Thursday, February 14, 2008

valentinos e desvalentinos

Hoje, famoso dia de São Valentino. Mulherada apavorada para arrumar programas. Ninguém quer ficar sozinho hoje à noite. O escritório está manchado de vermelho. Buquês a cada tropeço. Para mim, não significa muito. Aliás, é o tipo de coisa que significa muito quando não temos alguém. Sentimo-nos mais vazios que o normal quando estamos sozinhos, mas não nos sentimos mais repletos que o normal quando temos alguém. É apenas mais um dia, mais uma noite, quem sabe com um presentinho no meio. E só.

De minha parte, vou jantar num restaurante bem cosy perto de casa, só para não passar em branco mesmo. Datas importantes somos nós que fazemos, não o sistema capitalista.

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Ai, a volta. Ai. É mais difícil do que a maioria pensa, mas mais fácil do que eu penso. Já reconstruí minha despedida zilhões de vezes, cada vez de um jeito. Da mesma forma que reconstruí minha chegada definitiva. E ainda ouso dizer reconstruir algo que nem construído foi ainda. Estão entendendo? Um mar de magma, é o que tenho aqui dentro.

De modo geral acho que estamos lidando bem com a idéia toda. O que me assusta um pouco é a mudança no estilo de vida que nós, como casal, teremos. Hoje temos os mesmos amigos e nenhuma família por perto. Logo mais teremos amigos diferentes e uma família de cada lado para dar atenção. Pode não parecer muito coisa mas, acreditem, é. É o que tem me tirado o sono essa semana. Semana que vem vai ser a busca de emprego, e na seguinte vai ser achar moradia. Quando se esgotarem, os ansiogênicos entrarão em looping. É assim que funciono: todas as minhas ansiedades organizadas, semana por semana. Assim todas têm a sua vez de me deixar louca.

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