Monday, October 30, 2006

…and pleases me

Eu nem deveria falar muito. Eu queria falar muito though.

Porque quando chove, inunda.

Mas eu não deveria falar e, for a change, devo fazer o que deveria, e não o que quero. Porque fazer o que quero é uma delícia até a hora que acaba e chega a conta.

O fim de semana? Em uma palavra? Surreal. Surreal bom, que fique claro. Mas surreal. Todas as noites mal dormidas. Mais uma vez, happy and bleeding como eu gosto, já que nunca mais vou saber o que é ser feliz apenas. Que jorra sangue então. Vamos fazer bem feito. Eu não estou aqui para assistir todo mundo passando. Eu estou aqui para passar também. E não me iludo que haverá no fim do caminho alguém esperando que eu pare. E não iludo ninguém também ameaçando desacelerar. Não quero dormir sempre bem, nem sempre mal. Não quero um coração sempre abaixo dos 100bpm. Não quero também sempre acima.

Ah, e odeio mais ou menos também.

Não quero e odeio demais, e sempre me iludo de que sou o oposto, de que amo e quero e só digo sim.

Mentira.

**

Vi a peça do Kevin Spacey e, não sei se foi a peça ou a companhia, mas dei umas piscadas de mais de um minuto, desconfio. Três horas de peça em que só se fala, fala, fala. Três personagens. Nada muda. Só se fala. E falar não resolve nada, a gente sabe. E só se fala com sotaque irlandês e dos EUA do começo do século.

Não tinha jeito. Não tinha.

Vi uns filmes também, mas acho que não estava no clima de entender nada. Li pouco por falta de tempo para deixar os olhos abertos e parados.

Passeei. Sim, andei de bicicleta, eu confesso. Comprei uma bicicleta, eu confesso. Não quero saber de babãe e Piu achando que eu vou morrer. Não vou, tá? É só uma bicicleta.

**

Estou sem voz e feliz. Na verdade, voz grossa. Nina Simone na vitrola. Sempre, sempre bom.

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