onde ainda não há nada, mas sei que há de haver, e é isso que me mantém regularmente inquieta. Tem algo além do que conheço que eu não conheço. E eu quero me testar cada vez mais. Eu preciso me testar sempre. Eu preciso tentar os limites para me sentir centrada. Eu preciso gritar para entender o silêncio.

Nada mudou. Foram 5 anos fora. Foram muitas lições aprendidas. Foram 3 meses na Ásia. Foi muito bom, mas não foi o suficiente. Nunca vai ser suficiente. Minhas histórias e angústias não têm fim, e eu sabia disso quando comecei todas elas. Agora tebto adormecer no mesmo lar que adormecia antes, e tenho medo de acordar querendo estar em outro lugar. Querendo fugir de novo de coisas que me acompanham sempre, sempre. Eu sei, e mesmo assim não consigo fazer diferente.

Eu toparia, por exemplo, ir para a Coréia do Sul. Poucas coisas eu não toparia. Eu toparia qualquer coisa que não está acontecendo comigo, justamente porque não está acontecendo comigo.

Mas daí chega um email qualquer confirmando presença no meu evento. Ou dá vontade de tomar café. Ou o esmalte começa a sair. Ou toca o celular e é meu amor.

Aí tenho, quando muito, meia hora de trégua.

E começa tudo outra vez.

Saturday, July 04, 2009

restless soul

Diz que a blogosfera está esvaziando. Todo mundo debandando pro Twitter e pro facebook e pro orkut. Fiquei meio com pena da blogosfera. Eu, que estou aqui há 8 anos. Senti meio como se deixasse o primogênito de lado para brincar com os caçulas.

Então, de cabeça baixa e pedindo desculpas, resolvi aparecer.

Só não sei quanto tempo meus guilty feelings durarão.

Mas isso pouco importa. Ninguém me paga pra escrever, ninguém pode reclamar.

Lá se vão mais de 3 meses de Brasil. Acreditem, ainda me sinto desajustada aqui. Dizem que é normal. Eu não acho normal. Porque tenho a sensação de que adotei essa inquietude para sempre. An unrestful soul.

Como estão vocês, me contem? Eu estou bem. Continuo gostando do trabalho, continuo na casa da mãe, continuo tentando emagrecer, continuo prometendo a mim mesma voltar a nadar, continuo a reclamar de um cansaço que jamais vai embora.

Sunday, June 14, 2009

ainda aqui

Sei que faz tempo, que sumi sem explicar. Mas não há muito o que explicar. A vida anda cheia de acontecimentos, os dias com bem menos de 24 horas e eu com pouca inspiração, na verdade. Esse negócio de trabalhar em escritório faz isso com a gente. Não estou reclamando - muito pelo contrário, continuo curtindo bastante o meu novo emprego - mas que dá pouca vazão para criatividade, isso - e qualquer emprego de escritório que eu conheço - dá.

Sem muitas novidades. O dia dos namorados foi delicioso e romântico pacas. Ficamos por aqui, curtindo ter a casa só para nós. Jantamos a luz de vela e tomamos pinot noir, o primeiro vinho que achei OK.

Dia seguinte fomos para Campinas e já estamos de volta. Tudo rapidinho, mas delicioso.

E esta semana, se deus quiser, trará mais boas novas. Torçam!

Depois eu volto e conto mais.

Friday, May 22, 2009

solving mode

Algumas coisas que resolvi:

* Preciso emagrecer

* Estou gostando bastante do meu trabalho

* Estou me adaptando rápido depois do susto inicial

* Vou ver qual é o problema do meu pé esquerdo que dói desde a topada do direito, na Tailândia

* Adoro o pessoal do Nordeste. Eles conversam sem pressa e ainda falam devagarinho. Dá tempo de anotar tudo nas entrevistas

* Estou feliz, acho. Bem feliz.

Monday, May 11, 2009

say hello, wave goodbye

Opa! Quase duas semanas sem postar, que vergonha! Mas venho por meio deste dizer a todos que, apesar do cansaço inicial, estou bem. Começo minha segunda semana no trabalho e estou começando a entender o que tenho que fazer. O treinamento foi ótimo, mas nada como a prática. Isto dito, o tempo tem voado. Já faz um mês e dez dias que voltei. Ainda não caiu a ficha! Quanto tempo vai levar até eu parar de estranhar as pessoas falando português à minha volta?

E não tenho escrito não só por falta de tempo mas por falta de inspiração também. É sempre assim quando estou trabalhando o dia inteiro. Chego em casa e não tenho o menor saco de sentar a bunda na frente de yet another computer. E por esse motivo, também, não tenho respondido emails amados. Sou uma vergonha.

Mas ó, juro, vou voltar. Amanhã ou depois. Para vocês que eu gosto, e para vocês que eu não conheço e me gostam, e pros levemente obcecados por esse blog, e pros que tem tempo para qualquer coisa menos ser feliz e dar paz ao saco alheio. Estarei sempre por aqui. Até não estar mais.

Wednesday, April 29, 2009

para um amigo

Bom, pela primeira vez desde que voltei, consegui sentir saudade de Londres. E ela veio fininha e doeu bem na altura da garganta. Foi numa situação bem trivial. Estava na Drogasil procurando uma palmilha pro meu calcanhar cansado e de repente me bateu um lance de estar na Boots, e aí veio, pela primeira vez e inconfundível, a saudade.

Também ando meio fora da casinha. Hoje não entendi quando o carinha do xerox não quis aceitar minha nota de £20.

Vai passar, vai melhorar, eu sei. Tô contando com o tempo, esse mala, para me aquietar. Saudade dos nossos papos... Você tá bem?

so why so sad

Things get clear when I feel free
When whatevers next comes easily
When gentle hands give life to me
When your eyes fill with tiny tears

When Im this still you are my life
When Im this still you are my life

So at ease in the midnight sky
So at ease in the midnight sky

But my insides will look like war
My insides will look like war

Paralysed except through my thought

So why so sad
You live and you love
So why so sad
Dependent on all above
Searching for the dead sea scrolls
So why, so why so sad

My smile as real as a hyenas
My smile as real as a hyenas

Burns an expressway to my skull
Burns an expressway to my skull

But Ill stick myself together again
Spirit so low that I no longer pretend

So why so sad
You live and you love
So why so sad
Dependent on all above
Searching for the dead sea scrolls
So why, so why so sad

So why so sad
You live and you love
So why so sad
Dependent on all above
Searching for the dead sea scrolls
So why, so why so sad
So why, so why so sad
So why, so why so sad
So why, so why so sad

.
.
.
Sentiram o clima?

Tuesday, April 28, 2009

dazed and confused

É bem possível que dê errado, como sempre dá quando escrevo assim.

com sono com medo com vazio com o saco na lua

Mas pode ser que vire. Sei lá, já virou tantas vezes. É meio difícil não ter tempo para nada mesmo sem ter absolutamente nada com que ocupar o tempo. Faz a vida ficar meio besta, claro. Dormir é sempre bom, mas tem limite. Não pode ser lá tão bom, senão passa-se a vida meio cá meio lá. I'll sleep when I die, eu tento lembrar, mas comigo não funciona. Se quando eu morrer tudo o que eu fizer for dormir, não darei valor. Preciso dar valor agora e dormir, dormir, dormir. Gastar um pouco desse tempo que custa a passar.

E lembrar do passado também é bom. Gozado, achei que voltaria de Londres e continuaria com a cabeça lá, mas não. Londres passa pouco por minha cabeça. Estranho, né? Deve ser um mecanismo de defesa, minha cabeça me mostrando o caminho de volta, e de como voltar. As lembranças que tenho são bem mais do Brasil pré-2004. São boas as lembranças, claro. Mas não esqueçamos que saí do Brasil por um motivo bem claro, e não era porque o Brasil era tão bom que eu não aguentava. Não, não era.

**

E os choques de readaptação continuam. Outro dia fui a pé do Itaim Bibi até depois da Paulista, resolver meu CPF. Uma longa caminhada, para perder banha e deixar de perder reais. Caminhada esta totalmente vã. Cheguei lá e, apesar de todos os indicativos de que eu estava no lugar certo, a funcionária pública com batom nos dentes me disse que não, senhora, não é aqui, a senhora tem que ir no poupatempo. E eu saí de lá urrando aos transeuntes: MERDA DE PAÍS! And I so fucking meant it.

Como acertadamente disse o Alê, quando estou emputecida faço de tudo para ficar ainda mais. E foi o que fiz. Começou a chover e me recusei a subir num taxi ou num busão. Continuei caminhando, fiquei ensopada e caí no chão depois de escorregar num trecho cuidadosamente mais liso da calçada (porque a calçada nessa merda de cidade fica mudando tanto?)

No dia seguinte fui ao poupatempo da Sé e depois de umas QUATRO HORAS consegui o que queria. Boa, Brasil!

(Essa é pra nacionalistinha sem causa que deixou recado no outro post e claramente nunca morou fora pra saber quão atrás nós estamos.)

Wednesday, April 22, 2009

days between

Flutuando nós vamos. Dormindo muito, pensando pouco, o que podíamos adiantar, está adiantado. Fica apenas o que sempre vai ficar atrasado porque ninguém são consegue ter a vida resolvida e ficar bem sem pendências. E eu não sou louca, sou humana e adoro observar humanos. E somos todos assim, sim. Eu sei, eu vi, eu vivi.

**

Acabo de voltar de mais uma temporada em Campinas. Cada vez que vou fico um pouquinho mais à vontade com a família e amigos do meu Pato. Mas a cidade em si, confesso, não é o que chamaria de ideal para o futuro de um casal após uma temporada de cinco anos em Londres. Sem querer soar nojenta, mas gente, sério, o que se vê pelas ruas de Campinas (gente acelerando e dando totó nos carros, pagode no último volume, muito corpo de fora e pouca cabeça dentro) não inspira muito A NIVEL DE cidade para se viver- vejam vem, não odeio Campinas, muito pelo contrário, sempre me divirto e muito quando vou, mas é pelas pessoas, não pelo lugar. Campinas fica no meio do caminho entre e com os problemas de uma cidade grande e de uma pequena. No mais, reconheço os inúmeros problemas de São Paulo, mas fico feliz que desde sempre sabíamos que se voltássemos para o Brasil, moraríamos em São Paulo.

**

Sobre trabalho, estou, como disse, mais ou menos resolvida. Preciso ainda ver a proposta em papel para confirmar qualquer coisa. Enquanto isso não acontece, continuo metralhando. Com um pouco menos de efusão, mas continuo.

E, bom, não me estenderei porque não há muito para contar. Ainda preciso pegar a segunda via do meu CPF e tirar minha CNH. Todo o resto está de volta aos eixos - conceito meio abstrato em se tratando de Brasil,mas enfim, eixos.

**

E pensei nesses últimos minutos que poderia usar todo esse meu tempo agora para escrever. E vou ali tentar, porra.

Friday, April 17, 2009

justificando

Gracinhas minhas, a ausência, eu juro, é justificada. Desde que voltei estou a mil resolvendo coisas e procurando soluções. Muitas das pendências pequenas já foram resolvidas, faltam as grandes. O emprego parece que também já foi resolvido. Falta casa. Mergulharei em mais um período de procuras. Mas sem reclamar muito que ver casa é legal, gente.

Ainda não deu tempo de sentir saudade de Londres, to be honest. Quero acertar minha vida aqui. Nossa vida aqui. De repente até vai ser mais fácil do que eu vinha prevendo, porque sou e sempre serei a rainha das previsões pessimistas. Não por ser uma pessoa pessimista, mas por gostar de me deparar com situações boas. Entendem?

Tuesday, April 07, 2009

lições de brasilidade

De todas as sensações, a exaustão. Não sei direito de quê, deve ser de pensar sem ter muito o que possa fazer. Esses primeiros dias de Brasil estão sendo mais difíceis do que eu havia estimado. Eu e minhas estimativas sempre erradas, vocês sabem.

Hoje, por exemplo, tive de ir ao banco e depois até o juízo eleitoral regularizar minha situação. Andava pela rua como se fosse uma total alien. Ainda resolvi me dar o choque cultural de caminhar pela rua em que tem feira de terça. Gente, por que tanta gritaria? Por que carrinhos de compras sobre os pés alheios? Por que tanta gente na barraca do pastel? Por que tudo tanto? Achei engraçado aquela zona, mas quando ri, o riso saiu nervoso. Preciso me reacostumar com o grito em tudo aqui.

E mesmo nas ruas mais calmas levei meus sustos. Olhei várias vezes pro lado errado da rua e ia atravessando. Muita gente me deu passagem, acho que menos por educação do que pela preguiça de me atropelar.

E quando cheguei no juízo eleitoral a mulher que me atendeu falava comigo pegando no meu braço, e eu achei lindo. Pra ela é normal, né? Pra mim é ainda estranho, mas bom. Por que não, certo? Eu senti que podia contar toda a minha angústia para ela, que não é pouca. Que estou louca atrás de um emprego depois de ter estourado big time meu budget pela Ásia. Que estranho muito ouvir português pelas ruas. Que estou achando difícil estar de novo na casa da mamãe, mesmo que temporariamente. Que estou adorando rever amigos e ver que nada, nada mudou. E que o tempo todo tropeço em pessoas conhecidas porque todo mundo está sempre nos mesmos lugares. Mas aí lembro que ela é uma funcionária pública, e se me toca com aparente afeto, é unicamente porque é brasileira.

E de tanta angústia ainda assim não estou sozinha. Sei que Alê deve estar passando por algo semelhante. Amanhã parto para Campinas e poderemos dividir sentimentos, em vez de multiplicá-los. Porque mais eu não aguento, não. Que saudade de Haad Yuan.

Thursday, April 02, 2009

back to London

25/3

E finalmente chegou o ultimo dia! Mas como soh voamos de noite, tinhamos o dia todo para passear.

Comecamos pela Orchard Road, a rua dos shoppings e da grana. Depois fomos para Clarke Quay, uma regiao a beira-rio toda chique, cheia de restaurantes e bares. Tudo colorido, limpo e vazio. Ja nao aguentavamos mais andar, entao resolvemos voltar pro hostel.

Chegamos la, brincamos um pouco na internet ateh bater fome. Fomos em uma food court do lado do hostel e comemos bem e barato, como a gente gosta!

Mais um pouco de hora e ja estava na hora de ir pro aeroporto.

Pegamos o metro e fomos. Paramos para um ultimo sorvete no Swensen's do aeroporto e seguimos para o embarque. Estranhamos colocar calca. Meu dedinho estranhou colocar tenis. Estavamos aliviados de nao precisar mais viajar, mas sabiamos que os proximos dias seriam extremamente corridos. As ferias acabaram mas a verdadeira aventura estah apenas comecando.

Thursday, March 26, 2009

fim de festa

22/3

Novamente, dia de partir. Estamos ficando estranhamente familiarizados e de saco cheio ao mesmo tempo de ter que empacotar e desempacotar coisas, carregar mochila no calorao e perseguir os ar-condicionados do mundo. Depois do cafeh e do check-out, descemos com as malas e fomos ateh uma outra guest house na praia de onde nosso barco sairia. Deixamos tudo la e o Ale ficou lendo e tirando fotos enquanto fui dar o derradeiro mergulho em Phi Phi. Realmente, uma praia de tirar o folego. Nao precisa de mascara para ver a infinidade de peixinhos nadando em volta de voce...

Depois de ser arrastada pelo Ale para fora da agua por causa do sol do meio-dia, fomos almocar num restaurante na praia e ficamos esperando bater a hora do nosso barco.

Embarcamos num long tail boat (trauma! Mas dessa vez deu tudo certo) e o barquinho encontrou o ferry grande no meio do caminho. Fizemos a baldeacao em alto-mar, voces ja viram isso? Nosso simpatico barquinho de madeira joga uma corda pros caras do ferry, que puxam nosso barquinho pra perto deixando-os paralelos um ao outro, e ai as pessoas vao passando do pequeno pro grande. Achei divertidissimo.

O ferry grande entao seguiu para Phuket, nosso destino. Ale tomou um remedio pra enjoo e capotou. Eu fiquei lendo e passeando pelo barco. Chegamos em Phuket um par de horas depois e pegamos um mini-bus para a praia de nossa escolha, Nam Yuan, ja proxima ao aeroporto. Pedimos pro motorista nos deixar na frente de algum lugar de hospedagem barata e ele o fez. Um hotelzinho a 200 metros da praia.

Deixamos as coisas e fomos passear pela praia. A praia em si nao tem nada demais. Parece qualquer praia mais desinteressante de Ubatuba. A areia eh mais escura do que ja estavamos acostumados e a agua, por causa da areia, nao tinha uma cor muito convidativa. Ainda assim, uma praia bem limpa e sossegada, cheia de coqueiros e casuarinas.

Resolvemos tomar qualquer coisa num bar e, quando escolhemos o lugar e sentamos, descobrimos que era um proto-puteiro. Nao era puteiro mesmo porque tinha gente como a gente la, mas tambem tinham tailandesas em micro-saias que de vez em quando jogavam sinuca com a bola branca laaaa longe do taco, e que vez ou outra subiam num palquinho e faziam umas dancinhas pouco, ahn, catolicas. Foi divertido.

Saimos de la e fomos jantar num lugar um pouco mais de familia, hehe. Voltamos pro hotel e dormimos muito bem, obrigada.

23/3

Ja nos ultimos dias de uma viagem tao longa da aquela preguica de fazer qualquer coisa. Ainda assim fomos para a praia pela manha e, depois do almoco, resolvemos andar ateh a praia seguinte, que eh a praia do aeroporto. A pista de pouso fica quase literalmente na areia e o Ale estava bastante empolgado com a ideia de ficar ali vendo aviao passar. E amar eh compartilhar, entao eu fui.

O passeio acabou sendo legal por outros motivos – os avioes nao estavam posando/decolando naquele sentido e nao vimos nenhum chegando/partindo. Mas passeamos por um parque a beira-mar bem gostoso e vimos uns mini-siris na praia (ou siris bebes) que cavam buraquinhos e para tal retiram bolinhas perfeitas de areia e poem-nas ao lado do buraquinho cavado. Havia centenas desses buraquinhos, entao a praia toda ficou desenhada com bolinhas de areia. Eh dificil explicar, tirei fotos e quando tiver tempo de organiza-las colocarei essas tambem.

Chegamos no hotel depois de algumas horas ensopados de suor. Tomamos banho e fomos para a rua da praia, passear mais um pouco e escolher um lugar para jantar. Eu queria me despedir da Tailandia comendo uma posta de barracuda, mas nenhum restaurante ali parecia ter barracuda. Acabei pedindo uma posta de Red Snapper e me trouxeram Monkfish, servido de um jeito bem sem-graca perto do que ja havia comido. Pena. Queria uma despedida em maior estilo!

Dia de dormir cedo para pegar aviao cedinho. Amanha, Singapura!

24/3

Voo tranquilo e curto, mas parece que chegavamos em outro continente. Singapura eh diferente de tudo o que vimos no sudeste asiatico: moderna, limpa, silenciosa e organizada. A primeira impressao foi bem dividida. Estavamos felizes de ter chegado num lugar em que tudo funciona, com rede de transporte decente e a certeza de tudo o que traz uma cidade grande. Mas por outro lado, falta charme, cor, vida. Quando tudo eh muito certo, a gente sente falta do errado.

Alem disso, ficamos estupefatos com os precos das coisas. Depois de meses rodando a Asia e nao pagando muito mais que 15 dolares em quartos e bangalos com banheiro, chegamos num lugar em que o melhor que achamos foi um quarto minusculo com banheiro coletivo por 60 dolares! Demos gracas a deus que soh passaremos uma noite aqui. Para final de viagem com budget estourado, Singapura chega a nos marejar os olhos. Qualquer cafeh nao sai por menos de 2 ou 3 dolares, por exemplo. Tentamos comer em food court para gastar menos com comida, e conseguimos, mas pensavamos 50 vezes antes de por a mao no bolso porque nunca as quantias eram dignas de gastos impensados - o que aconteceu algumas vezes durante a viagem porque os gastos eram baixos.

Enfim, I could go on and on, mas nos ja sabiamos que Singapura seria bem cara e que na verdade seria apenas um ponto de partida para Londres. Mesmo assim, tentamos aproveitar ao maximo.

Logo que chegamos, fizemos o check-in e depois fomos passear por Little India, o bairro que fica colado no nosso hostel. Foi uma viagem no tempo: estavamos de novo na India! Sem animais pelas ruas e cheiros pouco ortodoxos, mas era a mesma coisa. Aqueles mesmps hassles para comprarmos tudo, aquele sotaque tao familiar, os homens olhando para mim e irritando o Ale, os incensos, os ganeshs, tudo.

Almocamos num restaurante indiano gostoso, mas apimentado demais. Nao consegui comer muito e depois passei meio mal (surprise, surprise!). De la fomos para Sim Lin Square, o paraiso dos nerds. Trata-se de um shopping gigantesco soh de eletronicos. Rodamos mas nao compramos nada. Nenhuma barganha digna de loucura.

Bem cansados de bater perna, jantamos na praca de alimentacao la mesmo. Voltamos pro hotel e o dia acabou. Nossa ultima noite na Asia, gente.

Sunday, March 22, 2009

easy like a sunday morning

21/3

Levantei cedo e ja percebi que nao daria para ir a Maya Bay. Nublado, chuvoso, enfim, nao eh o clima ideal para fazer um passeio de dia inteiro para uma praia deserta sem qualquer estrutura, como eh Maya Bay. O lugar eh protegido pelo governo e nao tem nenhum tipo de assentamento. Nenhum hotel, restaurante, nada. As pessoas vao de manha e tem que ir embora no final da tarde.

Vamos tentar de novo amanha, se o tempo permitir. E como hoje o dia comecou bem nublado, resolvemos fazer tudo bem devagar tambem. Tomamos o cafeh, depois viemos para o quarto; eu para escrever, o Ale para ouvir musica.

Dai comecou a chover mesmo e estavamos em nosso bangalozinho sozinhos, sentindo um conforto imenso e delicioso. Quando a chuva parou fomos ateh o restaurante do hotel e ficamos vendo filme. Confesso que nao tenho mais moral para falar do “Click” que o Ale escolheu em Nang Yuan. Escolhi “You don't mess with the Zohan” e eh besteirol puro. Mas juro que eu tava no clima de risadas faceis e piadas bobas.

Depois colocamos “A Praia” no DVD – filme que se passa aqui em Ko Phi Phi Leh. No meio, no entanto, caiu a forca e soh voltaria duas horas depois.

Marchamos de volta ateh o bangalo e abduzimos uma gatinha linda, a que demos o nome de Maya, para nos fazer companhia no bangalo. Ficamos brincando com ela ateh aparecer um macaco querendo o amendoim que estavamos comendo. Maya ficou meio puta da vida, com medo do macaco e ressentida com a traicao e, miando muito, foi embora do nosso bangalo. Ja o macaco, pegou os amendoins que queria (ele vinha pegar na nossa mao mesmo) e se mandou para cima de uma arvore, para nunca mais ver.

Desembarcada a arca de Noeh, ficamos jogando baralho ateh escurecer e os bichos voadores virem pentelhar. Decidimos checar nossa passagem de barco amanha para Phuket e depois voltamos pro hotel pra jantar e assistir a mais um filme, Revolutionary Road, acho que eh o nome, com Leo DiCaprio e Kate Winslet. Bom mas meio forte para ferias na praia.

Ainda nao conseguimos terminar de ver A Praia, amanha quem sabe. Gente, nem acredito, em 5 dias estaremos em Londres. Ja estamos bem empolgados. E mais ainda para a volta pro Brasil. Fabricas de requeijao, voltem a sorrir: estou chegando!

Saturday, March 21, 2009

Island hopping on the Andaman Coast

19/3

Hoje foi o dia em que passamos menos tempo juntos, eu e o Ale. Nao por nada, mas dias assim, em que ficamos largados, cada um faz a sua vontade sem crises. E as vontades nem sempre batem na mesma hora para os dois. Depois do cafeh da manha fui para a praia ler, nadar e lagartear um pouco (na sombra, claro, nao sou doida). Enquanto isso o Ale foi ateh a internet reescrever o curriculo dele e mandar para uma possivel vaga de emprego no Brasil.

Mais tarde o Ale apareceu na praia. Ficamos num quiosque tomando coisas geladas e eu, que ja tinha passado a manha na praia, queria ir pro ar-condicionado, enquanto o Ale queria ficar na praia. Entao vim para o quarto e fiquei escrevendo meu diario de bordo, meus emails e alguns cartoes postais (que sao caros de postar entao darei em maos – by the way, ninguem recebeu meus cartoes postais do Nepal, nao?)

Resolvemos que amanha iremos a Ko Phi Phi e passaremos 2 ou 3 noites la, ja que Ko Lanta eh lindinha mas nao tem muito para ver e a praia nao eh nada digno de muita euforia (sei de muitas praias no proprio litoral norte de SP que sao superiores).

Mais pro final da tarde fomos dar mais uma volta na praia, dessa vez para o outro lado, e constatamos que eh de fato um lugar deliciosamente calmo e em harmonia com a natureza. Da para sentir cheiro de paz aqui.

Jantamos barracuda em seu melhor estilo, na grelha, temperada com oleo, sal, pimenta preta, capim-limao (lemon grass) e alho. De derreter na boca.

20/3

Levantamos bem cedo para pegar o barco das 8 da manha para Ko Phi Phi (pronuncia-se Ko Pi Pi, e nao Ko Fi Fi). O barco foi bem tranquilo, sem balancar muito, e em pouco mais de uma hora chegamos la.

Eh de uma beleza estonteante. Mesmo a praia dos piers, que supostamente eh a mais zoada por causa do movimento dos barcos, eh de uma agua tao transparente que do barco da para ver o fundo do mar. Uma piscina imensa cheia de peixes e corais. Surrel.

Do pier pegamos um barco long tail para a praia de nossa escolha, Long Beach. Nao ha ruas ou estradas em Ko Phi Phi, entao o transporte pela ilha tem que ser feito pelo mar ou a peh por trilhas.

Chegamos na praia e fomos direto tomar cafeh. Nao tinhamos comido nada em Ko Lanta porque nao tinha dado tempo, entao viajamos de estomago vazio e nao conseguiriamos fazer nada antes de enche-lo.

Em seguida saimos procurando hotel. E constatamos o que constatam todos que vem a Ko Phi Phi – eh caro pra caralho. Eles sabem que isso aqui eh um Oasis e metem a faca. Parece que na estacao de chuva o preco cai pela metade, mas estamos na estacao seca, alta estacao, entao realmente nao tem la muita graca pro nosso bolso ja meio arrebentado.

No final escolhemos o Phi Phi Hill, um bangalo no alto do morro no final da Long Beach. A vista de nossa varanda eh hipnotizante, e nosso quarto tem ar-condicionado (um bem caro e necessario aqui), mas para tal nao estamos pagando pouco. Acho que soh conseguimos ficar aqui porque o fato de nao ser direto na praia, e sim no topo do morro, barateia um pouco o lugar. Anyways, decidimos que aqui nao da para ficar regulando muito – senao realmente nao aproveitaremos esse lugar lindo.

Depois de um almoco caprichado, fomos tirar uma sonequinha no quarto. Estava muito quente e ainda estavamos com sono e cansados da viagem. La pelas 3:30 acordamos morrendo de calor: a eletricidade havia acabado e, sem ar-condicionado ou ventilador, nosso bangalo virou uma verdadeira sauna, bem mais quente que do lado de fora.

Resolvemos que, estando no inferno (paraiso?), tinhamos mais eh que abracar o capeta (anjinho?): fomos fazer snorkel. A principio eh impressionante porque ha tantos peixes nesse mar que assim que entramos na parte mais rasa ja vemos um monte. Por outro lado, o fato de ter muita areia no chao prejudica a visibilidade. Para piorar, tem muito barco aqui, entao ficamos meio tensos e levantando o tempo todo para ver se vinha vindo algum barco.

Vimos uns peixes diferentes do que tinhamos visto ateh agora: um que parecia uma enguia, outro que parecia um ratinho do mar, lindo lindo, que tentei fazer carinho mas, por algum motivo indecifravel, ele ficava fugindo de mim (hehe). Mas acho que nao duramos nem uma hora snorkelando. Alem do movimento dos barcos, a correnteza estava forte e tem bastante pedra, entao usamos de nossa pouca prudencia para voltar para a praia e ficar pelo raso mesmo, curtindo o resto de sol na agua.

Depois de um merecido banho fomos jantar e assistir filme no restaurante. O Ale quem escolheu o filme que ia passar: Street Kings, com Keanu Reeves. Entertaining, mas nada demais. Mas da selecao que eles tinhaam la, era mesmo o melhor.

Antes de dormir ficamos tendo papos serios na varanda do bangalo e assistindo a uma tempestade de relampagos que cismava em fazer da noite dia. Uma quantidade impressionante de raios. Bonito pacas. Fomos para dentro quando comecou a chover, torcendo para que a tempestade passe e possamos ir a Maya Bay (onde filmaram o filme A Praia) amanha.

Thursday, March 19, 2009

18/3 - Ko Lanta ao avesso

Tiramos o dia para explorar Ko Lanta. Alugamos uma motoca e, antes de sair por ai, fomos ateh o correio despachar mais uma caixa para o Brasil. Como eh bom se livrar de peso, mesmo tendo que pagar caro por isso...

Depois saimos por ai, percorrendo a costa, parando em uma ou outra praia deserta (tem de monte aqui) e rezando para o nosso protetor solar estar funcionando. Cada dia que passa o sol por essas bandas fica mais escaldante.

Depois de percorrer quase todo o litoral acessivel por carro, fomos para o outro lado da ilha. Passamos por uma caverna (mas nao entramos, primeiro porque estava muito quente, segundo porque nao estavamos a fim de pagar por algo que deveria ser de graca – ta na cara que os malandros locais inventaram uma “taxa” que os farang tem que pagar para entrar, mas isso nao eh em nenhuma instancia uma taxa legal), chegamos do outro lado e paramos para almocar num lugar com vista para o mar e as dezenas de ilhotas que circundam Ko Lanta.

Comemos um churrasco de arenque delicioso, mas a barracuda continua minha favorita.

De la seguimos ateh um pier com uma vista sensacional – me xinguei varias vezes por ter deixado a maquina no hotel – e depois fomos aa Lanta Old Town. Eh aqui que muitos dos locais vivem, principalmente os pescadores (a pesca, junto com o turismo, sao as principais atividades na ilha). Trata-se de um vilarejo muculmano bem calmo, bem antigo, com casinhas de sape e madeira, de palafita na beira do mar. Um monte de barquinhos de pescador em volta. Absurdamente pitoresco. E me xinguei de novo por estar sem a maquina.

Anyways, vir a Ko Lanta e nao ir aa Old Town eh como nao vir. Eh por ali que enxergamos a personalidade tranquila e tradicional da ilha. Todo o resto eh pra farang ver.

Seguimos adiante na estrada ateh ela acabar. E ela acaba docemente numa quadra de volei improvisada. O ultimo trecho de asfalto possui uma rede de volei alguns metros antes de terminar, e por algum motivo eu achei isso sensacional. Ainda nao entendi bem por que. Acho que enxerguei uma mensagem nisso, ja que soh gringo se aventura por aquelas bandas. Algo como “voces podem ir onde quiserem, mas o ultimo pedacinho eh nosso”. Ou nao, e estou viajando, o que eh sempre bem possivel.

Demos entao meia volta e seguimos pela estrada de volta. Concluimos que realmente a praia em que estamos eh a mais bonita, e que Ko Lanta eh bem gostoso, bem tranquilo, mas nada espetacular. Nada, pelo menos, comparavel a Hat Yuan, em koh-Pha-Ngan. Acho que Hat Yuan vai ser para sempre a queridinha...

Como o sol ainda estava quente quando voltamos, nos enfiamos no ar-condicionado do quarto e eu fiquei lendo, enquanto Ale tirou sua costumeira pestana.

Mais para o final da tarde fomos passear na praia e correr atras de siris e cutucar aguas-vivas mortas pela areia. E olhamos o ceu que mais uma vez estava cinza chumbo, carregado de chuva de um lado, e laranja-roseo do outro, com o sol descendo na praia. E deixamos que em alguns momentos a agua pegasse nosso peh, e olhamos para as pessoas na praia, e os hoteizinhos tranquilos e vazios. Acima de tudo, olhamos o mar. Com a humildade de quem ja esteve nele mais de 20 vezes no ultimo mes e ainda o reverencia. Hoje, no entanto, nao entrei no mar. Mas ele entrou em mim.

Wednesday, March 18, 2009

On the road again

15/3

Nao acredito que faltam apenas 10 dias para voltarmos para Londres. Como passou rapido... Voces nem imaginam. E, confessamos, foi tempo suficiente. Estamos amando tudo por aqui, a Asia eh demais e todo mundo deveria poder juntar uma grana e vir, como fizemos. Mas viajar assim cansa. Anyways, ainda faltam 10 dias, e isso eh tempo pra caramba, principalmente se passados sem fazer nada na praia.

Bom, eu acordei no pique de pegar a motoca e vir qual eh a de Ao Leuk, supostamente o melhor snorkel de Ko Tao. O Ale nao se animou though, entao acabamos tendo mais um dia preguicoso – o que tambem foi gostoso. Alem disso, o dia amanheceu nublado e sem sol a visibilidade costuma ser ruim. Fomos ateh o pier comprar nossa passagem de barco para Samui amanha e depois almocamos em Sairee na beira da praia, aproveitando que estava nublado e que o sol da 1 da tarde nao nos queimaria.

Voltamos para nossa pousada, comecamos a ler e quando vimos, ambos estavam puxando um ronco safado. Acordamos as 4 da tarde e fomos tomar um shake de coco no hotel, a beira-mar. Comecou a cair o maior peh d'agua e mais uma vez ficamos nos deliciando com o cheiro da chuva e com a brisa fresca que ela traz. Depois fomos ateh uma pousada vizinha porque estava passando Quantum of Solace, o ultimo 007. Nao entendemos nada porque aa acustica do lugar estava pessima, mas enfim, filme do James Bond, same old same old.

Voltamos para jantar no hotel, pedimos um BBQ de frutos do mar. Uma delicia. Vinha barracuda, camarao, lula, outros bichos que nao sei o nome e varios vegetais. Tudo muito bem temperado dentro de uma trouxa de papel aluminio. Alias, barracuda eh meu mais novo peixe preferido. Nao tem no Brasil, tem?

Dai fomos pro quarto e achamos que custariamos a dormir. Que nada.

16/3

Dia de viajar eh sempre meio corrido. Acordamos relativamente cedo mas ficamos enrolando um pouco ateh a ultima hora. Arrumamos as malas, fui na internet tentar acessar minha conta bancaria online que nao estah funcionando. Liguei para eles via Skype e depois de me passarem por 200 departamentos diferentes, fiz o pagamento que precisava fazer, mas nao vou conseguir desbloquear minha conta daqui. Pelo menos nao falta muito para eu voltar para Londres e resolver tudo.

Enquanto isso, o Ale foi fazer mais uma massagem e saiu de la todo zen, o amado. Eu nao fiz porque nao ia dar tempo. Pegamos nossas trouxas e fomos, no chiqueirinho de uma pick-up, para o porto. O catamaran atrasou um pouco mas no final deu tudo certo. Exceto pelo fato de que o mar estava muito mexido e tinha um monte de gente vomitando em volta de mim, e fui sentindo aquele cheiro e o balanco e comecei a ficar enjoada e, vamos la, quem sabe o que acontece quando fico enjoada? Acertaram! Panico! Mas consegui controlar com respiracao. Depois que estava melhor fui tomar um ar fresco la fora e, quando fui ver, ja estavamos em Ko Samui.

Pegamos o traslado ateh o mesmo hotel que ficamos quando aqui chegamos 2 semanas atras. Aquele mesmo do aeroporto e da piscina, na praia das meretrizes (cujo nome alterei levemente de Big Buddha Beach para Big Puta Beach).

Fizemos o check-in, jogamos tudo no quarto e corremos para a piscina. Jantamos no restaurante do hotel mesmo e depois fomos passear pela rua principal e ver o movimento.

Voltamos pro quarto, vimos um pouco de TV e dormimos ao som dos avioes. Coisa boa.

17/3

Novamente dia de viajar. Arrumamos tudo e fomos pro aeroporto. Voamos de Samui para Krabi, chegamos, pegamos um onibus ateh o centro da cidade e depois uma van que nos levaria ateh Ko Lanta. Ligamos o automatico e fomos fazendo tudo. Ja cansados de viajar, estavamos nos locomovendo anestesiados. Mas deu para perceber que as praias ao redor de Krabi sao sensacionais, com cliffs altissimos saindo direto da praia.

Depois de 2 horas de viagem e duas balsas, dentro de uma van com 4 franceses sem desodorante (pleonasmo?) e 4 romenos baderneiros, chegamos no nosso bangalo. Eh muito gostoso e tranquilo. Na beira da praia, bem silencioso, com ar- condicionado. Nao podia pedir mais nada! Quem sabe internet de graca, mas ai ja eh demais. Para manter a tradicao, logo apos o check-in largamos as malas e fomos dar um tchibum no mar.

A primeira impressao foi um pouco decepcionante. A areia nao eh tao branca como dizem os guias, e a agua nao eh cristalina como ja estavamos acostumados. Mas mesmo assim nossa praia eh gostosa, eh conhecida como Long Beach porque, bom, eh comprida, e eh bem calma, com pouca gente e muito coqueiro. La pelas tantas o mar deu uma agitada e o ceu escureceu. Vinha toroh pela frente e do tipo com relampagos. Mar nao seria o melhor lugar para se estar, nao eh mesmo? E ja haviamos nos estrupiado bastante durante a viagem, era hora de parar de arriscar.

Mas quem dizia que o Ale queria sair do mar? Ele queria porque queria ficar no mar DURANTE a tempestade. No final das contas eu venci: acho que meti a mao numa agua-viva e sai correndo do mar. Ele veio atras, tambem com medo de se queimar.

Na areia uns alemaes jogavam frisbee e o Ale, todo doce, pediu para entrar na roda. Fiquei assistindo ateh os alemaes sensatos pararem a brincadeira por causa da tempestade. Fomos pro bangalo tomar banho e jantar na praia. Mais um BBQ de barracuda que vai entrar pra historia. Nao vou embora de Ko Lanta sem antes anotar direitinho a receita desse tempero divino que eles fazem.

E o finzinho do dia passou sem sobressaltos, a nao ser os causados por raios e trovoes. Dormir com barulhinho de chuva. Delicia.

Sunday, March 15, 2009

tudo bem, tudo bem

Ainda 13/3

Bom, fiz o raio-x do peh. Ainda bem que nao teve fratura, foi mesmo soh luxacao e musculos e tendoes esmagados. Nao tive que imobilizar. O medico recomendou muito repouso e perna para cima. Me deu um pain killer, um negocio para diminuir o enchaco, e uma pomada topica. Pronto, problema resolvido.

O resto do dia passou devagar. Ale fez massagem no mesmo lugar em que eu fiz e adorou. Cogitamos ir a Sairee para ver uma festa de sexta-feira 13, mas os dois chegamos no quarto e comecamos a ler e em meia hora estavamos com preguica ateh de tomar banho.

14/3

Seguindo a recomendacao medica – NOT – fomos snorkelar em Hin Wong, um lugarzinho bem remoto do outro lado da ilha cujo acesso eh soh por estrada de terra. Mas vale a pena. O lugar eh lindo, limpo, vazio. Perfeito.

Chegamos e ja fomos pro tchibum. A visibilidade eh otima e ha muitos peixes e corais. Nada muito diferente de Nang Yuan, exceto por um cardume gigantesco que vimos. Nao consigo estimar quantos peixes havia, mas nadavamos sobre ele e nao viamos o chao. Estimo muitos milhares, se nao dezenas de milhares, todos concentrados num espaco de uns 15 metros cubicos.

Quando o sol ficou muito forte, la pelas 11:30, paramos para almocar. Comida deliciosa na frente do mar, com direito a vista para os peixes-agulha em acao, igualmente almocando e fazendo a maior algazarra no mar.

De tarde fomos explorar o outro lado da baia mas em uma hora meu peh comecou a doer e tivemos de voltar. De noite fomos a Sairee beliscar qualquer coisa e voltamos. Ale adormeceu em horario recorde: 21:10h. Eu fiquei ainda lendo um pouco meu livro novo do Hemingway, uma delicia!