Wednesday, November 30, 2005

o sorriso no rosto cansado

Começou a ventar mesmo e meu coração não pára mais. Quanto mais quieta eu fico, menos escuto. Não deveria ser assim. Mas eu vou tirar o dedão da tecla espaço. Vou revolucionar essa merdinha de mundo meu.

Amanhã começo o novo trabalho. Vai dar certo mesmo que dê errado. A três semanas de ir para o Brasil, fica difícil tirar o sorriso do meu rosto cansado.

Mas vez ou outra acontece.

A gente sempre recebe as notícias mais doídas quando não agüentamos mais doer? Tá certo que eu tenho doído pouco, mas simplesmente porque minha cota para esse ano foi atingida, tipo, no primeiro semestre. E tudo o que houve de ruim no segundo semestre fica de quitação da dívida da vida para comigo para 2006. Eu deixei que a vida me fodesse de propósito, para fazer do que vem agora algo mais especial.

Eu desci degraus despencando. Está na hora descer como uma mocinha. Não preciso ser arrastada para a realidade. Vou sozinha, a meu tempo, o sorriso no rosto cansado.

Acho que estou viciada em saudades. Cada vez que chega mais perto de eu matá-la, mais eu a sinto pulsando, quase que uma entidade fora de mim que me assombra e me testa e me sangra.

Meu estômago, um poço de adrenalina com caroços de expectativa e medo. Será que ainda sou eu mesma para quem me conheceu antes de eu vir para cá? Sou tão volúvel assim? Gosto das mesmas coisas? Me incomodo com os mesmos cheiros? Escrevo do mesmo jeito? Me digam, escrevo do mesmo jeito?

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