Saturday, March 15, 2008

me, myself, and my fucking stupid I

Uma noite de sábado fria. Como me sinto humana tentando beber um golinho de Bailey’s. Inclusive, vencido. Porque tenho uma garrafa há mais ou menos 2 anos, e é a única garrafa de alguma coisa alcoólica que um dia comprei.

Um pouco mais humana. É isso o que as pessoas fazem sozinhas num sábado frio, não é? Eu também quero fazer, mesmo que depois me sinta uma idiota fazendo algo que não gosto só para sentir gosto salgado nas lágrimas, e açúcar nos sorrisos. Como deve ser, como fui ensinada, como todos fazemos para, juntos, sempre, caminhar. Não é? Haha.

Mas não se preocupem. O Bailey’s tá velho, não vou conseguir tomar. Tá ruim. E não tinha gelo, então peguei um daqueles plastiquinhos com gel dentro que fica no congelador para quando me esborracho. Algo que provavelmente sera de grande utilidade em alguns minutos, mas que aí não vai estar mais frio, porque usei pra esfriar o Bailey’s. E por causa disso, também, o Bailey’s fede. Eu, um Bailey’s velho, um plastico fedido e gelado dentro, e um sábado sozinha e com frio. What a combination. Eu devia estar em outro lugar.

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Hoje fui a Bricklane. Adoro a região. Meio de longe, como qualquer um que já morou por ali e volta para visitar. Almocei num restaurante de pizzas artesanais fantástico. Chama não-sei-o-que-lá store. Very helpful, I know, mas agora não lembro o nome. Foi bom rever meu ex-flatmate. Ele voltando para a Austrália, eu voltando pro Brasil. Não canso de repetir: londres é líquida, e esse é um dos motives que me faz amá-la e odiá-la. O que é ruim vem e vai, mas o que é bom também.

Bom mesmo é o Brasil, que bom e ruim estão todos entalados e não conseguem sair.

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Enfim, chega porque começaram a aparecer uns patches vermelhos na minha cara e não tô nada feliz. Se bem que seria bom qdescobrir que sou alérgica a álcool e as pessoas pararem de me encher o saco para beber.
Ou vai ver é porque o Bailey’s tá velho.
Ou vai ver eu realmente não sei e deveria me preocupar um pouco mais. Mas não dá. Um pouco mais e a preocupação é maior que eu.

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