Thursday, January 06, 2005

Natal, Paris, tsunami, aumento, ano novo, vida mesma e tudo bem

Demorou, mas voltei. A virada do ano nao foi como as outras, que costumam pesar. Sempre me senti na obrigacao de fazer algo novo quando muda o ano, mas acho que 2004 foi um ano tao alucinado e surreal que me dei ao deleite de quase nao sentir a entrada de 2005. Se eu quero alguma mudanca, a mais radical ha que ser o marasmo.

Mas nao quero marasmo. O Natal foi bom, o ano novo, melhor. Fiquei assustada com o tsunami que abateu o sul da Asia. Ainda mais que eu e as meninas estavamos planejando nossa ida para a Tailandia para daqui a um mes mais ou menos, e nosso roteiro incluiria Pukhet e Phi Phi, duas das areas gravemente afetadas, onde, leu-se, varios turistas morreram ou estao desaparecidos. Meda, panica, horrora.

Sobre Paris, eh o seguinte: fiquei apaixonada pela cidade. Pelas ruas, pelas cores, pelas arvores, pelos predios, pelo cheiro, tudo, tudo. Soh nao me encantei foi com o povo parisiense. Muito pelo contrario. Quis chutar sacos e socar peitos mais que nunca. Nunca vi tanta gente arrogante, grossa, mal humorada e mal comida no mundo. O parisiense definitivamente nao merece a cidade em que mora.

Sou zilhoes de vezes mais Londres.

Mas eh claro que me diverti ateh a tampa. O albergue eh uma bosta? Que bom, mais uma desculpa para sair da cama cedinho e soh voltar mesmo para capotar. Pegamos dias lindos e vi tudo aquilo que esperam que eu veja. O que eu nao vi e esperam que eu veja eu vou fingir que vi porque nao to com saco de ouvir sermaozinho de quem acha que Paris se resume a essa ou aquela atracao, muitas das quais nem tao surpreendentes assim.

O que de melhor tirei da viagem, alem das fotos, foram novas amizades. Os fofos do Dani e do Clayton chegaram para ficar. Eles moram em Londres tambem e foram meus roommates no albergue. A viagem nao teria sido tao encantadora sem esses dois. Eles voltaram para Londres um dia antes de mim e ja fiquei com saudade.

A noite de reveillon, como nao poderia deixar de ser, foi na Champs Elisees. Uma multidao infindavel, comparavel, senao superior, aa multidao do reveillon em Copacabana. E os fogos, apesar de nao tao numerosos, foram dos mais bonitos que ja vi, de uns tipos que realmente emocionaram. Nao tinha como nao gritar. Nao tinha como nao acreditar que um ano estava nascendo e com ele toda uma esperanca meio burrinha, mas nao podemos fazer nada.

***

Ganhei aumento no trabalho, hooray!, mas a responsabilidade tambem aumentou. Ausencias por aqui serao esperadas e antecipadamente justificadas.

***

E as saidas com o gatinho, “aquele”, estao mais assiduas. Nao estou apaixonada, mas estou curtindo muito. Gosto da sinceridade dos ingleses. Cresci em meio aa malandragem do brasileiro e fiquei escaldada demais. Nao vou fazer um ingles pagar as consequencias dos danos causados pelos brasileiros. Vou trata-lo com carinho, dentro do que eu chamo de carinho.

***

Algumas coisas mudandinho no mestrado. Aguardem. Ainda estou esquentando. Inclusive para escrever aqui. Porque mao enferruja, ne?

No comments: