Wednesday, January 24, 2007

o mesmo esmo de sempre

A cabeça enconstada no muro
Tudo depende se vai haver sonho hoje
E se as estrelas brilham mais quando é frio
E um mundo sem música, como seria?

A cabeça de frente para o muro
Não dá para ir adiante mesmo parado?
Me ensinaram que sim
Mas talvez tenham me ensinado errado
Eu, que não ligo de subir e descer escadar
Mas odeio rampas.
Porque são contínuas e monótonas e mudamos de nível e nem percebemos.

E se eu nem enconstar. Se eu apenas tiver uma cabeça sobre um pescoço
Aí vou entender que é o certo
Mesmo sendo sem graça
Que o certo é quase sempre sem graça
Que eu nunca vou andar numa só linha
Porque não agüento o peso de minha cabeça em um pescoço
Que preciso de vários pescoços
Ou de outra cabeça

O melhor é esquecer, para falar a verdade
Rir até chorar
Enxugar as lágrimas com as costas das mãos
E agradecer o momento de insanidade
Que uma vida regrada oferece
(Eu que não queria uma vida insana com momentos de regra)

Mas não faço idéia de por que comecei a escrever isso, e nem sei como apagar, e nem ligo se já escureceu e não faz mais diferença onde está minha cabeça. Importa que no dia seguinte eu saiba de quantas hastes preciso.

Para jogá-la ainda mais longe.

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