Friday, August 10, 2007

home and away

Tá. Eu sei que bati o recorde. Foda-se. Não tenho tido tempo e nem vontade de escrever. Talvez porque esteja num dos raros momentos em que tem mais coisa acontecendo fora do que dentro de mim.

Trabalho novo. Estou me assentando aos poucos. Curtindo. Ainda sou aquela menina nova, sem amigos, estrangeira, mas foda-se. Sempre foi assim e nunca foi um problema. O trabalho em si está bem legal. Bem mais que o antigo. Claro que o antigo era cheio de pessoas que eu conhecia e de quem gostava. Mas é uma questão de tempo, I know. Aqui, ainda mais que no Brasil, amizade leva muito tempo. E mesmo assim, depois de anos, a intimidade ainda é superficial. Ou é brasileiro que é muito intrometido. Ou um pouco de cada, o que é mais sensato.

**

Vou mudar de casa. Resolvemos nas últimas semanas. E “resolvemos” não envolve minhas flatmates, e sim eu e o Byrifoy. Resolvemos tentar morar juntos. Haha, coitado.

Brincadeira.

Sou muito legal e cordata.
.
.
.
Estamos naquela insanidade de ver casas, ver termos, pensar em todas as possibilidades e limitações, e lá vou eu para minha sétima residência em Londres.

**

No mais, o sol brilha e minha mente está quieta sob o cafuné doce da Fluoxetina, minha amante preferida – eu vou embora e ela me recebe de braços abertos quando volto.

Esse fim de semana, além de ver casas, vou ciceronear a Déa, que vem de Paris cheia de bicos passar o fim de semana comigo. A primeira vez que a vejo em mais de três anos. O tempo muda de significado quando se mora fora do Brasil. Ficar sem ver alguém por três anos equivale a três meses quando se está perto. Pensando assim, pelo menos, minha vida fica menos absurda.

E chega. Acho que enferrujei.

No comments: