Wednesday, December 06, 2006

de volta ao presente

Deve ser a expectativa de ir pro Brasil. É, deve ser. Nenhum chocolate é suficientemente doce, nenhum abraço é suficientemente apertado, nenhum grito é suficientemente agudo, nenhum sono é suficientemente pesado.

Ontem, no trem, de novo. Um saco. Não sei nem porque ainda me abalo. A gente tinha que se acostumar com coisas que fazem parte da vida, não? Não, comigo não. As coisas que fazem parte da vida sempre voltam como se chegassem pela primeira vez. O inferno do desconhecido embora eu já esteja cansada de conhecer. O negócio é que é questão de sabedoria. E é isso que me falta.

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Minha Piu me insistiu para colocar alguns dos diálogos que tivemos dia desses aqui no blog mas, minha pequena, eles não ficam tão bem escritos quanto falados. Tem nada não.

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Fui nadar na segunda-feira, depois de semanas parada. Que vergonha, que fiasco. Mas foi bom rever todo mundo. Só foi ruim perceber o quanto fiquei fora de forma. Depois de uma hora de treino tive que sair. Não era cansaço cardiovascular. Era cansaço muscular.

O foda é que tá ficando muito frio.

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Preciso comprar um vestido de festa. Que saco. Nunca gostei de ter que comprar roupa. Experimentei um ou outro vestido numa loja legalzinha daqui. E daí que fiquei parecendo um bolo de noiva. Sei não, se pá vou chocar aparecendo no jantar de gala de calça de moletom.
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Vou nada.

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Catorze dias para eu me mandar. Vocês não estão entendendo. Tudo isso, essa falta de extremos, ou essa falta de mansidão que satisfaça, todo o turbilhão e as lágrimas que saem em forma de riso nervoso, e os risos que saem só nos olhos, pinicando o nariz, tudo isso só pode ter a ver com minha ida para a terrinha.

Preciso confessar uma coisa. Da última vez que fui ao Brasil, senti mais como se estivesse voltando para casa. Acho que é normal, né? Acho que é normal, sim. O tempo define o que é seu, o que não é mais, e o que nunca foi. Mas obviamente minha empolgação não é menor. Talvez diferente. Mais madura. Vou ficar menos tempo, vou ter que escolher mais. Vou ter que me dividir e me multiplicar. E além de tudo, vou ter que descansar. Porque estou exausta. Não sei bem de quê, mas estou exausta.

Ah, e para deixar registrado, estou feliz. 2006 foi um ano dugarái. (Babái, dugarái é só uma versão adaptada de “do caralho”, tá?) E quem está por aqui lendo e ajudou na “caralhice” do ano, você e você e você e você, nem preciso dizer nada, néam? I’m chuffed.

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