Sunday, January 13, 2008

está chegando a hora?

Devagar para eu não entrar em pânico – e nem vocês. Algumas das decisões que eu sabia que deveriam ser tomadas em 2008 estão tomando forma precocemente. Ainda não sei dar estimativa, porcentagem, nada. Sei que é PROVÁVEL que este ano eu volte para a terrinha.

Isso faz com que meus amigos que moram no Brasil e lêem este blog:

a) fiquem felizes porque há boas chances e eu voltar
b) fiquem putos porque tiveram 4 anos para virem para Londres com hospedagem gratuita e companhia de ouro, e desperdiçaram
c) estejam pouco se fodendo porque nem gostavam tanto assim de mim
d) estão genuinamente achando que estou fazendo merda de voltar para o buraco.

A verdade é a seguinte: Londres cansou um pouco. Não me entendam errado – Londres sera por muito tempo minha cidade preferida ever e precisará de muito para ser desbacada. Só que cansa também. Cansa o frio. Cansa a liquidez das relações. Cansa as despedidas que acontecem sem que você vá a lugar nenhum. Todo mundo indo e vindo o tempo todo. Cansa a falta de frutas tropicais. Cansa a falta de luz e vontade de nadar. Cansa achar que sou sempre um pouco inferior porque inglês não é minha primeira lingual, apesar de muitos dizerem que isso não é realmente um problema. Cansa estar longed as pessoas mais importantes da minha vida e, acima de tudo, cansa pensar que a pessoa mais importante na minha vida no último ano e pouco poderia estar longe de mim.

E nessas horas parece que não importa que eu more num país que me paga decentemente e que me permite viver bem e viajar pelo mundo. Parece não importar que no Brasil o pouco dinheiro que te sobre após as taxas acaba, vira e mexe, no bolso de outro ladrão. Lembro que ao sair do Brasil o que mais me impulsionou foi a vontade de sair do buraco e fazer a vida num país que me valorizasse. No Brasil sempre me senti podada, e pode ser que isso volte a acontecer. Pode ser. Mas as circunstâncias são outras. Antes, eu não tinha um real motivo para voltar para o Brasil; hoje eu tenho. E é isso que me faz ver 2008 como um ano que promete. Se for para ser, voltarei ao Brasil com gusto. Sorriso de orelha a orelha e vontade geuína de ver as coisas funcionando, na minha vida e no país.

E se não der certo, well, se não der certo de novo, nada, por enquanto, me segura em lugar algum.

E chega de cansaço. Londres é minha cidade preferida, mas ela me deixa meio envelhecida. Quero recomeçar restless. Vamos ver o que os ventos trazem.

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